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domingo, 23 de novembro de 2008

A VICTÓRIA DE DEVIZ SIMANGO NÃO SIGNIFICA DERROTA DA FRELIMO




Tenho alguns motivos para pensar dessa maneira. Li no diário do Dr. Serra um pedacinho da “carta a muitos amigos”, coluna do camarada Sérgio Vieira no semanário Domingo. A Frelimo venceu tanto para PCM e Assembleia Munincipal nas 42 autarquias das 43. Beira foi a única em que o candidato da Frelimo saiu derrotado.
Os números mandam dizer no entanto que a Frelimo terá na Beira uma maioria na Assembleia Munincipal, maioria com a qual “querendo” e se aliando a Renamo a quem já antes se aliou, poderá “dificultar” a já bem provada boa liderança de Deviz Simango, mas me pergunto porque a Frelimo que como afirmou durante a campanha, deseja desenvolver a Beira iria contra um Deviz que mais do que dizer, mostrou o sinceiro interesse que tem em desenvolver a Beira?
Os números mandam dizer também que na Beira, a Frelimo deu-se bem melhor nessas eleições, se comparadas às anteriores, mas oque isso significa se a pergunta mais forte continua sendo porque é que os que garantiram a victória da Frelimo, votando em massa não optaram por Lourenço Bulha?
Pode-se pensar que o “improvement” da Frelimo significa que a Beira não é o bastião da Renamo como sempre se pensou. Pode-se se pensar que deixou de ser, e quem saba para sempre, se é que era mas isso também conta pouco se tivermos em conta que victória semelhante a do Maputo por exemplo a Frelimo não conseguiu na Beira. Por outro lado a victória de Simango significaria derrota da Frelimo só e so se junto com Simango vencesse a Renamo. É aqui que começo a me perguntar se a Beira é realmente bastião da Renamo pois se fosse teria votado em massa no canditado da Renamo(Manuele Pereira) e não em Deviz Simango que se rebelou da Renamo e desreipeitou as “ordens”, seguindo sua “ambição” pelo poder. Não teriam votado em Deviz qure pela Frelimo e Renamo ou FRENAMO como se diz por ai foi acusado de mã gestão. Eu prefiro pensar que a Beira não é de ninguém(Frelimo ou Renamo). A Beira é isso sim de quem a convence de estar interessada a lutar por ela de forma desinteressada como parece ter feito Deviz Simango nos cinco anos que conduziu os destinos do munincípio da Beira. Pensando assim sou ”forçado” a acreditar que a Beira não se deixou levar por discursos eleitoralistas do tipo que se ouviram ao longo das campanhas dos vários candidatos. A Beira voltou no tempo e“leu a sua história” não apenas dos últimos 5 anos mas dos 30 e poucos anos. A Beira fez um “antes e depois” e decidiu em quem votar.
Dizer que a victória de Simango não significa derrota da Frelimo, é ser demasiado da Frelimo, ser deficiente em humildade; é negar a relação entre o candidato e o partido. É covardemente esquecer todo esforço feito para ganhar a Beira, todos discursos.
Agora como deviz vai governar o município com uma Assembleia Municipal “hóstil”?. Sugere Sérgio Vieira que a sensatez “manda” que Deviz se alie à “maioria” nesse caso a Frelimo. Alianças fazem quem as precisa e ficou provado que Deviz junto com o povo não precisam aliança nenhuma especialmente com a Frelimo que tudo fez para que saísse derrotado nessas eleições. Como alguns sugerem, contra o conselho maldoso de Sérgio, aliar-se a Frelimo seria um auténtico suicídio.
Vamos esperar para ver.

sábado, 22 de novembro de 2008

MATEMÁTICA ELEITORAL




De acordo com a edição de 21 de Novembro do Diário de Moçambique, resultados correspondents a 72% das mesas de votos, davam um vantagem A Deviz Simango com 54.449 votos contra 32.692 de Lourenço Bulha da Frelimo. Ainda segungo o DM a Frelimo seguia em frente na corrida para Assembleia Munincipal com 38.552 votos contra os 22.033 da Renamo. Como terceiro candidato mais votado está Manuel Pereira da Renamo com apenas 1.531 votos. Esses números ainda que parciais me mostraram que:

• Dos 38.552 que votaram na Frelimo para Assembleia Munincipala, 5.860 não votaram no candidato da Frelimo Lourenço Bulha.

