Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2013

Vamos ter paciência por favor!


Para os que já se queixam do “silêncio” do governo em relação às acusações que pesam sobre um dos  seus membros, José Pacheco, não acham que um assunto “bicudo” como esse carece de cautelas, investigação aturada, antes de se dizer seja lá oque for? Caso para dizer: Vamos ter paciência por favor! 
Não vá essa nossa cega "sede" por justiça atrapalhar tudo.

Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2013

Mais uma declaração não séria????


“Diz o artigo 245º do nosso Código Civil que a declaração não séria, feita na expectativa de que a falta de seriedade não seja desconhecida, carece de qualquer efeito. Está-se aqui a falar de situações em que um individuo, emite uma declaração não coincidente com a sua vontade real, mas sem intuito de enganar qualquer pessoa. Nestes casos, o autor da declaração está convencido que receptor da mesma se apercebe do carácter não sério da declaração havendo mesmo a expectativa dele de que tais declarações não sejam tomadas a sério.”



A moda antiga da blogosfera, li e com muito interesse o Declarações não sérias publicado por Julio Mutisse nos seu Ideias Subversivas que apesar da “morte da blogosfera”, continua vivo e tão subversivo como sempre foi, aliás o nome não é um mero enfeite.

Da “prosa” toda, me interessou onde Mutisse nos “aconselha” a não levarmos a sério as declarações do nosso Procurador Geral da República segundo as quais “alguns magistrados e advogados são serviçais do crime organizado”. Motivos robustos são apresentados para não nos deixarmos levar por declarações não sérias como essa.

Agora, na onda do propalado relatório publicado recentemente pela Agência de Investigação Ambiental, organização não-governamental do Reino Unido, denunciando a exploração ilegal de madeira por empresas chinesas com conivência de altos quadros do governo moçambicano, a Procuradoria Geral da República na voz do procurador-geral adjunto, Taíbo Mucobora anunciou que vai lançar nos próximos dias uma investigação ao suposto envolvimento do ministro da Agricultura, José Pacheco, implicado pelo tal relatório no contrabando de madeira.

Se nos lembrarmos da forma como a MESMA PGR “tratou” o caso SEMLEX que involvia o MESMO José Pacheco, na altura ministro do interior, será que dá para levar a sério essa tal investigação ao suposto envolvimento do ministro da Agricultura, ou podemos ir prevendo o desfecho:

"A investigação foi concluída. Não há indicação do seu envolvimento no negócio nem situação de contrabando de madeira".

foto retirada daqui

Quarta-feira, 15 de Agosto de 2012


Me sugeriram a leitura e reflexão do texto abaixo, de Egídio Guilherme Vaz Raposo, que já circula em vários cantos da internet. Um texto que realmente vale a pena ler e reflectir seriamente a volta das questões que o autor levanta. Título de meu.

