sexta-feira, 12 de junho de 2009

DO CHITENGO ONDE MORO: carta para Mariazinha XVII


Mariazinha!
A semana está chegando ao fim e notícias é que não faltaram essa semana. Tem uma triste!
Uma não, duas!
Talvés uma mais triste que a outra mas tristezas são todas triste, nenhuma mais que outra.
Primeira tristeza, morreu Ricardo Rangel o grande fotojornalista. Dizem que partiu no maior sossego enquanto dormia. Aos 84 anos uma vida cheia de vidas. Que a sua alma tenha o merecido descanso.
Outra trishttp://www.blogger.com/img/blank.gif
Add Imageteza nos vem da cidade de Nacala-porto, tentaram matar Deviz Simango. Não há certezas que era essa intenção mas os factos mandam dizer que boa não era.
Homens da guarda do pai da democracia, organizados e instruidos sei lá por quem foram “atrapalhar” o comício que Deviz Simango ia dirigir. Motivos, segundo delagado da Renamo, Deviz e MDM não deviam realizar nenhuma actividade política em Nacala-porto porque lá se encontra o presidente da Renamo. Veja só como a renamo pensa!
Mariazinha, se a Renamo não for penalizada pelos orgãos de justiça por essa bandidagem de Nacala, eu e tantos outros moçambicanos vamos penaliza-la no dia 28 de Outubro, quando tivermos nas mãos os nossos boletins de voto.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

DO CHITENGO ONDE MORO: carta para Mariazinha XVI


Mariazinha nem sempre “querer é poder” como se costuma dizer. Vais tu pensar que não te escrevo(não posso) por não querer? Vais?
Ao longo desses longos dias percebi que não basta querer(por mais forte que o querer seja) para podermos. Cheinho de notícias boas como aquelas que a amiga Micas andou a procura na mana Ximbitane oque faltou(ainda falta) é tempo para escrever. Hoje por exemplo só vou te falar da electrificação do parque Nacional de Gorongosa. Isso mesmo Mariazinha, mais dias menos dias, deixaremos de depender dos grupos geradores que temos estado a usar e que consomem rios de dinheiro em combustível. Está claro que muita coisa vai mudar.
O processo já vai bem longe, não me pergunte porque não ti contei essa novidade antes, ando sem tempo lembras? Os postes já estão erguidos, a linha já vai começar a ser estendida e logo logo, txan!!!!!!!
“Cahora Bassa já é nossa”

sábado, 6 de junho de 2009

domingo, 24 de maio de 2009

PARA O BEM DA INDEPENDÊNCIA DA CNE: Um exemplo que devia ser seguido

Quando li acerca Sibu Ndebele, o ministro sul africano dos transporte que foi “obrigado” a devolver um presentinho que recebera da parte de uns empreiteiros, não consegui não contrastá-lo com as coisas cá da casa. O caso mais gritante para o contraste foi a decisão recentemente tomada de atribuir ao presidente da Comissão Nacional de Eleições, o estatuto de Ministro e os restantes membros da mesma Comissão, o estatuto de vice ministros. Estatuto(regalias- salários, viaturas, passaportes diplomáticos, isenções, ajudantes de campos e outros) de ministro.
A medida tomada pelo governo de Jacob Zuma pretende, penso eu, garantir que o ministro não se sinta compelido a prestar “favores” aos empreiteiros que lhe ofereceram um Mercedão, uma telinha umas duas vaquinhas e combustível sempre que quisesse. É claro que não há pecado nenhum em dar/receber presentinhos, mas porque somos corruptíveis
tanto como corrompidos e como corruptores, certos presentes precisam ser encarados com muito cuidado. Ainda que não tenha sido intensão dos empreiteiros de “preparar a alma” do ministro para futuros negócios, tendo ficado com presentes tão valiosos como os em questão, o ministro teria alguma dificuldade em não “favorecer” os tais empreiteiros se num futuro breve se encontrasse numa situação que assim o exigisse. Torna-se necessário que o ministro esteja livre de tudo e todos para tomar decisões baseando-se apenas nas “regras do jogo”.
Olhando para esse posicionamento de Jacob Zuma podemos voltar a nos perguntar porque é que justo no ano das eleições o governo de Armando Gebuza decidiu fazer um “upgrade” nos membro do CNE? Até que ponto esse upgrade contribui para a eficiência da CNE?
Por mais justas e legítimas que sejam as razões por detras da decisão, se torna contraproducente pelo facto de poder afectar a independência que se pretende nos membros da CNE.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