• Dos 22.033 que votaram na Renamo para Assembleia Munincipal, apenas 1.531 votaram no candidato da Renamo Manuel Pereira.

Me lembrando dos que se falou durante a campanha, esses números mostram que dos 500.000(meio milhão) de jovens que segundo Edson macuácua assistiram ao comício de Bulha, apenas cerca de 30% votaram em Bulha e na Frelimo.
Depois de ter olhado para esses números fico aqui a me perguntar:

• Porque é que nem todos que votaram na Frelimo votaram em Lourenço Bulha?

• Porque é que nem todos que votaram na Renamo votaram em Manuela Pereira?

• Porque nem todos apoiantes(os que assistiram o comícios) votaram na Frelimo e Bulha?

• Porque é que nem todos que votaram em Deviz Simango votaram na Renamo?

• Como seria se Deviz concorresse pela Renamo?


Dá para perceber que grande parte dos que apoiaram(votaram) a Frelimo na hora de escolher um candidato preferiram Deviz em vez de Bulha. A pergunta que fica é porque?

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

DO CHITENGO ONDE MORO:Carta Para Mariazinha X


Hoje escrevo-te na sexta feira Mariazinha como nos velhos tempos.
Vamos lá falar da política hoje, concretamente das eleições autárquicas.
Fomos na quarta feira votar e como já várias vezes te tinha dito, a semelhança de muitos outros beirenses conscientes, votei em Deviz Simango. Muito se tinha dito antes contra Deviz. A Renamo lhe deu um monte de nomes, a Frelimo lhe acusou de um monte de coisas tudo para ver se se livravam dele. Segundo a Renamo Deviz traiu, desreipeitou a liderança. Deviz teve que escolher entre obedecer as lideranças da Renamo e a vontade do povo e escolheu bem. Desembaraçou-se do partido e concorreu contando apenas com o povo. Concorreu e ganhou e como ganhou. Mas do que vencer Deviz mostrou para todos que basta “fazer serviço” para poder se contar com apoio incondicional do povo. Alguém deve ter aprendido que com a vontade do povo não se deve brincar.
Mariazinha agora vamos esperar. Esperar e ver oque vai acontecer.
N.B: Mariazinha recibi um banner para comemorar a victoria de Deviz Simango. Me diga oque achaste dele.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

PORQUE A DONA ROSALINA NAO VOTARA EM LOURENCO BULHA


A dias postei aqui de forma bem resumida, as razões por detrás da minha decisão firme de votar em Deviz SIMango(Candidato independente) nas próximas eleições autárquicas. Hoje tragos as razões por detrás da decisão firme da Dona Rosalina não votar em Lourenço Bulha(candidato da Frelimo). Nos cruzamos numa longa fila do ATM e ela estava na minha frente. A camisete com a foto de Deviz Simango que trajava foi oque me deu coragem de começar com a conversa. Perguntei se já tinha decidido em quem votaria. Quando me respondeu que sim, apesar de quase obvio que votará em Deviz, perguntei em que votaria.
- Vou votar no Deviz Simango.
Quis perguntar porque votaria em Deviz Simango mas com receio que suas razões coincidissem com as minhas, perguntei porque não votaria em Lourenço Bulha.
-Desde a final de Show de Talentos que decidi que não votaria naquele homem.
Não entendi oque o Show de talentos tinha a ver com Lourenço Bulha, e felizmente antes que eu pedisse a dona Rosalina explicou-me.
-Bulha não tem escrúpulos. Votou no seu afilhado ou sobrinho lá no Show de Talentos em vez de votar em miúdos que mostraram talento. Podia votar em Castigo Muchanga. Para mostrar que foi tudo máfia o afilhado dele teve acidente com carro do prémio e foi preso por conduzir sem carta de condução.
Eu não sabia nadinha dessa história do vencedor do Show de Talentos mas ficou comigo oque a dona Rosalina pensa do candidato da Frelimo às eleições munincipais. Só espero que a dona Rosalina seja a única que guarda essa “mágoa” e ou que não conte isso a mais ninguém sob pena de “envenenar” os outros contra Lourenço Bulha.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Vão "esquartejar" a minha Beira e ninguem me disse nada...