"O que é uma GRAÇA? GRAÇA significa por outras palavras, FAVOR DESMERECIDO. Nas relações políticas não há graça; portanto não existe favor desmerecido de ninguém para ninguém. Logo, não há graça que venha de quem nos governa nem de nós, povo, cidadãos, para quem nos governa. O estado e o governo são as únicas entidades modernas do mundo com direito sancionado pelo constitucionalismo local e global para explorar o homem pois trata-se de uma EXPLORAÇÃO DO HOMEM-PELO-HOMEM MITIGADA à luz do contrato social que vigora entre o povo e estas duas entidades. Cidadãos conscientes dos seus direitos não pedem aos seus governantes nada. Pelo contrário, EXIGEM deles, pois o contrato social prevê deveres, obrigações e direitos de ambos lados. NÃO HÁ NADA QUE O POVO RECEBA DE GRAÇA DO GOVERNO OU ESTADO! E o povo não deve nada aos governantes; pelo contrário! Um dos desafios que o nosso país enfrenta é o acesso a informação pelos cidadãos capaz de os permitir exercer com competência os demais deveres e direitos constitucionalmente garantidos. Por causa desta falta de informação, em “Nangade ou Funhalouro”, o povo; os cidadãos NÃO sabem que o poço ou furo abertos e inaugurados pelo Administrador local não são uma graça, portanto, favor desmerecido dos governos destes pontos para os povos destes pontos do país; pelo contrário, é o seu dever, cujo cumprimento já vem tarde. O ESTADO; o Governo, exploradores legais do povo moçambicano, educam este mesmo povo a ver toda obra por ela feita como uma benfeitoria sua; UMA GRAÇA e por esta via, obrigado a dizer OBRIGADO GOVERNO [porque trouxe-nos isto ou aquilo]! As cidadãs em Majune ou Chimuara não sabem que dar luz em casa por falta de hospitais com condições não é seu destino ou castigo por estarem longe de Morumbala ou perto de um; pelo contrário, é resultado do incumprimento por incapacidade ou impossibilidade do Governo suprir as necessidades sufragadas em pleitos eleitorais. Choro de tristeza quando vejo ou ouço em mensagens ou discursos de cidadãos sofridos a PEDIR algo ao Presidente da República ou Governador qualquer, bens essenciais como água, estrada ou hospitais durante as presidências abertas ou comícios similares. Por falta de informação estes Não sabem que GRAÇA é um favor desmerecido e que eles nada devem a estes; antes pelo contrário, eles não fazem nada mais senão cumprir o seu dever. O dever de governar bem. Nesta ordem de ideias, EXIGIR seria a palavra que devia substituir o PEDIR. O povo moçambicano não deve pedir nada a mais nenhum governante. Pelo contrário, DEVE EXIGIR de qualquer governante as promessas eleitorais de acordo com as competências de cada um deles. Porque assim estará a exercer seus direitos, da mesma forma que este cobra impostos ao cidadão ou o sanciona em caso de incumprimento. CRITICAR o governo deverá ser um exercício normal, perante o incumprimento das promessas eleitorais ou quando más decisões são tomadas. Quando o governo ou estado cumpre com as promessas eleitorais, ou faz boas coisas, o povo, o cidadão deve ver isto como normal, previsível, obrigação legal, prevista no contrato social. Pelo contrário, devemos todos zangar, gritar e censurar, quando elementos que compõem estas entidades roubam, não cumprem com as promessas eleitorais, ou chamam os outros de tagarelas ou coisa parecida. Sinto dores quando vejo um povo roubado oferecer a um político ovos. Em sociedades normais, não devia ser o povo sofrido, pobre, juntar os poucos ovos de uma comunidade para oferecer o “chefe”, em sinal de “reconhecimento” quando este visita uma aldeia, comunidade ou distrito! E este chefe, nestas condições, devia ter vergonha suficiente e por isso agradecer o gesto e imediatamente devolver os ovos coletados pelos seus caciques! Quantas vezes não vemos nós administradores distritais, governadores e até ministros e o próprio Presidente da República a receber um monte de presentes, entre pontas de marfim, cabrito, bois, galinhas, patos, ovos de todo tipo de aves, abóboras, maçanica, malambe, couve alface, peixe, camarão, mandioca, etc., de pobres cidadãos cuja oferta, nem sempre livre e sim coerciva ou induzida, custou sacrifícios avultados? Mas quantos destes dirigentes não viaja com tudo pago e ainda espera do subordinado as honras de casa? E quantos subordinados não sofreram por isso? É na assimetria da informação em relação ao conteúdo e implicações do contrato social que a classe dirigente e seus intelectuais