A ORIGEM DOS DIRIGENTES CORRUPTOS: Oque Simbine disse e não disse


Li lá no Reflectindo sobre Moçambique, a interessante reflexão, se assim a podemos chamar, assinada por Domingos Alexandre Simbine e publicada originalmente no notícias com o título “ Dirigentes que nós merecemos”. Eu achei interessante porque Simbine “explora” ainda que forma “superficial” as causas do estado de algumas das coisas que frequentemente tenho ouvido por ai.
Apontar o “estado mau” das coisas(seja lá oque for) é oque muitos de nós sabe e gosta de fazer mas procurar as causas, que na minha modestíssima opnião é bem mais importante, já não é connosco. Esse “medo” de ir às causas deve ser< penso eu, porque se o fizessemos, não poucas vezes descobririamos ser parte determinante nas causas dos problemas que revoltados, zelosamente apontamos.
A mêses me “revoltei” com um texto igualmente publicado originalmente no notícias assinado por Tomás D. Queface apontando de forma problematicamente generalizada, os males que enfermam a juventude, sem se ter dado ao trabalho nem que fosse na superfície, de “lidar” com as prováveis causas. Quando apontamos os problemas sejam eles reais e tão evidentes que se torna até certo ponto desnecessário apontá-los, ou problemas menos reais e de difícil identificação, sem nos importarmos em abordar as causas, fica-se na duvida se nossa intenção é realmente vermos esses problemas resolvidos. É que para mim (i)todo problema tem sua ou suas causas,(ii) a solução de um problema exige o conhecimento das causas.
Bem antes que eu me perca, vamos lá falar do que o sr. Simbine disse e não disse.

1. OS DIRIGENTES QUE TEMOS SÃO CORRUPTOS
Da frase introdutória “Por vezes pergunto a mim mesmo, se vale a pena continuar a questionar as atitudes corruptas dos nossos dirigentes” podem tirar-se muitas conclusões mas a que me foi saliente é que Simbine considera “corruptas” as atitudes dos dirigentes, tal que tem estado por algum tempo a “questioná-las”. A que dirigentes ele se refere, todos dirigentes, alguns dirigentes(quais),dirigentes a que níveis, isso não nos diz. Também não nos diz que atitudes dos referidos dirigentes tem considerado de “corruptas”. Simbine não nos diz o conceito de corrupção que usa para questionar as atitudes dos dirigentes. Não o faz provavelmente por achar desnecessário ou menos importante. Fala-se de corrupção em todos os cantos que todo mundo acha que todo mundo sabe oque é corrupção. Saber até podemos saber mas será que estamos na mesma página quando falamos em corrupção?
Um incidente me marcou bastante quando em Abril de 2004 fiz parte da equipa dos inquiridores da Austral Consultoria no “Inquérito Sobre Corrupção e Boa Governação” encomendado se nã me engano pela UTRESP(Unidade Técnica para Reforma do Sector Público). Estava inquirindo uma técnica de laboratório num dos centro de saúde de Quelimane e depois de termos passado por todas as perguntas do questionário onde ela por exemplo tinha que escolher a instituição mais e menos corrupta, chegamos à última pergunta que por ser aberta era a que mais me interessava pois mostrava o grau de entendimento que o entrevistado tinha acerca do assunto corrupção no geral e das perguntas questionário que acabara de responder em particular. A questão vinha mais ou menos assim: “se fosse indicado primeiro ministro e tivesse que desenhar um plano para acabar com a corrupçao oque faria”. Qunando apresentei à minha entrevistada(técnica de laboratório) ela respondeu: “Primeiro sensibilizar os jovens para reduzirem o número de parceiros sexuais, depois sensibilizar-lhes para o uso correcto do preservativo”. Fiz um enorme esforço para não “rachar” bem na frente dela, mas num fundo percebi que grande parte do que ela respondera não tinha nada a ver com oque eu tinha perguntado. Esse incidente mostra claramente que nem sempre, ainda que pareça, estamos juntos.