Por cá se o assunto não for Zimbabwe logicamente que será sobre esse novo distrito que se vai criar "esquartejando" a cidade da Beira nos limites que já lhe conhecemos. O ministro da Administração estatal já veio dizer que essa medida não tem fins eleitoralista como os "outros" andam por ai a dizer. A mim preocupa o facto de em nenhuma das fases o povo ter sido consultado. Me preocupa porque anda se dizendo por ai que a medida tem em vista prestar melhor serviço ao povo. Ora alguém me explique por favor. Quem melhor do eu sabe o que seria bom para mim? Tudo bem que diversos factores podem obstruir minha "visão" e dai que eu precise duma mãozinha, mas seria sempre bom que a tal mãozinha fizesse tudo em coordenação comigo afinal eu sou o beneficiário. Fico pensado que não passa dum "papo" furado que se faz e desfaz em nome do povo. Nunca vi nesse meu pais o povo a ser consultado de forma seria. Agora vão "esquartejar" a minha Beira e ninguém me disse nada. Não consigo não colocar o Zimbabwe na historia. Olhem que Mugabe decidiu ignorar a vontade do povo. Há-de me dizer que será para o bem do povo que ele se vai manter no poder?

quinta-feira, 8 de maio de 2008

REEDIÇÃO DO CONFLITO SENA-NDAU NO CHIVEVE


Parece estar de volta o conflito das etnias Sena-Ndau aqui no Chiveve. Tudo começa com a "candidatura" do deputado Manuel Pereira ao cargo de presidente do Conselho Municipal da Beira. Pereira disse que contava com o apoio das bases. Muitos menbros na Beira o tinham encorajado a se candidatar. Outros dizem que é tudo individual, ele não tem o aval do partido. Uns dizem que Pereira(Sena) é apoiado pelos “renamos senas” que se sentem “prejudicados” pela forma como Deviz Simango(Ndau) “tribalizou” o conselho munincipal. Uns dizem que Simango conta com o apoio incondicional de Dhlakama(Ndau).

Eu digo simplesmente que o conflito étnico pode estar de volta.

Seja lá qual for a verdade, parece que o vulcão que por algum tempo esteve adormecido estará agora em actividade. Se como penso, essa coisa de etnias conta mesmo e muito, os “renamos senas” poderiam chegar ao ponto de votar num “adversário” sena em detrimento de Simango ndau com que parecem desgostados. E as realizações de Deviz talvez nem contem tanto nessa hora.

Eu vou esperar para ver. Esperar como fizeram os zimbabweanos que por um mês andaram ansiosos pelos resultados das eleições presidenciais.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Quando o Povo sai a ganhar. o Multipartidarismo ganhou...(minha coerência)

Segundo Notícia os membros da Frelimo contribuiram para ajudar crianças desfavorecidas na cidade da Beira. Um gesto que vai infelizmente ser avaliado a luz das recentes controvérsias políticas geradas pelo gesto do CMCB(oferta de uma ambulância à um centro de saúde).
Seja quais forem as "verdadeiras" motivações desse gesto da Frelimo, há factos que não se podem negar. Havia crianças necessitadas e que nesse momento tem material escolar para o ano lectivo que se avizinha. Pode até ser uma "solução aspirina" como estamos habituados a ver. pode ser para "contrabalançar" o gesto da Renamo. Pode ser para ganhar visibilidade num meio que parece cada vez mais sufocante. Pode ser... Mas nada desses "pode ser" tiram mérito ao que se fez. Meu receio é no entanto que na hora de balanço lá para o final do ano não venha alguém dizer que o CMCB não tem dinheiro de oferecer um punhado de kits escolares à crianças desfavorecidas".

sábado, 19 de janeiro de 2008

Os Linchadores do Futuro...