orgânicos e anti intelectuais encontram o húmus para a reprodução da impunidade, falta da responsabilização e subjugação do povo que se diz soberano mas na prática explorado até ao tutano. O acesso a informação não é apenas condicionado pela dificuldade para o seu alcance e uso. É igualmente na deficiência do sistema de ensino, na promoção da ignorância e na repressão que se materializa a estratégia “estupidificadora” de todo povo moçambicano, que é levado a pensar que as obras do Governo são “graças”. Agora que você sabe que graça é um favor desmerecido e que não deve nada ao estado ou governo, saiba mais isto: 1. Não foi GRAÇAS a FRELIMO que a independência chegou a Moçambique. Dizer isso é fazer propaganda política desnecessária, encenando o contrabando semântico. O povo moçambicano unido em torno de um movimento chamado FRELIMO lutou pela independência deste país. por isso você também é herdeiro dos benefícios da independência deste país; independentemente da idade que tem; é dono deste país e tem todos os direitos como qualquer nacional; os seus ancestrais lutaram por ele, e não é culpado por não ter estado em Nachingweya, mesmo que fosse para ”jogar a bola” e “escapar à morte. Não deve por este motivo ser privilégio apenas dos filhos de dirigentes atuais ou das elites políticas, ter acesso a riqueza. Ela, a riqueza, deve ser para todos e distribuída de forma equitativa. 2. Se você nasceu depois de 1975 não deve se sentir endividado por qualquer grupo etário ou que se diz ter lutado pela independência. Agradeça pelos seus feitos, mas não se acobarde quando eles te roubam descaradamente ou tomam decisões lesivas não só para si como para todo o país. Ser herói é ser exemplo. Não é usar o passado glorioso para perpetrar a pobreza ou roubar aos jovens e o futuro do país. Não é usar a glória do passado para fins ínvios. Denuncia. 3. Você não está obrigado a elogiar qualquer feito ou obra do governo. Na verdade foi você quem o fez. O Presidente da República, o Governador, o Administrador, o Chefe do posto, todos estes já recebem dinheiro e regalias; um salário mensal suficiente para dirigir este país. Por sua vez, os ministros, secretários-permanentes, diretores de escola e outros são pagos mensalmente e têm direitos e privilégios a mais [mais que você, porque você os sustenta através dos seus impostos ou negócios que estes fazem em seu nome] para trabalharem para si. 4. Por isso, você deve se irritar, deve zangar-se e ficar inconsolado e fazer qualquer coisa quando eles roubam ou quando favorecem seus afilhados e compadres nos negócios do estado e ou com estado. Isto é corrupção. Os titulares destes postos devem ser corridos, porque agem de ma fé e as suas obras lesam o estado e o interesse comum. Você não deve continuar a naturalizar a corrupção! Faça algo! Denuncia. Escreve no seu mural, o que viu; o que sentiu; critica. 5. Não se deixa enganar. É seu direito saber como os negócios do Estado são feitos e como se chegam a decisões em relação a vários assuntos. O seu direito como cidadão não se esgota no voto; pelo contrário, continua com a missão de escrutinar os que falam em seu nome e fazem obras em seu nome. É seu direito saber, questionar e criticar sempre que não julgar apropriada uma determinada decisão do seu governante. 6. Em uma única palavra: cidadão, você deve criar em si um comportamento de permanente suspeita e vigilância em relação ao estado e governo. Suspeita tudo o que eles fazem até que eles lhe convençam sobre a sanidade das suas decisões. E eles têm o dever de explicar tintim-por-tintim o dinheiro que eles gastam em seu nome. Saiba de uma coisa: você não deve nada a ele; pelo contrário, ele deve muito a você. Eu nunca irei elogiar o governo ou estado! Não preciso. É um ato de cobardia e estupidez elogiar o governo! Ele é meu servo! E tudo de bom que faz é normal, previsível; sua obrigação. Não há “esforços do governo que visam” isto ou aquilo; “não trabalham no sentido de” eu mando, exijo e chateio-me quando as suas promessas tardam em se materializar. Eu “odeio” o Estado! Ele é por defeito, um ladrão do povo. E eu sei disto. Só não o insulto porque temos um contrato por cumprir. Portanto, eu sei que vivo uma exploração do homem-pelo-homem mitigada pelo contrário social. E como contrato, não há favores! E aqui nas redes sociais, há quem sempre gosta de me alertar que o governo faz boas coisas e por isso devo reconhecer e elogiar!" 

