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sexta-feira, 8 de julho de 2011

NOVOS INQUILINOS NO PARQUE NACIONAL DA GORONGOSA

O acampamento de Chitengo parou completamente na tarde desta Sexta feira para assistir a chegada de Chitas, aumentando assim, o número de espécies existentes no Parque Nacional da Gorongosa.
A emoção começou logo que a avioneta que transportava os animais aterrou no aerodromo do Chitengo, e para supresa de muitos, os animais não vinham enjaulados mas apenas sedados oque aumentou ainda mais a adrenalina. Foram dai "desembarcados" para duas viaturas do Departamento da Conservação e ainda passou-se por um momento de agitação quando aparentemente, um dos animais "quis saber onde se encontrava", agitando-se com alguma violência. Dai rumaram para o santuário onde vão passar por um periodo de adaptação antes de passarem a conviverem com o restante dos "habitantes" da Gorongosa. 

Reintroduzir as várias espécies outrora existentes no Parque e introduzir novas que facilmente se adaptem à Gorongosa, é um dos desafios do Projecto de Restauração da Gorongosa que ao longo do período que já esta está em implementação, dentre outras espécies, já trouxe para Gorongosa, elefantes, búfalos e hipopótamos.

A Chita, também conhecido como guepardo, lobo-tigre, leopardo-caçador ou onça-africana, (Acinonyx jubatus),é um animal da família dos felídeos (Felidae), ainda que de comportamento atípico, se comparado com outros da mesma família. É a única espécie vivente do gênero Acinonyx. Tendo como habitat a savana, vive na África, Península Arábica e no sudoeste da Ásia. Físicamente, é significativamente parecido com o leopardo. As almofadas das patas da chita têm ranhuras para tracionar melhor em alta velocidade, e sua longa cauda serve para lhe dar estabilidade nas curvas em alta velocidade. Cada chita pode ser identificada pelo padrão exclusivo de anéis existentes em sua cauda, tem uma cabeça pequena e aerodinâmica e uma coluna incrivelmente flexível, são habilidades que ajudam bastante na hora da perseguição.

É um animal predador, preferindo uma estratégia simples: caçar as suas presas através de perseguições a alta velocidade, em vez de tácticas como a caça por emboscada ou em grupo, mas por vezes, pode caçar em dupla. Consegue atingir velocidades de 115 a 120 km/h, por curtos períodos de cada vez (ao fim de 400 metros de corrida), sendo o mais rápido de todos os animais terrestres, porém em uma certa ocasião, avistou-se um guepardo que correu atrás de sua presa por 640 metros em 20 segundos, (medidos com um cronômetro), e 73 metros em aproximadamente 2 segundos.

O corpo da chita é esbelto, musculado e esguio, ainda que de aparência delgada e constituição aparentemente frágil. Tem uma caixa torácica de grande capacidade, um abdómen retraído e uma coluna extremamente flexível. Tem uma cabeça pequena, um focinho curto, olhos posicionados na parte superior da face, narinas largas e orelhas pequenas e arredondadas. O seu pêlo é amarelado, salpicado de pontos negros arredondados, e na face existem duas linhas negras, de cada lado do focinho, que descem dos olhos até à boca, formando de fato um trajecto de lágrimas. Um animal adulto pode pesar entre 28 e 65 kg. O comprimento total do corpo varia de 112 a 150 cm. O comprimento da cauda, usada para equilibrar o corpo do animal durante a corrida, pode variar entre 62 e 85 cm.

Com a chegada desses animais o Parque Nacional da Gorongosa passa a ter mais uma atração para os turistas.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Equlíbrio Precisa-se !


Proteger o ambiente ou desenvolver?

17/01/2008

Olívia Massango

Leu o título, agora siga a viagem. Mas atenção! Não olha a paisagem apenas de uma única janela. Preparados? Então vamos.

Nada vem do nada. Já diziam alguns filósofos e esta afirmação eu não contesto. Sendo assim, pulando a origem do mundo e dos seres vivos cuja a explicação remeto à religião e à ciência, tudo o que o homem construiu desde os primórdios da sua existência colheu na natureza, numa relação que prefiro chamar de não pacífica.

Na actualidade, fala-se muito em protecção do meio ambiente num contexto de protesto às acções de desenvolvimento. como se fosse possível a evolução do homem sem roubar à natureza a sua natureza. Em Moçambique, basta recordar que em 2007 a Justiça Ambiental esteve empenhada em alertar o Governo sobre vários casos que considera constituirem uma ameaça ao ambiente, caso do projecto Mphanda Nkuwa, alegando exposição a riscos ecológicos, sísmicos, sociais e económicos.

Mas não nos esqueçamos de que tudo o que fazemos implica desnaturalizar a natureza. Aos ambientalistas, sem querer refutar os seus argumentos nem entrar para o mesmo tipo de discussão a que se propõem, desafio apenas a pensarem no ambiente de forma mais pormenorizada, isto é, a questionarem-se o quanto custou à natureza cada coisa que desfrutam em seu redor e se existe algo que de facto a poderia compensar por isso.

Primeiro, a casa onde vivemos é feita de quê? Se for de cimento, já é sabido que as fábricas de cimento poluem o ambiente. A arreia, a pedra, o ferro, e todo o resto, incluindo a madeira para os aros, tecto ou mobília, significa uma mexida na natureza. Segundo, questiono sobre o vestuário. Na sua maioria pode ser de algodão, que é uma cultura renovável – menos mal. Mas o calçado, a bolsa, o cinto, o casaco, etc., podem ser de proveniência de animais cujas espécies já estão em vias de extinção, quando toda a espécie é necessária para o equilíbrio do ecossistema, e não só.

Não vou mais além com estes exemplos, porque de facto tudo quanto usamos vem da natureza. Agora, o certo é que, ainda que queiramos, não é possível restituir tudo o que dela tiramos. Quando construímos estradas e erguemos edifícios tiramos o habitat há várias plantas e animais que, assim como os seres humanos, contribuem para o equilíbrio do ecossistema. E assim, a evolução do homem na sociedade faz-se numa afronta arrojada à natureza.

Os países hoje desenvolvidos, na sua maioria, fizeram vista grossa à preservação do ambiente e hoje já se justifica o alarido na matéria. E os países em vias de desenvolvimento, será que se justifica fazerem coro à importância da protecção ambiental? Não há dúvidas que sim, pela importância da própria natureza para a vida humana, mas não tenho certeza se poderemos desenvolver ou até mesmo sobreviver (com os hábitos que criámos) sem a agredir.

Desenvolvimento sustentável é o mais novo termo para tentar incutir nos governantes a ideia de um progresso que tenha em conta a protecção ambiental. Mas o certo é que este conceito, quando despido da sua beleza artificial, o que se vê é o homem num caminhar irreversível de agressão à natureza. Assim se fez o homem e assim vive.

O desenvolvimento pressupõe o alargamento do poder e a consequente conquista de mais espaços hoje verdejantes para os transformar em infra-estruturas... e, nesse sentido, enquanto quisermos energia eléctrica, água potável, infra-estruturas sofisticadas, etc., o desenvolvimento nunca será sustentável.

Então, que opção seguir? A resposta responsável está em cada um de nós e depois é só aceitar a reacção da natureza.