Mais um caso de linchamento na cidade onde moro! Um cidadão de identidade desconhecida foi linchado na madrugada de ontem no bairro de Macuti, cidade da Beira. Queria poder me "habituar" a essas notícias, deixar de me supreender quando mais um caso se ouve, sei porém que nunca vou me habituar à horrores como esses. Li sobre o assunto no Diário de Moçambique e Diário de Um Sociologo. As declarações de José António prestadas à reportagem do DM me chamaram atenção. Ele questiona " Onde é que está a moral? Será que a nossa Polícia não está em condições de travar isto? Veja que são crianças de tenra idade que estão ali a contemplar um morto?"
A inquietação do senhor José se centra no facto de crianças de "tenra idade" cuja responsabilidade primária,sublinho primária,
recai(acho eu) sobre pais e não sobre a polícia, estarem a contemplar um morto e a policia não "travar isso". Questiona "onde está a moral" Questiona se "a policia não está em condições de travar isso". "Isso" linchamento ou crinças contemplando? Embora com uma dose de ironia, me questiono onde está o problema em "crianças de tenra idade" testemunharem e aplaudir o resultado do "feito heróico" de seus pais? Tendo os pais consumado mais um "acto de justiça", natural seria mostrar o "troféu" para a família(mulheres e crianças de "tenra idade)".
Onde está a moral? Perguntamos todos os dias mas muitas vezes os culpados pela falta de moral são mal apontados. No presente caso parece que se joga a culpa toda para a policia que "permite" que crianças de " tenra idade" contemplem um morto. Em que parte da história entram os pais dessas crianças? Se em nome da "justiça" acho "normal" matar a pedrada ou atear fogo num ser humano, que inconveniente acharia em meu filho depois contemplar esse ser humano já morto? Como eu justificaria ao meu filho uma selvajaria como essa? De volta a casa com o vitorioso ar de herói por ter eliminado mais um malfeitor, que mensagem estaria eu a passar para os meus filhos? Uma vez crescido que dificuldade teriam em seguir o meu exemplo? Estamos, sem querer ou sem perceber, a produzir a futura geração de linchadores. Temos que lembrar também que os linchados(supostos ladrões) são igualmente produto da nossa sociedade. Produzimos então o “problema(ladrões)” e a “solução(linchadores”.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Porque Pedrido foi linchado...


Olha, deve ficar claro que não era intenção de ninguém acabar com Pedrito(felizmente não morreu), queriamos era "dar-lhe uma lição" para deixar de roubar. Muitos vizinhos se queixavam que Pedrito era responsável pelo desaparecimento de "coisinhas". Quando o interpelamos queríamos averiguar tudo oque se falava acerca dele mas alguém gritou " ladrão vamos assar" e ai perdemos controle da situação. Bateram Pedrito com tudo e com nada. Mesmo os que nem se quer conheciam Pedrito, nem sabiam oque ele fizera, batiam-no como se tivessem sido vitimas directos dele e dos seus roubos. Quando a polícia chegou e nos dispersou, já ninguém sabia "porque Pedrito foi linchado"

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Não vestido...


