segunda-feira, 4 de maio de 2009

DA RELAÇÃO AZAGAIA-SOCIÓLOGOS AO DEBATE DE IDEIAS NA NOSSA ESFERA PÚBLICA



O músico Edson da Luz(Azagaia) voltou a ser “assunto” para os sociólogos(os CONsagrados, os DESCONsagrados, os mais criativo e imaginativo e menos criativo e imaginativo). Dessa vez o “trigger” foi a entrevista que concedeu a STV e foi depois publicada no jornal O PAÍS. Tal como doutras vezes, o “coração da bronca” é sempre se Azagaia é ou não um “crítico social” ou apenas um “insultador barato” ou pior ainda um “pau mandado” que “canta oque lhe mandam. O que mais engraçado acho nessas “brigas” é que não me lembro nunca de ele(Azagaia) ter reivindicado para si esse tratamento(crítico social). Acho justo que os sociólogos que bem conhecem o rigor que deve “existir” num crítico social venham dizer que de crítico social Azagaia não tem patavina, entretanto fica complicado quando nesse exercício deixam de “analisar” os argumentos dos outros sociólogos(por mais problemáticos que sejam) que atribuem à Azagaia o título de crítico social. Não deviam também perder o “rigor” crítico com que nos habituaram, e sairem por ai “afirmando” por exemplo que Azagaia canta oque alguém escreve para ele, sem apresentarem provas para tal como nos habituaram a exigir.
Eu tenho sido simples quando os assuntos complicam. Vou na periferia onde há pouco fogo. Sou cobarde mesmo ou melhor “hipócrita”, mas ando “preocupado” pela forma como Azagaia “chama atenção” à sensibilidades dos sociólogos tanto os “prós” como os “contras” se assim os posso dividir. Com prós e contras quero apenas referir aos que acham que Azagaia é Critico social e os que dizem que não é respectivamente.
Dessa vez escrevo por causa da postagem que li no Bandhla(antigo Olhar Sociológico), blog do sociólogo Patrício Langa(não sei se consagrado ou não). Um texto com o título AZAGAÍSMO, que se “socorre” num outro do Dr. Elísio Macamo, também sociólogo(não sei se consagrado ou não, provavelmente sim).
Já faz tempo que vem se exigindo à esfera pública a necessidade de se debater ideias de forma academicamente isenta íntegra e honesta. Uma vez já considerei essas exigências de “injustas” quando se fazem sem ter em conta a um sem número de factores que com certeza condicionam a esfera pública como a que temos. Me pergunto se temos mesmo condições para ter uma esfera pública como a que se vem exigindo? Se olhássemos para “essa tal” da nossa esfera pública à luz da “nossa história” nossa realidade real como uma vez tentamos eu e o Júlio Mutisse não só perceberiamos que não podemos esperar muito mais do que isso que temos como também nos convenceriamos que precisamos de tempo e muito trabalho para ter algo melhor. Não procuro aqui defender que é impossível termos uma esfera pública onde se discutam ideias de forma genuína isto é, despido de qualquer tendência que acaba criando “sombras” ao debate de ideias, estou apenas procurando dizer que estamos longe de lá chegar pois mesmo os que defendem e exigem a necessidade de assim ser, não poucas vezes se deixam levar por qualquer outra coisa que não seja a necessidade de pura e simplesmente debater ideias.
Vou dar um exemplo:
Patrício Langa começa e muito bem no seu “Azagaismo” se “socorrendo” e muito bem nos escrito de Elísios Macamo mas bem no fim onde acho que “pisa na bola” deixa ficar o seguinte:
“Ontem, na minha habitual revista da imprensa nacional, que inclui a blogosfera, deparei-me com esta postagem aqui. Há coisas, ainda que pareçam pequenas, que não deixo passar. Não consigo entender, além de achar isso resultado de uma mente complicada, como alguém pode confundir popularidade com razão. Ainda que fosse um zé-ninguém. Por que contas de águas, um sociólogo CONsagrado, iria confundir popularidade com razão e lógica?”

Isso e muito mais vem à propósito da curta postagem do Dr. Carlos Serra no seu Diário de Um Sociólogo. Tão curta que a trago aqui na íntegra:

“Cada vez mais conhecido dentro e fora do país, o rapper Azagaia - Edson da Luz de seu real nome - deu uma longa entrevista ao "O País", a conferir aqui. Creio que alguns ainda se lembram do quão atribulada foi a ascensão social do jovem cantor, com gente apostada em o destruir por completo a qualquer nível. Mesmo nos blogues, lembram-se? Já agora, recorde a entrevista que ele me deu em Novembro de 2007, aqui.”