2. MERECEMOS OS DIRIGENTES(corruptos) QUE TEMOS
“fico-me pela ideia de que, bom, Deus nos tem dado os dirigentes que merecemos”
A “primeira vista” vista pode parecer que Simbine quer dizer que, como se de um castigo se tratasse, somos atribuidos por Deus, os dirigentes que temos. Mas na verdade é bem mais profundo que isso. Simbine chega a conclusão que com uma sociedade como a que temos, como família dirigidas como tem sido dirigidas, termos dirigentes diferentes dos que temos é algo “não possível”. Fica no ar a sentença, “enquanto as coisas por parte das famílias continuarem como estão, continuaremos com os dirigentes que temos, ou simplesmente diregentes com atitudes corruptas”. Aqui fica também uma pitada de esperança. Estamos perante uma situação reversível. Essa esperança se torna robusta se tivermos em conta que embora me pareça que Simbine tenha generalizado, há famílias que ainda se regem com uma boa dose de valores morais e igualmente, seja lá qual for o conceito de corrupção que ele tenha usado, haverão dirigentes que se possam considerar “saudáveis”. Eu penso que é nessa esperança que devemos “abraçar”. Temos como mudar as coisas.

3. NÃO TEMOS CULTURA DE HONESTIDADE E TRANSPARÊNCIA
“É-me difícil continuar a exigir que os nossos dirigentes sejam pessoas honestas e transparentes, quando como povo não temos cultura de honestidade nem de transparência”
Simbine apresenta aqui um princípio que vale a pena capitalizar. Na “fome de justiça” muitas vezes deixamos de ver as nossas próprias “injustiças”. Pior do que isso tem vezes que conscientemente “sufocamos” a consciência que nos grita as nossas injustiças e fazemos isso gritando as injustiças alheias. Nesses casos pode-se ver que apesar de exigir justiça ser um gesto bom, infelizmente não estamos exigindo justiça por acreditar que seja algo bom e necessário não só para nós mas também para os outros, estamos simplesmente fazendo para mostrar ou tentar mostrar o quão bom somos ou evidenciar o quão mau os outros são.
Aqui vale a pena tentar “mastigar” os conceitos HONESTIDADE e TRANSPARÊNCIA e eu vou começar por transparência que me parece mais acessível. Na minha simplicidade, ser TRANSPARENTE é criar condições para que qualquer um que queira, tenha conhecimento do que fazemos, como fazemos e até porque fazemos. Para enriquecer, podemos também deixar claro acerca dos recursos que usamos no que fazemos, sua proveniência e os resultados que com eles alcançamos. Eu só quero tentar ser o mais simples possível nessas definições.
Ser HONESTO é ser verdadeiro em seus atos e declarações, procurar não ser propenso a enganar, mentir ou fraudar. Olhando para alguns questionamentos que Simbine faz e considerando algumas experiências vividas, dá para perceber que realmente essa coisa de “ser verdadeiro em atos e declarações” faz muita falta na sociedade em que nos encontramos.