Com o "calor" que se faz sentir no Chiveve me apetece mesmo ficar "não vestido". Calor na pele na alma e já agora na atmosfera política. Por um lado são as "Dádivas" do Edil do Chiveve que são exageradamente "politizadas" chegando a se desvalorizá-las. Já agora vem a Junta Nacional da Salvação da Renamo achando que Simango é o "Moisés" que vai tirar e Renamo para a "terra prometida". Aqui acho conveniente usar o ditado "You got the vision, you got the job". Tiveram a ideia de salvar a Renamo? Tenha o trabalho de salvá-la. Porque misturar Simango com isso? Me lembro de como no "partido grande" alguns camaradas chegaram a ministros e outros postos grandes só por terem feito bem alguns "servicinho" como caso de campanhas eleitorais. Será pelo bom desempenho de Simango como Edil do Chiveve que os "camaradas" da JNSR o propõe sucessosr de Dhlakama? Não é isso uma forma de minar o futuro político de Simango atirando-o já para uma "panela a ferver"? Como será ele visto pela "Renamo de Dhlakama"? Não haverá entre os "grandes pensadores" da JNSR alguém que se compadeça pela Renamo que queira realmente salvá-la a ponto de "liderar a rebelião"?
Isso está quente e promete aquecer muito mais nos próximos dias. Aqueceu ainda mais hoje por causa de mais um cápitulo da "novela". Mal ou bem contada essa novela perdeu graça. Penso que está na hora de alguém "adulto" vir me desligar o aparelho de televisão e me contar a verdadeira história. Que rivalidade feia essa entre o Zambeze e o Magazine? Que brincadeira de muito mau gosto. E com tudo isso como não vou querer ficar "não vestido"?

O Dilema de Deviz Simango...Fazer ou não fazer? Eis a questão...






Deviz Simango presidente do munincípio da Beira convive com uma "hostilidade política" passiva e activa, tal que certamente põe em causa, de alguma maneira, a sua liderança. O facto do munincípio estar a ser gerido(bem) por um partido na oposição(Renamo) parece ter levado ao limite, a "tolerância política" do partido no poder. Os discursos falam por si. Veio o secretário geral da Frelimo tentar tirar mérito das realizações de Simango. Nas suas palavras, o munincípio não tem dinheiro nem para pagar salários e vive do dinheiro do governo central(da Frelimo), mas nós sabemos que para além das receitas locais os munincípios contam com ajudas dos seus parceiros económicos, e mesmo quando o governo central(da Frelimo) disponibiliza fundos para o funcionamento dos munincípios, não o faz por generosidade nem por misericórdia temos ainda que lembra que esse tal dinheiro é do estado moçambicano, resultado dos impostos que nos são cobrados e da generosidade da comunidade internacional que contribui com mais de 60% no OGE.
Veio o ministro da administração estatal tentar "defender uma desordem" só porque Simango queria "limpar a casa" e essa "limpeza" incluía o lixo da Frelimo.
Agora é o generoso gesto do CMCB (oferta de uma ambulância) ao carenciado CSM que parece gerar "tempestades políticas". Indo ao "rigor da lei" diz-se que Simango "intrometeu-se" na área da saúde que não é da responsabilidade do munincípio. Querendo apoiar o sector da saúde teria que fazê-lo através do governo provincial(DPS). Nas palavras do Dr. Baptista, director provincial da saúde a ambulância devia ser entregue ao serviço de ambulâncias e não directamente ao CSM. Quem garantiria à Simango que a ambulância serviria ao verdadeiramente carenciado povo da Munhava? Como é que essa oferta ao governo provincial seria encarada? Uma provocação? Uma lição de governação(oque se deve fazer para o povo)?
O pior é quando o gesto de Simango é reduzido à uma simples propaganda política. Pensam uns que Simango exagerou-se ao usar recursos da autarquia para fazer política mas esquecem-se que esses recursos estão sendo usados pelos autarcas.
As boas acçõs do CMCB vão sempre ser interpretadas como campanha política oque até parece "pecado". Que mal há em ganhar simpatias políticas sem ferir o povo, sem ferir as leis? Que mal há?

domingo, 6 de janeiro de 2008

Disputando Chiveve...