Procurando não ser complicado, não ter “mente complicada”, eu penso que Carlos Serra vem aqui apenas nos chamar atenção para a entrevisate de Azagaia. Nos lembrar da notificação da PGR entre outras adiversidades que considera “atribulada ascensão social”.
É entretanto dessa postagem que Patrício Langa conclui que Carlos Serra, sociólogo CONsagrado como por alguma razão não apresentada o considera(ainda não entendi a razão das três maiúsculas iniciais) está a “confundir popularidade com razão”.
Acho legítimo que apartir da postagem se questione com que base Carlos Serra afirma que Azagaia é “cada mais conhecido dentro e fora do país” embora os eventos que ele participou fora do país(Portugal e Cabo Verde) no ano passado e os vários espectáculos um pouco por todo país nos podessem levar ainda que problematicamente à essa conclusão, mas não me é fácil encontrar na postagem essa tal “confusão” entre popularidade e razão que Patrício Langa atribui à Carlos Serra a não ser que estejamos diante duma “transferência” de “brigas” do passado oque para mim sugere debate de pessoas.
Quando isso vem de pessoas que “tradicionalmente” optam por “debater pessoas” chegando ao insuportável ponto de “súbtil e educadamente” recorrer à insultos é quando simplesmente dizemos que a nossa esfera pública esta inferma, quando entretanto, ainda que por lapso vem de pessoas como o Patrício Langa que insistentemente nos convida de forma individual ou “fazendo eco” à Elísio Macamo que nos esforcemos e debater ideias e deixarmos de ver fantasmas onde eles não existem é quando eu digo que levaremos tempo para chegar lá.
Enquanto isso vamos tentando vamos nos esforçando para nos “despirmos” de nossas simpatias e antipatias a vermos se discutimos Moçambique de forma realmente isenta. Que é difícil, é doloroso isso é um facto pois é cruelmente súbtil que os nosso “proconceitos” se revelam. E sem querermos e sem percebermos que as nossas simpatias se deixam revelar. As minhas por exemplo andam a descoberto nos esforço que faço de tapá-las com “folhas de figueira”.

domingo, 3 de maio de 2009

DE QUEM É O SLOGAN “MOÇAMBIQUE PARA TODOS”


Quando eramos putos(seis sete anos de idade) tinhamos a mania de “escolher” os carros que passavam na rua. “Aquele é meu” gritava quem visse primeiro e era dele mesmo só que as vezes dois ou três de nós gritavamos ao mesmo tempo porque tinhamos todos como se fosse possível, visto primeiro o carro, e quando isso acontecia tinha briga com certeza.
A memória dessa brincadeira de tempos bem idos voltou a dias enquanto fui assistindo a madura Frelimo e a recém nascida MDM disputarem a posse do slogan “Moçambique para Todos.” Não estou aqui interessado em procurar entender aquem realmente o slogan pertence pois para mim é pouco relevante razão pela qual acho muito infantil essa briga. Eu estou interessado que moçambique seja para todos. Que haja opurtunidades para todos e isso é muito mais que um slogan é muito mais que discursos bem elaborados, muito mais que um forte desejo. Ficar-se por ai a discutir quem usou primeiro o slogam e mesmíssima coisa que brigar pelos carros que vão passando pela rua. A gente tem essa mania de perder tempo com coisinhas menos importante. Vi isso quando o parlamento decidiu discutir o caso Mongiqual ai meu Deus, não se tratou nada do que eu esperava e perdeu-se todo tempo debatendo o”o sexo dos anjos”. Uns lançando a culpa nos outros. E mesmo que esses ou aqueles fossem realmente culpados não aidantaria em nada mesmo limitar-se em apontar os culpados. Perdeu-se um boa oportunidade de discutir o nosso sistema prisional, a formação dos nossos agentes policiais, enfim um monte de coisas importantes, realmente importantes que devia ser discutidas e trazerem como resultado, um Moçambique melhor para todos incluindo para aqueles que por alguma razão estão presos.
Para que Moçambique seja realmente para todos precisamos de gente séria. Gente muito séria que não perde tempo com baboseiras do estilo “esse slogan é meu”. Precisamos de gente que “manda passear” os discursos e parte para a acção deixando que sejam os resultados dela(a acção) a falar por si. Vamos lá ser sério. Para mim o slogan não é de nenhum desses dois ai. O slogan é de quem poder poder trazer um Moçambique melhor para todos os Moçambicanos e como já disse acima isso é muito mais que um slogan é muito mais que discursos bem elaborados, muito mais que um forte desejo.

sábado, 2 de maio de 2009

DE VOLTA AO Dr. ELISIO MACAMO

No seu IDEIAS CRITICAS o Dr. Elísio Macamo explica oque ele quis dizer com oque disse na entrevista da Bantulandia. Decidi trazer para ca o trexto todo.