4. A FAMÍLIA É A CELULA BÁSICA DA SOCIEDADE
“sendo a família a célula básica da sociedade e onde é forjado o homem do amanhã, torna-se-me difícil compreender que, não havendo honestidade nem transparência na sua gestão, possa haver uma boa gestão da coisa pública por um governo constituído por homens e mulheres nela forjados”
A sociedade seja lá qual for a definição que for usada, depende da família para sua formação. A sociedade tem por isso a cara da família. Simbine defende que só podemos ter um governo saudável se tivermos famílias saudáveis. Transparência, honestidade, sinceridade, integridade, dignidade, lealdade e todas outras “dades” que possam existir são forjadas na família. Portanto as qualidades que exigimos(procuramos colher) dos nossos dirigentes, deviam ser “semeadas” na família. Voltando para a questão da reversibilidade da situação, poderiamos dizer que, o que queremos ver nos dirigentes de amanhã deve começar a ser semeado hoje.
Que a família anda desestruturada é um facto embora não podemos nem devemos generalizar. Os questionamentos de Simbine são tão interessantes que vale a pena olhar de novo para alguns deles.
• “Quantos chefes de família partilham os seus rendimentos e despesas de forma aberta e transparente com as suas famílias?
Simbine acredita que existem chefes de família que democraticamente discutem o que é prioridade para família. Quem cresce num ambiente desse, aprende desde muito cedo que uma decisão cuja consequência boa ou mã recairá sobre muitos, deve, sempre que possível, ser tomada com o envolvimento desses “muitos”. Chego a ser dirigente e sei muito bem que não devo tomar uma decisão que vai afectar a vida de milhares de pessoas sem uma consulta ou ao menos dar-lhes a opurtunidade de se fazerem ouvir.
• “Quantos chefes de família estão preparados para prestar contas às suas famílias (lares) sobre o que fazem ou devem fazer com os rendimentos que auferem?”
Essa falta de preparação vem do facto da consciência de que algo que não devia, foi feito com os rendimentos que devia beneficiar só e só à familiar. Ser chefe duma família nessas condições e vir cá na praça dizer que os dirigentes devem prestar contas do que fazem é pura hipocrisia.
• “Quantos homens estariam preparados para abdicar dum copo de cerveja com amigos e amantes, para garantir que seja acesa a fogueira em casa?”
Aqui, Simbine chama-nos atenção à questão de prioridades. O princípio usado no “beber uns copos com amigos e amantes em detrimento de pôr pão na mesa para a família” deve ser o mesmo de comprar uns caros super luxosos para um grupinho de gente já bem abastada, em detrimento de comprar uma ambulância para o povo supercarente que tem que percorrer uns bons quilometros para a unidade sanitária mais próxima, só um exemplo.Detestamos um mas vamos noutro sem nem sequer notar que existe semelhancas.

Quase a terminar simbine diz: “Como se não bastasse, a cada eleição voltamos às urnas e legitimamos estas incongruências com o nosso voto inconsciente, pois eles são os dirigentes que Deus nos destinou.”
Sendo esse ano, o ano das 3 eleições a sua “chamada de atenção” chega em boa hora, mas oque se pode fazer a curto prazo? Temos como evitar que o voto seja “inconsciente” como tem sido? Há como conscientizar o povo a votar com consciência? Para já oque significa voto “consciente”?

QUEM NÃO TEM PECADO ATIRE A PRIMEIRA PEDRA

Se a conclusão a que devemos chegar é que “antes de questionar as atitudes corruptas dos nossos dirigentes” temos que nós mesmos cultivar a “honestidade e de transparência” que exigimos nos dirigentes então temos muito que fazer. Começar desde já a semear oque queremos colher. Do que Simbine diz temos que começar a prestar mais atenção no que fazemos a ver as semelhanças com os “pecados” que apontamos nos dirigentes. Se os dirigentes são corruptos porque são forjados em famílias corruptas e tomam decisões corruptas que tornam a sociedade(as famílias) corruptas então estamos cilclo vicioso.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