Egidio Guilherme Vaz Raposo.

Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2012

SENSAÇÕES VS SENSASONS: Uma bela ajuda para jovens que já escrevem mal




Me chamem de exagerado se assim o acharem mas eu preferia o termo precavido.
Vi passar na TVM, a nossa televisão, uma publicidade onde se pretende descobrir apresentadores para um novo programa de televisão virado para jovens. Tal como vem escrito, o programa vai se chamar SENSASONS mas eu penso, acredito mesmo, que a ideia é SENSAÇÕES. Queria eu e muito, que a palavra SENSASONS existisse em português, poderiamos então dizer confortavelmente que é homónima homófona da palavra SENSAÇÕES mas não é o caso. SENSASONS resultou, julgo eu, duma genial “criatividade” que até podia ser considerada “inocente”  se não convivessemos excessivamente com problemas, e graves, de ortografia entre os jovens e não só. Temo que alguns jovens(alvo do programa), que já escrevem mal pensem inocentemente que SENSAÇÕES se escreve SENSASONS. Nesse caso, os mentores do programa terão dado uma “bela ajuda para jovens que já escrevem mal”

Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012

ELEIÇÕES INTERCALARES EM INHAMBANE: DIFERENÇAS E SEMELHANÇAS COM QUELIMANE



Como devem imaginar, já estamos a menos de dois anos para o fim do mandato e, na sequência disso, existe um manifesto que está a ser cumprido, mas há consciência de que temos de abrir novos desafios. Quero dizer com isso que não nos vamos cingir apenas em continuar aquilo que estava a ser feito, e bem feito, mas vamos começar a dar atenção a outras questões”

Assim se pronunciou e bem Benedito Guimino, na sua primeira entrevista depois de ser eleito candidato da Frelimo às intercalares em Inhambane.
Completamente diferente do derrotado Lourenço Bico de Quelimane que só falava em continuar oque estava sendo feito pelo cessante Pio.
A vantagem do discurso “não nos vamos cingir apenas em continuar aquilo que estava a ser feito” reside na possibilidade de conquistar a simpatia de quem quer ver muito mais a ser feito ou quem não vê com muito bons olhos o trabalho que esta a ser feito.

Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2012

ELEIÇÕES INTERCALARES EM INHAMBANE: QUAL É O PROGNÓSTICO?


Prestando atenção  para as notícias que nos chegam de  Inhambane, parece que as lições da derrota de Quelimane foram levadas bem a sério pela Frelimo. Em Inhambane, para enfrentar Fernando Nhaca, candidato do MDM, a Frelimo, numa enorme dificuldade se tivermos em conta o número inicial de candidatos(mais de dezena e meia) e o tempo que o processo levou, conseguiu “aranjar” Benedito Guimino, um candidato com perfil bem parecido. Se alguém me disser tratar-se duma mera coincidência, simplesmente terei dificuldades em acreditar. Imagine-se que com o seu candidato professor o MDM queira aproveitar a campanha eleitoral, para “denunciar” a banalização que essa classe tem sido vitima, há que encontrar uma forma de “equilibrar a balança” e “ter também” um professor como candidato parece ser um bom passo. Se eu estiver certo, a Frelimo ter mesmo aprendido com a terrível derrota sofrida em Quelimane,  deverá por exemplo evitar deslocar-se “toda ela” para Inhambane, acabando por ofuscar a imagem do candidato. O país não precisa parar, e todos os ministros, secretários permanentes, directores nacionais, provinciais, presidentes dos municipios entre outros, deslocarem-se todos a Inhambane para a campanha eleitoral. É obviamente importante que o candidato seja apoiado pelos membros seniores do seu partido mas por favor que seja de forma moderada. Haja espaço para ele discursar, apresentar pessoalmente  as suas ideias de governação.
A Frelimo deverá também evitar usar ostentiva e abusivamente os meios do estado para sua campanha eleitoral como temos ouvido ser reportado em eleições passadas.
Bem, eu acho que se espera um bom e equilibrado embate eleitoral em Inhambane e como fui habituado, já estou até a espera de prognósticos e seus respectivos fundamentos é claro.

Sexta-feira, 23 de Setembro de 2011

DISCURSO DE DESPEDIDA DE RUPIAH BANDA: um exemplo que vale a pena seguir


Rupiah Banda do MMD perdeu as eleições presidenciais zambianas para Michael Sata. A instantes, recebi o pacífico e pacificador discurso de despedida de Rupiah Banda que asseguir transcrevo. Banda deixa claro que pelo facto do seu partido ser democrático, aceita os resultados das eleições, aceita mudança e assume a responsabildade pela derrota. Dois parágrafos(11, e 12) do discurso me marcaram de forma especial. Neles, Banda elogia os esforços de Frederick Chiluba e do partido MMD por ter tornado a Zâmbia num estado genuinamente multipartidário mas desconfia que ao longo dos anos se tenham tornado complacentes com os seus ideais, não tenham ouvido, lhes tenha carecido ideias por isso a missão agora é reflectir  sobre qualquer erro que tenha sido cometido e aprender deles caso contrário não merecem voltar a concorrer para o poder.   Devia ser esse o espírito dos derrotados nas eleições e não as várias manobras que temos visto acontecer e que terminam em “crise política” e ou em “Governo de Unidade Nacional” e etc etc.