"Da dignidade humana

Costumo dizer que pensar doi. A inspiração para essa afirmação algo arrogante vem, na verdade, da leitura de Platão e mais especificamente da sua imagem da caverna. Nessa imagem, como é sabido, ele descreve alguém que só vê sombras (projectadas pelo sol que ele não vê) e toma essas sombras pela realidade. Se ele se virasse e olhasse directamente para o sol constataria, porém, que o que ele via na parede da caverna não era a verdadeira realidade. Mas essa constatação iria doer porque seria necessário enfrentar o sol. Platão utilisa essa imagem para distinguir os filósofos dos demais com o argumento de que só o filósofo é que tem a coragem de enfrentar o sol na procura da verdade. Ele prossegue com a conclusão segundo a qual os filósofos seriam, em virtude disso, os únicos habilitados para dirigirem outros. Não o acompanho nessa conclusão. Só estamos juntos na ideia de que a procura do conhecimento é dolorosa.

Há algumas semanas aceitei o convite de Josué Bila para responder algumas perguntas que ele me enviou por escrito (ver aqui). A última pergunta que ele me colocou foi de saber em que áreas dos direitos humanos eu acho que o Governo moçambicano deveria investir mais. A minha resposta foi a seguinte:

Eu acho a discussão sobre direitos humanos menos interessante do que uma discussão mais fundamental sobre os pressupostos da nossa ordem política. Pessoalmente, estou mais interessado na questão de saber até que ponto a nossa classe política, mas também a nossa massa intelectual tomam a sério o desafio que nos foi imposto pela nossa própria história de garantirmos a dignidade humana no nosso país. Até que ponto é que o nosso sistema político garante isso? O que faz para alargar os espaços de afirmação desta dignidade? Que critérios identificamos nós como fazendo parte desta dignidade? A discussão sobre direitos humanos parece-me abstracta demais para ser de alguma utilidade no nosso contexto. Torna-se numa posição ética que dificulta o debate político. O país precisa de política, o que pressupõe debate de ideias, e não de certezas que fecham a discussão.

Desde essa altura tenho lido comentários fazendo alusão directa ou indirecta a estas observações. O mais directo foi do Nelson Livingston no seu blogue (ver aqui e aqui) a quem disse que me faltava tempo para lhe dar uma resposta satisfatória sobre a distinção que ele supoz que eu estivesse a fazer entre direitos humanos dum lado e dignidade humana do outro. Continuo sem tempo, mas alusões indirectas feitas pelo Custódio Duma (aqui e aqui) bem como uma entrevista recente que ele concedeu ao Josué Bila (ver aqui) fazem-me sair da letargia do blogue para explicar o que, na verdade, uma leitura cuidada e isenta constataria ser suficientemente claro. Devo dizer que não tenho a certeza se o Custódio Duma se refere a mim nos seus escritos. Essa incerteza vem, por um lado, do facto de que as alusões não são directas apesar de me parecer óbvio que ele se refere ao conteúdo do que escrevi e, por outro, do facto de que o enquadramento da interpretação (deturpada) que ele faz (do que escrevi) é tão maldoso e de tanta má fé que entra em choque com a ideia com a qual fiquei da sua pessoa e do trabalho que ele e colegas da Liga dos Direitos Humanos fazem. Espero estar enganado, mas como acredito no debate directo de ideias (e só de ideias) escrevo isto na esperança de que ele (ou outros) me corrijam nestas suposições.

Direitos humanos versus dignidade humana?

A ideia que ficou nalgumas pessoas que leram essa entrevista foi de que eu vejo contradição entre direitos humanos e dignidade humana e, por extensão (pelo menos nos textos de Custódio Duma) sou conivente com tudo quanto anda mal no país e viola o nosso sentido de direitos humanos. O problema da má qualidade da nossa esfera pública é que nos obriga quase sempre a perdermos tempo com questões supérfluas. Assim, se quisesse alinhar nisso perderia agora o meu tempo a tentar mostrar que não defendo coisas más, que não quiz dizer isso, que sou contra isto mais aquilo, etc. Acho isso frustrante, mas a nossa esfera pública vive disso. Prefiro insistir na questão central e convidar os interessados a discutir apenas essa questão. E a minha questão na suposta distinção que fiz foi de que a discussão sobre os direitos humanos no nosso país é demasiado abstracta para ser de alguma utilidade política. O que queria dizer com isso é que precisamos de pegar num aspecto do conceito de direitos humanos que é directamente relevante para a nossa história e, a partir dele, pensarmos o nosso sistema político. Há quase quatro anos que tenho vindo a escrever que a questão da dignidade humana é central ao nosso devir histórico pelo que ela constitui, em minha opinião, o nosso ponto de entrada para o mundo normativo que os direitos humanos são. Daí, portanto, este conjunto de interrogações contidas na entrevista em questão e que constam na minha resposta: “Pessoalmente, estou mais interessado na questão de saber até que ponto a nossa classe política, mas também a nossa massa intelectual tomam a sério o desafio que nos foi imposto pela nossa própria história de garantirmos a dignidade humana no nosso país. Até que ponto é que o nosso sistema político garante isso? O que faz para alargar os espaços de afirmação desta dignidade? Que critérios identificamos nós como fazendo parte desta dignidade?”.