DA RELAÇÃO AZAGAIA-SOCIÓLOGOS AO DEBATE DE IDEIAS NA NOSSA ESFERA PÚBLICA



O músico Edson da Luz(Azagaia) voltou a ser “assunto” para os sociólogos(os CONsagrados, os DESCONsagrados, os mais criativo e imaginativo e menos criativo e imaginativo). Dessa vez o “trigger” foi a entrevista que concedeu a STV e foi depois publicada no jornal O PAÍS. Tal como doutras vezes, o “coração da bronca” é sempre se Azagaia é ou não um “crítico social” ou apenas um “insultador barato” ou pior ainda um “pau mandado” que “canta oque lhe mandam. O que mais engraçado acho nessas “brigas” é que não me lembro nunca de ele(Azagaia) ter reivindicado para si esse tratamento(crítico social). Acho justo que os sociólogos que bem conhecem o rigor que deve “existir” num crítico social venham dizer que de crítico social Azagaia não tem patavina, entretanto fica complicado quando nesse exercício deixam de “analisar” os argumentos dos outros sociólogos(por mais problemáticos que sejam) que atribuem à Azagaia o título de crítico social. Não deviam também perder o “rigor” crítico com que nos habituaram, e sairem por ai “afirmando” por exemplo que Azagaia canta oque alguém escreve para ele, sem apresentarem provas para tal como nos habituaram a exigir.
Eu tenho sido simples quando os assuntos complicam. Vou na periferia onde há pouco fogo. Sou cobarde mesmo ou melhor “hipócrita”, mas ando “preocupado” pela forma como Azagaia “chama atenção” à sensibilidades dos sociólogos tanto os “prós” como os “contras” se assim os posso dividir. Com prós e contras quero apenas referir aos que acham que Azagaia é Critico social e os que dizem que não é respectivamente.
Dessa vez escrevo por causa da postagem que li no Bandhla(antigo Olhar Sociológico), blog do sociólogo Patrício Langa(não sei se consagrado ou não). Um texto com o título AZAGAÍSMO, que se “socorre” num outro do Dr. Elísio Macamo, também sociólogo(não sei se consagrado ou não, provavelmente sim).
Já faz tempo que vem se exigindo à esfera pública a necessidade de se debater ideias de forma academicamente isenta íntegra e honesta. Uma vez já considerei essas exigências de “injustas” quando se fazem sem ter em conta a um sem número de factores que com certeza condicionam a esfera pública como a que temos. Me pergunto se temos mesmo condições para ter uma esfera pública como a que se vem exigindo? Se olhássemos para “essa tal” da nossa esfera pública à luz da “nossa história” nossa realidade real como uma vez tentamos eu e o Júlio Mutisse não só perceberiamos que não podemos esperar muito mais do que isso que temos como também nos convenceriamos que precisamos de tempo e muito trabalho para ter algo melhor. Não procuro aqui defender que é impossível termos uma esfera pública onde se discutam ideias de forma genuína isto é, despido de qualquer tendência que acaba criando “sombras” ao debate de ideias, estou apenas procurando dizer que estamos longe de lá chegar pois mesmo os que defendem e exigem a necessidade de assim ser, não poucas vezes se deixam levar por qualquer outra coisa que não seja a necessidade de pura e simplesmente debater ideias.
Vou dar um exemplo:
Patrício Langa começa e muito bem no seu “Azagaismo” se “socorrendo” e muito bem nos escrito de Elísios Macamo mas bem no fim onde acho que “pisa na bola” deixa ficar o seguinte:
“Ontem, na minha habitual revista da imprensa nacional, que inclui a blogosfera, deparei-me com esta postagem aqui. Há coisas, ainda que pareçam pequenas, que não deixo passar. Não consigo entender, além de achar isso resultado de uma mente complicada, como alguém pode confundir popularidade com razão. Ainda que fosse um zé-ninguém. Por que contas de águas, um sociólogo CONsagrado, iria confundir popularidade com razão e lógica?”

Isso e muito mais vem à propósito da curta postagem do Dr. Carlos Serra no seu Diário de Um Sociólogo. Tão curta que a trago aqui na íntegra:

“Cada vez mais conhecido dentro e fora do país, o rapper Azagaia - Edson da Luz de seu real nome - deu uma longa entrevista ao "O País", a conferir aqui. Creio que alguns ainda se lembram do quão atribulada foi a ascensão social do jovem cantor, com gente apostada em o destruir por completo a qualquer nível. Mesmo nos blogues, lembram-se? Já agora, recorde a entrevista que ele me deu em Novembro de 2007, aqui.”