FAREWELL SPEECH BY HIS EXCELLENCY, MR RUPIAH BWEZANI BANDA,
FOURTH PRESIDENT OF THE REPUBLIC OF ZAMBIA,

ON FRIDAY, 23RD SEPTEMBER, 2011

"I HAVE CALLED THIS PRESS CONFERENCE TO SAY A FEW WORDS. THE ELECTION CAMPAIGN OF 2011 IS OVER. THE PEOPLE OF ZAMBIA HAVE SPOKEN AND WE MUST ALL LISTEN. SOME WILL BE HAPPY WITH WHAT THEY HAVE HEARD, OTHERS WILL NOT.

THE TIME NOW IS FOR MATURITY, FOR COMPOSURE AND FOR COMPASSION. TO THE VICTORS, I SAY THIS: YOU HAVE THE RIGHT TO CELEBRATE BUT DO SO WITH A MAGNANIMOUS HEART. ENJOY THE HOUR BUT REMEMBER THAT A TERM OF GOVERNMENT IS FOR YEARS.

REMEMBER THAT THE NEXT ELECTION WILL JUDGE YOU ALSO.
TREAT THOSE WHO YOU HAVE VANQUISHED WITH THE RESPECT AND HUMILITY THAT YOU WOULD EXPECT IN YOUR OWN HOUR OF DEFEAT.

I KNOW THAT ALL ZAMBIANS WILL EXPECT SUCH BEHAVIOUR AND I HOPE IT WILL BE DELIVERED. SPEAKING FOR MYSELF AND MY PARTY, WE WILL ACCEPT THE RESULTS. WE ARE A DEMOCRATIC PARTY AND WE KNOW NO OTHER WAY.

IT IS NOT FOR US TO DENY THE ZAMBIAN PEOPLE. WE NEVER RIGGED, WE NEVER CHEATED, WE NEVER KNOWINGLY ABUSED STATE FUNDS. WE SIMPLY DID WHAT WE THOUGHT WAS BEST FOR ZAMBIA. I HOPE THE NEXT GOVERNMENT WILL ACT LIKEWISE IN YEARS TO COME.

ZAMBIADESERVES A DECENT DEMOCRATIC PROCESS. INDEED, ZAMBIA MUST BUILD ON HER PAST VICTORIES. OUR INDEPENDENCE WAS HARD WON, OUR DEMOCRACY SECURED WITH BLOOD.

ZAMBIAMUST NOT GO BACKWARDS, WE MUST ALL FACE THE FUTURE AND GO FORWARD AS ONE NATION. NOT TO DO SO WOULD DISHONOUR OUR HISTORY.

TO MY PARTY, TO THE MMD CANDIDATES WHO DID NOT WIN, THE LESSON IS SIMPLE. NEXT TIME WE MUST TRY HARDER.
WE FOUGHT A GOOD CAMPAIGN. IT WAS DISCIPLINED. I STILL BELIEVE WE HAD A GOOD MESSAGE AND WE REACHED EVERY PART OF THE COUNTRY.

WE TRAVELLED TO ALL NINE PROVINCES AND WE SPOKE TO ALL ZAMBIANS. TO THOSE WHO WORKED EVERY HOUR OF THE DAY, I SAY ‘THANK YOU’. YOU HAVE DONE YOUR BEST. BUT, SADLY, SOMETIMES OUR BEST IS NOT GOOD ENOUGH.

DO NOT BE DISHEARTENED. THE MMD WILL BE BACK. WE MUST ALL FACE THE REALITY THAT SOMETIMES IT IS TIME FOR CHANGE. SINCE 1991, THE MMD HAS BEEN IN POWER. I BELIEVE WE HAVE DONE A GOOD JOB ON BEHALF OF ALL ZAMBIANS.

FREDERICK CHILUBA LED US TO A GENUINE MULTI-PARTY STATE AND INTRODUCED THE PRIVATE SECTOR TO OUR KEY INDUSTRIES. ZAMBIA WAS LIBERATED BY AN MMD IDEAL BUT MAYBE WE BECAME COMPLACENT WITH OUR IDEALS. MAYBE WE DID NOT LISTEN, MAYBE WE DID NOT HEAR.