A ideia de dignidade humana é, no contexto dos direitos humanos, relativamente nova. Ela não consta, para pegar em dois documentos fundamentais, nem na declaração francesa de direitos do homem e do cidadão de 1791 (que apenas diz: “todos os homens nascem e permanecem livres e iguais em direitos. O bem comum é o único fundamento das distinções sociais”), nem na declaração americana de 1776 (que reza: “todos os homens nascem natural e igualmente livres e independentes, e possuem certos direitos inalienáveis dos quais não podem ser despojados ou privados quando entram em estado de sociedade”). Só em 1948 com a declaração universal dos direitos do homem é que a dignidade humana entra na seguinte fórmula: “todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos”. Porquê isto?

É porque em atenção à própria história europeia que foi fundamental para a formulação dos direitos humanos o aspecto mais importante que essas declarações eram chamadas a defender e a preservar era a liberdade individual. No caso francês tinha-se em atenção algo como o que Jean-Jacques Rousseau defendia e que definia a condição de liberdade como consistindo na obediência duma lei que nós próprios escolhemos através da vontade geral. Nenhum de nós iria adoptar uma lei que o privasse de direitos fundamentais. No caso americano fortemente influenciado pela filosofia do liberalismo a liberdade individual foi particularmente vista como a defesa da propriedade individual razão pela qual eles até nem viam nenhuma contradição entre a sua declaração de liberdade natural do homem e o sistema escravocrata que, entretanto, floria e roubava a milhares de homens a sua dignidade. Sendo eles propriedade dos senhores das plantações faziam simplesmente parte do inventário. Com isto não quero dizer (para não ser de novo mal interpretado) que não tivesse havido nenhuma referência à ou discussão sobre a dignidade humana na história da humanidade. É verdade que o discurso jurídico europeu na sua versão romana, e mesmo grega, não tinha vocabulário para esta noção. Na civilização romana o termo “dignidade” (dignitas) tinha o significado que o termo “dignatário” entre nós tem, isto é o mérito ligado a uma função. Mas na teologia cristã (e provavelmente muçulmana) a noção de dignidade foi sempre discutida, ainda que em referência à presença do Criador em cada um de nós (isto, por sua vez, pode explicar porque alguns teólogos não viam nenhuma contradição entre a noção cristã de dignidade e a escravização ou extermínio de povos não-europeus [não cristãos!]). Os filósofos do iluminismo, estilo Kant ou Rousseau, também falavam da dignidade humana. Contudo, estas ideias não entraram nos textos fundadores dos direitos humanos.

A pergunta agora é porque só em 1948? Segundo um filósofo francês, Jean-François Mattéi, a razão principal para a inclusão explícita da noção de dignidade humana na concepção dos direitos humanos foi o sentimento de indignação perante o que homens foram capazes de fazer a outros homens no holocausto e na segunda guerra mundial. Esta experiência vincou a importância do homem como homem ou, para dizer o mesmo nas palavras de Paul Ricouer, outro filósofo francês, “qualquer coisa [que] é devida ao ser humano pelo simples facto de ser humano” (quelque chose est dû à l’être humain du seul fait qu’il est humain). É esta ideia de dignidade humana que se torna premente e vai exigir a sua própria inclusão na nossa concepção dos direitos humanos. Muitos actos legislativos posteriores a 1948 na Europa incluem a dignidade humana como princípio fundamental sendo a constituição alemã o exemplo paradigmático, uma vez que no seu primeiríssimo artigo reza que a dignidade humana é inalienável.

A importância da história real

O que quero destacar com este palavreado todo é que estas coisas são feitas em atenção à história real. Não são como no nosso país ou em África dum modo geral onde existe esta expectativa problemática de que devemos fazer as coisas como os outros as fizeram sem atenção à nossa história. E para evitar (de novo) mal entendidos apresso-me a dizer que não estou a querer defender uma posição relativista. Não há no meu argumento nenhuma ideia de que existem direitos humanos de africanos e direitos humanos de europeus. O que estou a dizer é que o universal faz sentido e ganha sua inteligibilidade dentro de um contexto local com a sua própria história. Em Moçambique, e em minha opinião, a questão dos direitos humanos colocou-se sob a forma do sentimento de indignação perante a experiência colonial que nos roubou a nossa dignidade como humanos, isto é que nos tirou aquilo que nos era devido pelo simples facto de sermos humanos. A luta anti-colonial, portanto, tinha como objectivo recuperar a dignidade que nos foi tirada pelo que o seu desfecho positivo (na nossa perspectiva) devia ter colocado sobre os que fizeram a luta a responsabilidade de instalar um sistema político que garantisse essa dignidade. Reparem que esta é a minha interpretação da nossa história. O filósofo Severino Ngoenha tem outra, interessante, que enfatiza a liberdade (o paradigma libertário). O desafio que tanto ele quanto eu estamos a colocar aos intelectuais moçambicanos não é de adoptarem as nossas posições, mas sim de pensar o país a partir daí e ver até onde isso nos leva. Eu não estou a propor nenhuma nova ideologia, estou simplesmente preocupado com os fundamentos da nossa ordem política e gostaria que houvesse mais reflexão sobre isso sem descurar a prerrogativa que os activistas têm de lutarem pelos “direitos humanos”. Estamos em registos diferentes.