Procurando não ser complicado, não ter “mente complicada”, eu penso que Carlos Serra vem aqui apenas nos chamar atenção para a entrevisate de Azagaia. Nos lembrar da notificação da PGR entre outras adiversidades que considera “atribulada ascensão social”.
É entretanto dessa postagem que Patrício Langa conclui que Carlos Serra, sociólogo CONsagrado como por alguma razão não apresentada o considera(ainda não entendi a razão das três maiúsculas iniciais) está a “confundir popularidade com razão”.
Acho legítimo que apartir da postagem se questione com que base Carlos Serra afirma que Azagaia é “cada mais conhecido dentro e fora do país” embora os eventos que ele participou fora do país(Portugal e Cabo Verde) no ano passado e os vários espectáculos um pouco por todo país nos podessem levar ainda que problematicamente à essa conclusão, mas não me é fácil encontrar na postagem essa tal “confusão” entre popularidade e razão que Patrício Langa atribui à Carlos Serra a não ser que estejamos diante duma “transferência” de “brigas” do passado oque para mim sugere debate de pessoas.
Quando isso vem de pessoas que “tradicionalmente” optam por “debater pessoas” chegando ao insuportável ponto de “súbtil e educadamente” recorrer à insultos é quando simplesmente dizemos que a nossa esfera pública esta inferma, quando entretanto, ainda que por lapso vem de pessoas como o Patrício Langa que insistentemente nos convida de forma individual ou “fazendo eco” à Elísio Macamo que nos esforcemos e debater ideias e deixarmos de ver fantasmas onde eles não existem é quando eu digo que levaremos tempo para chegar lá.
Enquanto isso vamos tentando vamos nos esforçando para nos “despirmos” de nossas simpatias e antipatias a vermos se discutimos Moçambique de forma realmente isenta. Que é difícil, é doloroso isso é um facto pois é cruelmente súbtil que os nosso “proconceitos” se revelam. E sem querermos e sem percebermos que as nossas simpatias se deixam revelar. As minhas por exemplo andam a descoberto nos esforço que faço de tapá-las com “folhas de figueira”.

domingo, 3 de maio de 2009

DE QUEM É O SLOGAN “MOÇAMBIQUE PARA TODOS”


Quando eramos putos(seis sete anos de idade) tinhamos a mania de “escolher” os carros que passavam na rua. “Aquele é meu” gritava quem visse primeiro e era dele mesmo só que as vezes dois ou três de nós gritavamos ao mesmo tempo porque tinhamos todos como se fosse possível, visto primeiro o carro, e quando isso acontecia tinha briga com certeza.
A memória dessa brincadeira de tempos bem idos voltou a dias enquanto fui assistindo a madura Frelimo e a recém nascida MDM disputarem a posse do slogan “Moçambique para Todos.” Não estou aqui interessado em procurar entender aquem realmente o slogan pertence pois para mim é pouco relevante razão pela qual acho muito infantil essa briga. Eu estou interessado que moçambique seja para todos. Que haja opurtunidades para todos e isso é muito mais que um slogan é muito mais que discursos bem elaborados, muito mais que um forte desejo. Ficar-se por ai a discutir quem usou primeiro o slogam e mesmíssima coisa que brigar pelos carros que vão passando pela rua. A gente tem essa mania de perder tempo com coisinhas menos importante. Vi isso quando o parlamento decidiu discutir o caso Mongiqual ai meu Deus, não se tratou nada do que eu esperava e perdeu-se todo tempo debatendo o”o sexo dos anjos”. Uns lançando a culpa nos outros. E mesmo que esses ou aqueles fossem realmente culpados não aidantaria em nada mesmo limitar-se em apontar os culpados. Perdeu-se um boa oportunidade de discutir o nosso sistema prisional, a formação dos nossos agentes policiais, enfim um monte de coisas importantes, realmente importantes que devia ser discutidas e trazerem como resultado, um Moçambique melhor para todos incluindo para aqueles que por alguma razão estão presos.
Para que Moçambique seja realmente para todos precisamos de gente séria. Gente muito séria que não perde tempo com baboseiras do estilo “esse slogan é meu”. Precisamos de gente que “manda passear” os discursos e parte para a acção deixando que sejam os resultados dela(a acção) a falar por si. Vamos lá ser sério. Para mim o slogan não é de nenhum desses dois ai. O slogan é de quem poder poder trazer um Moçambique melhor para todos os Moçambicanos e como já disse acima isso é muito mais que um slogan é muito mais que discursos bem elaborados, muito mais que um forte desejo.