DID WE BECOME GREY AND LACKING IN IDEAS? DID WE LOSE MOMENTUM? OUR DUTY NOW IS TO GO AWAY AND REFLECT ON ANY MISTAKES WE MAY HAVE MADE AND LEARN FROM THEM. IF WE DO NOT, WE DO NOT DESERVE TO CONTEST POWER AGAIN.

THE ZAMBIA WE KNOW TODAY WAS BUILT BY AN MMD GOVERNMENT. WE KNOW OUR PLACE IN HISTORY AND WE KNOW THAT WE CAN COME BACK TO LEAD AGAIN IN THE FUTURE. A NEW LEADERSHIP WILL BE CHOSEN, AND THAT LEADERSHIP WILL BE FROM THE YOUNGER GENERATION.

MY GENERATION… THE GENERATION OF THE INDEPENDENCE STRUGGLE-- MUST NOW GIVE WAY TO NEW IDEAS; IDEAS FOR THE 21ST CENTURY. FROM THIS DEFEAT, A NEW, YOUNGER MMD WILL BE RE-BORN. IF I CAN SERVE THAT RE-BUILDING, THEN I WILL.

I MUST THANK MY CABINET FOR DELIVERING ON OUR PROMISES. WE DID A LOT OF GOOD FOR ZAMBIA. MANY OF OUR PROJECTS WILL BLOSSOM INTO BRIGHT FLOWERS. SOME OF YOU WILL BE BACK TO SERVE ZAMBIA AGAIN – I KNOW YOU WILL DO YOUR BEST FOR YOUR PARTY AND FOR YOUR COUNTRY.
TO THE CIVIL SERVANTS AND GOVERNMENT OFFICIALS, IT HAS BEEN A PRIVILEGE TO SERVE WITH YOU. WE HAVE WORKED MANY LONG HOURS TOGETHER. WE DID IT NOT FOR OURSELVES BUT FOR ZAMBIA. SERVE YOUR NEXT MASTERS AS YOU DID ME, AND ZAMBIA WILL BE IN GOOD HANDS.

I MUST THANK MY FAMILY AND MY WIFE. THEY HAVE STOOD BY ME AND I CANNOT ASK FOR MORE LOYALTY THAN THAT WHICH THEY HAVE DISPLAYED. I LOVE YOU ALL DEARLY AND I WILL ALWAYS BE IN YOUR DEBT.

BEING PRESIDENT IS HARD WORK, IT TAKES LONG HOURS OF WORK. AND BECAUSE OF IT, I HAVE NOT ALWAYS BEEN THERE FOR YOU. YET, STILL YOU WERE THERE FOR ME.

WORDS CANNOT EXPRESS THE DEPTH OF MY LOVE FOR YOU ALL. ALL I ASK IS THAT MY FAMILY CONTINUES TO SERVE ZAMBIA AS I HAVE SOUGHT TO DO.

BUT MY GREATEST THANKS MUST GO TO THE ZAMBIAN PEOPLE. WE MAY BE A SMALL COUNTRY ON THE MIDDLE OF AFRICA BUT WE ARE A GREAT NATION. SERVING YOU HAS BEEN A PLEASURE AND AN HONOUR. I WISH I COULD HAVE DONE MORE, I WISH I HAD MORE TIME TO GIVE.

NOW IS NOT THE TIME FOR VIOLENCE AND RETRIBUTION.
NOW IS THE TIME TO UNITE AND BUILD TOMORROW’S ZAMBIA TOGETHER. ONLY BY WORKING TOGETHER CAN WE ACHIEVE A MORE PROSPEROUS ZAMBIA.

I HAVE NO ILL FEELING IN MY HEART; THERE IS NO MALICE IN MY WORDS. I WISH HIM WELL IN HIS YEARS AS PRESIDENT.
I PRAY HIS POLICIES WILL BEAR FRUIT.

BUT NOW IT IS TIME FOR ME TO STEP ASIDE. NOW IS THE TIME FOR A NEW LEADER. MY TIME IS DONE. IT IS TIME FOR ME TO SAY ‘GOOD BYE’.

MAY GOD WATCH OVER THE ZAMBIAN PEOPLE AND MAY HE BLESS OUR BEAUTIFUL NATION.

I THANK YOU.