Na entrevista do Josué Bila acrescentei ainda o seguinte: “A discussão sobre direitos humanos parece-me abstracta demais para ser de alguma utilidade no nosso contexto. Torna-se numa posição ética que dificulta o debate político. O país precisa de política, o que pressupõe debate de ideias, e não de certezas que fecham a discussão”. Só uma leitura descuidada, ou de má fé, é que pode concluir a partir disto que eu oponho os direitos humanos à dignidade humana e, por via disso, defendo as irregularidades que caracterizam aspectos do nosso estado de direito. Ora, tudo quanto quiz dizer com isto é que “direitos humanos” não é coisa que faça muito sentido na discussão política. É, aliás, uma posição ética e que, por isso, não convida exactamente ao debate. Ou se é pelos direitos humanos, ou não. E no nosso país o lado ético desta noção está patente na forma como alguns usam a noção para pôr em causa a legitimidade do governo. A acusação mais frequente, tanto de fora quanto de dentro, é justamente esta. O governo viola os direitos humanos e prontos. Que isso não constitui nenhum convite ao debate e à melhoria do sistema político passa despercebido a muita gente. E por causa da perversidade da nossa condição de receptores de ajuda esta posição ética facilmente se torna numa profissão (“defensor dos direitos humanos”), sem nenhuma implicação para o que de fundamental em termos de ideias e concepção do político há em tudo isso. Muitos se comprometem com a noção de direitos humanos sem grande interesse (pelo menos manifestamente) em saber o que isso realmente significa e, acima de tudo, o que significa defender direitos humanos no nosso país.

Li uma entrevista que o Custódio Duma concedeu ao Josué Bila sobre este assunto (conferir aqui). A dado passo da mesma o Josué Bila pergunta se o seu entrevistado conhece algum caso em que um cidadão processou o Estado moçambicano exigindo-lhe o direito à alimentação, saúde, educação e outros direitos. A resposta é não e isso porque os cidadãos não sabem que é possível, isto é, é por ignorância e também porque a justiça moçambicana é muito cara. Há na pergunta e na resposta uma concepção tão instrumental dos “direitos humanos” que é difícil saber se os envolvidos nesta conversa têm noção do contexto dentro do qual os direitos humanos de que falam se tornam visíveis e necessários e, acima de tudo, se eles distinguem entre um princípio (normativo) e sua realização (política). Para além de me parecer totalmente inútil uma concepção de direitos humanos que toma os direitos da segunda geração (alcançados na Europa por via de lutas sindicais) como algo que alguém pode cobrar directamente ao Estado em tribunal, noto neste pequeno trecho da conversa uma concepção problemática da relação entre “direitos humanos” e Moçambique. O que os “direitos humanos” significam enquanto princípio normativo da nossa sociedade é que tudo o resto que fazemos deve satisfazer a norma que eles representam. Tudo o resto que fazemos é política e é, portanto, lá onde o debate deve se situar.

A minha proposta foi de encontrar esse fundamento do político na ideia de dignidade humana que me parece corresponder melhor ao nosso instinto natural. Nenhum veterano da Frelimo que viveu as humilhações do colonialismo, nenhum veterano da Renamo motivado pela ausência de liberdade de opinião no período imediatamente a seguir à independência, enfim, nenhum de nós pode ficar indiferente à violação da nossa dignidade como humanos e, portanto, todos nós temos interesse em que o que fazemos no nosso quotidiano preserve essa nossa humanidade fruto da nossa afirmação como sociedade. Isto não significa que o Estado nos deve dar de comer, curar as nossas doenças e mandar-nos à escola. Significa, no mínimo, que o Estado não deve colocar obstáculos a que consigamos essas coisas. Como isso deve ser garantido é do pelouro do político.

Defesa de direitos humanos e totalitarismo

A concepção de direitos humanos que fica evidente nesse pequeno trecho é platónica no pior sentido da imagem da caverna, razão pela qual não alinho com Platão até ao fim. Ele não só acreditava que os filósofos eram as pessoas destinadas a nos governarem por conhecerem a verdade das coisas como também, e por implicação, supunha que os demais, isto é aqueles que continuavam na caverna só podiam se realizar pela mão do filósofo. Os demais são demasiado inocentes e ignorantes para saberem como chegar à boa vida por si próprios. Daí que haja, entre nós, uma concepção militante dos direitos humanos que não procura traduzi-los em princípios normativos susceptíveis de normalizar a acção política, mas sim usa-os como uma arma de arremesso contra o governo e contra quem se interessa por saber o que eles significam para nós. Sem se aperceberem os militantes dos direitos humanos assumem o tipo de postura que no passado impediu que fóssemos respeitados na nossa dignidade humana. O poder colonial sabia o que era a boa vida e arrogou-se o direito de nos conduzir até lá; a Frelimo revoluccionária também sabia o que era a boa vida e arrogou-se o direito de nos conduzir até lá; hoje os activistas de direitos humanos sabem o que é a boa vida e querem se arrogar o direito de nos conduzir até lá. O importante é que para que isso aconteça fiquemos calados, sigamos e confiemos nas suas boas intenções.