Morar na cidade da Beira ou simplesmente acompanhar a vida da urbe(no sentido mais global) , se torna interessante pelo facto de a cidade ter se tornado palco de muitas disputas político-partidárias. Como tem sido hábito, gestos as vezes bem simples são ampliados e interpretado à luz da proveniência partidárias dos seus autores. Depois da história da cerimónia de inauguração dos autocarros da TPB ter sido realizada no Dondo, depois do caso das "bandeiras nos lugares impróprios" e do abnegado envolvimento do ministro de administração estatal, depois das afirmações do secretário geral da Frelimo segundo as quais os méritos às melhorias de cidade não devem ser atribuídos ao município mas ao governo, nos damos agora com o caso da ambulância oferecida pelo CMCB ao Centro de Saúde da Munhava. Simpatizando-se ou não com a RENAMO no geral com Deviz Simango em particular, deve se ter o suficiente bom senso e aceitar o esforço que tem sido levado a cabo para melhorar a cara da cidade da Beira. A avaliar pelos resultados do seu desempenho, Simango é como alguém disse, “ homem lúcido, com objectivos".

A quando da entrega da referida ambulância vozes, cujos ecos continuam, fizeram-se ouvir. Umas contra e outras a favor. Entre as vozes contra soa mais alto a do Director Provincial da Saúde que pensa que a ambulância devia ser entregue ao serviço de ambulâncias e não directamente ao CSM. Alguém me ajudou a entender que " o CMCB tem competências na área da Salubridade (limpeza da cidade, sanitários, incluindo balneários, etc.,) mas não tem na área da Saúde - do Sistema Nacional de Saúde, Os Centros de Saúde dos Bairros se subordinam à Direcção Provincial de Saúde (que depende do Governo e não do CMCB)". Sendo assim diz-se que devia ser ao Governo Provincial que O CMCB devia ter entregue a ambulância e não directamente ao CSM. Houve que afirmasse que o gesto de Deviz Simango foi "meramente político e demagógico". e "uma intromissão na política de saúde do Governo: uma provocação com o objectivo de tirar dividendos políticos" e ainda "sabendo que o CMCB está longe de ter superado todas as carências nas áreas que são da sua responsabilidade (logo, não tem excesso de recursos) é demagógico, populista, desviar meios para actividades da responsabilidade do Governo."

Simango pode ter dividendos saindo desse gesto mas quem mora no Chiveve e vive o drama da Munhava pode com toda certeza afirmar que "querer tirar dividendo políticos" não foi a única razão de para lá ter alocado esse meio. Necessidade clara e de longa data existia no CSM. Porque não entregar a ambulância ao governo e ser este a decidir onde e como usar? Uma pergunta que pode ter muitas respostas.

Simango é achado populista pelo facto de mesmo "sabendo que o CMCB está longe de ter superado todas as carências nas áreas que são da sua responsabilidade (logo, não tem excesso de recursos), desviar meios para actividades da responsabilidade do Governo." Tem Simango esperar que sejam esgotadas "todas as carências nas áreas que são da sua responsabilidade" e ter "excesso de recursos" para "dar mão" à actividades aparentemente negligenciadas pelo governo?

O gesto de Simango pode ter sido pura e simplesmente para minimizar o sofrimento dos moradores de Munhava e utentes do CSM. Esse gesto está entretanto sendo abusado tanto pelos seus críticos como pelos apologistas.
Para os exagerados apologistas de Simango devo dizer que faz parte de suas obrigações melhorar a vida dos munícipes (intrometendo-se quando necessários nas áreas que os outros negligenciam alegando falta de meios). Simango não fez mais do que se espera dele. O facto de de se estar num município de constates disputas e outros (em outros municípios) não fazerem o mesmo, é o que aparentemente magnifica o gesto de Simango.

Para os exagerados críticos aconselho a não "deitarem a criança junto com a água de banho". Louve-se o gesto. Um simples e honesto elogio não significará automaticamente simpatizar-se com o partido atrás de Deviz Simango. E mesmo que significasse, sendo por uma boa causa valeria a pena simpatizar-se.