Com estas últimas palavras azedas não quero pôr em causa o excelente trabalho feito pela Liga dos Direitos Humanos na promoção de uma sociedade melhor. E o objectivo devia ser esse mesmo: promover uma vida melhor para os moçambicanos e não necessariamente defender os direitos humanos. Activismo, tal como a actividade académica, misturado com política dá mal. Impede as pessoas de prestar atenção ao que os outros dizem e torna-os intolerantes, ambas as coisas grandes atentados à nossa dignidade. Isso é o que queria dizer. Queria alertar para os perigos do totalitarismo que nem sempre vem dos maus. Os bons também podem ser perigosos."

segunda-feira, 27 de abril de 2009

O PNG VAI ABRIR!

A época turística no PNG abre oficialmente já no dia 30 de Abril. Para a abertura estão programadas entre outras actividades, as habituais cerimónias tradicionais para “acalmar” os espíritos Chitengo. Há que acalmar sim os leões em que alguns deles(espíritos Chitengo)se transformaram.
Enquanto isso, nós que somos da casa já vamos furtivamente desfrutando as beleza dessa bela Gorongosa.
O mato esta verde, verdinho, vistosamente verde. Apetitoso para os bichos que dele se alimentam. A visibilidade dos bichos está contudo meio difícil.
O lago Urema, oque tenho considerado coração do Parque Nacional da Gorongosa, está gordo de águas, diferente da época do verão quando o calor lhe suga grande parte das águas. Agora, os bichos não tem que se queixar de sede. Existem por ai um monte de charcos onde podem matar a sede. As picadas estão sendo aparadas logo logo estão prontinhas para os deliciosos game drives.
Bem muita palavra para quê?
Fotos logo que poder.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

AS LAMENTAÇÕES DO Dr. ELÍSIO MACAMO

Ainda na ressaca da sua "mediatizada” entrevista, me dei hoje com
“As lamentações do Dr. Elísio Macamo”. Uma interessante postagem de título original “Do uso inflacionário dos rótulos”, onde no seu estilo característico, Elísio Macamo se “queixa” mais uma vez do “estado viciado” da esfera pública moçambicana, ou usando suas palavras, “as deficiências dos críticos”. Digo “mais uma vez” porque faz tempo que Elísio Macamo vem denunciando as “fragilidades” da esfera pública moçambicana.
A “dureza” do texto, reconhecida pelo autor “sei que este texto é bastante duro, mas por vezes tem que ser” fez me voltar ao artigo de Paul Fauvet e aos vários do Zambeze pois foram a génese da postagem de Elísio Macamo embora “Do uso inflacionário dos rótulos” represente um “sentimento” que ele traz faz tempo.
Começo por supôr que o Zambeze esteja mesmo numa campanha de difamação como afirma Paul Fauvet no seu artigo e Elísio Macamo “concorda” quando o texto lhe parece plausível. “Supôr” porque não cometerei a “ingenuidade” de afirmá-lo só por que Fauvet e Macamo a fazem e dai me pergunto porque razao o Zambeze faria isso, pois teria que ter alguma. Me pergunto também porque não faria?
Quando leio os já vários artigos do Zambeze acusando o Tribunal Supremo de estar sob controlo político e tráfico de influências, me impressiono pela “revelações” que faz a volta de certos casos. São, penso eu, essas reveleções que usa para edificar a sua “conclusão”. Doloroso para mim é não poder provar a veracidade/falsidade do que o Zambeze tem escrito. E sendo assim não poder como Fauvet e Macamo, considerar de difamação os artigos do Zambeze. Doloroso porque se espera que eu tenha uma posição, que eu esteja dum ou doutro lado. Se espera que eu saiba.
No segundo paragráfo de sua postagem, Elísio Macamo apresenta uma interessante convicção sua, segundo a qual, “pior do que um governo mau é uma esfera pública tomada de assalto por indivíduos com um falso sentido crítico”. Discordo com ele pois a não ser que a “nocividade” do falso sentido crítico afecte apenas a esfera pública e nunca o governo. Tenho para mim que um governo seria igualmente tão mau quanto uma esfera pública com indivíduos com um falso sentido crítico, se o carácter “mau” desse governos incluísse o facto de ser composto por membros com um falso sentido crítico, ou nesse caso autocrítico. Dessa conviccção e dos termos comparados nela me questiono ainda quem afectaria quem e em que proporção, se houvesse(se é que não haja) alguma interdependência entre um governo e a esfera pública?
A definição de falso sentido crítico que Elísio Macamo usa, a saber “a suposição de que dizer o que está mal faz de nós bons” é quanto a mim interessante. É oque vejo por todos cantos e até certo ponto revoltante. Algumas abordagens com que nos cruzamos por ai são mais que ridículas, especialmente se as associarmos aos graus académicos dos seus autores. Fica difícil falar disso sem pensar em aspectos como, deficiente formação, os “polémicos” curículos, as políticas de educação e por ai.
A não ser que eu tenha sido selectivo( não tive opurtunidade de ler série de artigos publicados no jornal Notícias), não me lembro de ter lido um artigo onde Elísio Macamo, explora com profundidade os circunstancionalismos que propiciam a existência da esfera pública como a que temos.
Eu já tive cá uma ideias que bem “estranhas” que bem podem ir para a categória de “teoria de conspirção” hehehehe.
Oque me ocorre com frequência e a cultura. Existimos num meio onde não se encoraja questionar, onde o questionar é facilmente tomado por afronta especialmente se estamos diante de figuras de autoridade. Eu penso que essa passividade, essa cultura do “sim senhor” nos deixa na “obrigação” de concordar com tudo que vem de quem devemos. Parecendo que não, essa situação nos deixa com essa “necessidade” de encontrar respostas para tudo mesmo onde elas não existem ou pior ainda onde nem nos são exigidas. Temos que ter uma posição. Ainda não lemos o primeiro parágrafo todo dum texto de dez parágrafos e já temos uma “opnião” formada sobre o texto que vezes sem conta tem mais a ver com oque sabemos do autor ou do jornal em que vem inserido do que propriamente o conteúdo do texto. Pego no semanário Domingo e antes de folheá-lo já sei oque traz, compro um Zambeze ou Savana e já estou pronto para ver as “farpas” que lançam contra esse e aquele.
Um outro aspecto que me passa pela cabeça tem a ver com, como disse antes, a formação académica. Que somos mal formados é um facto mesmo que me custe prová-lo. Há lacunas lamentáveis no nosso sistema de ensino e aprendizagem. Pegas um estudantes da décima segunda classe, por tanto, na entrada do ensino superior, e procuras assistir-lhe num “trabalho de investigação”. Uma autêntica tragédia. É claro que não vamos generalizar mas há muito que fazer. Raros são os estudantes universitários que se podem debruçar sobre assuntos fora da sua área de formação. Vamos falar de cultura de leitura. Quem lê além dos manuais escolares? Um romance interessante, umas lindas poesias?
Já me passou pela cabeça também que depois de Junho de 1975 instalou-se um sistema em que não havia espaço para “questionar” sem ser rotulado de reacionário. Esse “querer ser ouvido” que andou reprimido por muito tempo pode estar por detrás dessa “má gestão” das opurtunidades que hoje temos de se fazer ouvir. Enfim são minhas “contemplações” que podem ter sua origem no medo de pensar mais dolorosamente, pois, pensar doi mesmo.
Bem, eu alinho com as lamentações do Dr. Elísio Macamo mas não sou tão exigente. Não espero tanto da nossa esfera pública e não me “frustro” com os seus deslizes.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

DO CHITENGO ONDE MORO: carta para Mariazinha XV


Oi Mariazinha!
Se foi a semana da Páscoa onde deu para reflectir sobre o sacrifício de Jesus Cristo e o seu significado. Deixei ficar um rabisco lá no meu http://nelsonlevenaspalavras.blogspot.com onde falo do meu cristianismo.
A semana que iniciamos com a ressureição de Cristo tem a sua importância aqui no Chitengo pois a 15 de Abril (Quarta Feira) será oficialmente aberta a época turística 2009. Tomei conhecimento que as cerimônias incluem uns “nsembes” aos espíritos “Chitengo” que garantem a segurança do Parque, esses que quando aborrecidos vem rugir bem perto.
Mariazinha, o medo que eu tinha da confusão que poderia acontecer em Nacala Porto, deixou de ter motivos pois o Edil derrotado, Manuel do Santos preferiu seguir a sua consciência, em detrimento da decisão descabida do seu partido e entregou as chaves do Município, garantindo uma pacífica troca de poderes. Essa atitude, porém, lhe deu o direito de engrossar a lista dos traidores da renamo que não pára de crescer desde que Deviz Simango traiu o partido se candidatando como independente.
Se te lembras Mariazinha, logo a seguir a Simango, vieram os “intelectuais” que defendiam a necessidade de se realizar um Congresso para se discutir seriamente a vida do partido e a razão das estrondosas derrotas. Mariazinha fica complicado entender o conceito de traição que a Renamo tem estado a usar se tivermos em conta que tanto atitude de Simango como as exigências dos “intelectuais” tinham um forte “back up” legal. Simango não fez mais do que a constituição lhe permite e os “intelectuais” não pediram nada fora dos estatutos da própria Renamo.
De lá para cá Mariazinha, a lista dos traidores da Renamo só foi crescendo. Depois de serem anunciados os resultados, alegando que os resultados foram fraudulentos a Renamo “inventou” a história de “emposamento e governo paralelo” que felizmente não aconteceu em município nenhum, pois os candidatos derrotados “traiaram” a renamo, uns ao aceitarem tomar posse como membros das assembléias municipais e outros por pura e simplesmente ignorarem as ordens de Dhlakama.
Com a constituição do MDM( movimento Democrático de Moçambique) assistiram-se “traições em massa” pois houveram casos de dezenas de membros da Renamo a entregarem os seus cartões de membros para se juntarem ao MDM.
Um grande “traidor” da renamo segundo Mbararano é o bispo da Beira o Dom Jaime Gonçalves, pois Mbararano afirma com toda certeza, que foi o Dom Jaime Gonçalves que “agitou” Deviz Simango a formar o MDM.
Maria Moreno, Ismael Mussá, Manuel Araújo, João Colaço, Ivete Fernandese tantos outros. Tenho quase certeza Mariazinha que essa lista só vai crescer, pois ao que me parece basta se estar contra ao posicionamento da liderança da Renamo para ser considerado traidor e aqui não interessa quão absurda seja o tal posicionamento. Obedecer cegamente as ordens de Dhlakama e alinhar com os seus discursos como fazem o Mazanga, Mbararano, Manuel pereira e outros, precisa-se duma boa dose de coragem, pois h”a que ir contra o própria consciência.
Custa-me acreditar que a Renamo não perceba, não consiga perceber que o problema está dentro dela e não nas pessoas que a vão traindo. Não querendo legitima-las, eu penso que até o problema das fraudes está com a Renamo, que para mim não deve ser olhada apenas como vítima, mas com uma boa parte de culpa. Onde estava por exemplo quando os votos favorecendo seus candidatos foram invalidados?
Mariazinha tenho receio que a renamo esteja a prepara a sua próxima derrota, pois tal como a Victória, a derrota prepara-se e organiza-se

terça-feira, 7 de abril de 2009

DO CHITENGO ONDE MORO:carta para Mariazinha XIV



Mariazinha, haveria dia melhor que hoje para te escever?
Hoje 7 de dia Abril,
Dia em que se comemora o dia da Mulher Moçambicana. Esse grupo do qual fazes parte apesar de todas as distâncias que te separam de Moçambique.
Faz tempo que não te escrevo. Faz tempo que ficaste sem notícias desse nosso Moçambique, e como sempre, nunca é por falta de notícias que te escrevo, que essas há até demais.
Penso que nem chegeui a te contar da tragédia que se deu lá em Mongiqual. Se bem que acho que deves ter acompanhado por outros meios. É isso mesmo Mariazinha, pouco mais de uma dezena de compatriotas nossos morreram numa cadeia. Houve uma troca de acusação entre a Frelimo e a Renamo no parlamento, num espetáculo vergonhoso. Mariazinha desta vez deu para perceber com mais clareza que aqueles duzentos e tantos deputados são mandatários do povo uma ova! “Usar” a morte dos coitados para andarem por ai aos insultos e a desenterrarem outros mortos foi insuportável. Desta vez Mariazinha percebi que são “tudo farinha do mesmo saco”. Não consegui destinguir uns dos outros nem pelas bancadas, pelos géneros, nem pelas idades. Eram todos tão insultuosos e malcriados. É verdade que nem todos foram pódio mostrar que apesar de serem oque são, continuam com as bocas tão sujas, os aplausos que se seguiam a cada frase insultuosa me faz acreditar sem medo de errar que estavam todos na mesma onda. Desta vez percebi que esses homens e mulheres estão lá pura e simplesmente pelos seus umbigos e seus partidos. Uns se esforçam em aprovar e fazer passar tudo as vezes só para mostrar que são a maioria. Os outros por sua vez procuram chumbar tudo só por chumbar, para igualmente mostrar que são a oposição.
Mariazinha tenho que dizer que entretanto, quando em debate estão assuntos ligados aos seus benefícios, esses homens agem em sintonia incrível, se entendem tão bem com se fossem filhos paridos do mesmo ventre. As leis passam com 100% de votos no maior entendimento das bancadas, afinal é para o benefícios dos deputados.
Bem deixemos isso para lá.
Mariazinha quero de deixar um convite. Vá visitar o site do MDM. É simplesmente interessante. Anda lá uma discuissão acerca das vantagens e desvantagens do MDM ter nas suas fileiras gente proveniente da Renamo. Criaram lá um espaço que se não me engana se chama” virus em quarentena” onde eles publicam os textos que são claramente “nocivos”ao MDM. Achei isso interessante pois, em vez de “sensurar” no sentido de impedir que se saiba oque de mal se fala acerca do MDM, fazem questão de publicar no seu site. Inovador.
Vou ficar por aqui Mariazinha. Feliz páscoa para ti.