segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

RESPONDENDO AS INQUIETAÇÕES DO SENHOR QUEFACE


Li a dias no NOTÍCIAS ,partindo dum post no diário do Dr. Serra, uma carta escrita por Tomás D. Queface, apontando e bem apontado, alguns dos vários males que enfermam a nossa juventude. Ele fala desesperado por exemplo, da falta de respeito, rebeldia, tirania, preguiça, amor ao luxo, etc. Acusa os jovens de não quererem saber do passado, e se deixarem levar pelas emoções e desejos em detrimento de pensarem na familia e no futuro.
Queria ter certeza que faço ou não faço parte dessa juventude para poder escrever apartir dum “ponto” mais fixo. Infelizmente nenhum critério me é apresentado. Se eu andasse na casa dos 20 ou bem depois dos 40 fica fácil decidir se sou ou não parte dessa juventude, mas ando nos complicados 30.
O senhor Queface peca porém, na minha humilde opnião por (i) não definir com clareza quem faz parte dessa juventude, (ii) generalizar, (iii) não apontar as causas por detrás dos males que aponta.
Falar da juventude nos termos que Queface faz, acaba se tornando perigosamente relativo e problemático. Fica-se com a impressão que todo jovem é tudo isso que aponta, oque simplismente não corresponde a verdade. Existe uma clara diferença por exemplo entre os jovens que vivem nos grandes centros e os das zonas rurais. Queface fala por exemplo que os jovens não pensam em Machamba isso só se se ter em conta os jovens da cidade pois os do campo existem que vivem só da machamba. Quando se refere ao luxo, devo lembrar-lhe que luxo custa dinheiro e um pai de familia que ganhe um salário mínimo esta longe de providenciar luxo para os filhos(jovens) amem eles esse luxo como bem amarem.
Oque o senhor Queface aponta sào apenas sinais dum problema bem mais complexo. Sinais tão evidentes que se torna quase desnecessário apontá-los se não for para depois mergulhar fundo nas causas.
Se os jovens são mal educados por exemplo a culpa não deve também ser atribuida aos educadaroes?
Pensemos por exemplo no resultado da frustração dos 80% de reprovações nos exames da 12 classe. Esses jovens foram vitimas de medidas mal pensadas implementadas pelo MEC sem o mínimo de preparação. Não deviamos em casos desse atribuir a culpa também aos “não jovens”?
Queface fal por exemplo de jovens que não ouvem os pais, querendo, acredito, eu falr de obediência. Para mim comunicação é um processo. Se os jovens não ouvem oque os pais dizem deviamos, acho eu, “verificar’como os pais estão dizendo oque estão dizendo. Se não entendo um texto mal escrito a culpa é mais de quem a escreveu do que minha. Se os jovens não se interessam pelo passado não haverá um bom motivo para tal? E saber os motivos não seria um passo importante a tomar para resolução do problema?
Já np fim da carta o senhor Queface, “inocenta” os jovens e fala da sociedade como culpada. Fala-se da sociedade como se de algo bem distante se tratasse. Sociedadade somos nós, eu e o senhor Queface. Sào os pais, educadores. Sào os professores, fazedores e fiscalizadores de leis nesse país.
O conflito de gerações é, como alguém comentou, algo tão antigo quanto o proprio homem. Temos que procurar é entender as necessidades desses jovens e procurar assistí-los.
Os pais hoje, estão “impossibilitados” de acompanhar de perto como crescem seus filhos. Se não estão trabalhar, estão a estudar para ganhar mais dinheiro e poder ter uma vida materialmente mais digna.
Queria mesmo como alguém sugeriu que se pudesse debater com o senhor Queface e tirar algumas duvidas que tenho.
Não são jovens os estudantes/finalistas do ensino superior que aderem ao projectos de “férias no distrito” e procuram pôr em prática oque aprenderam? Não são jovens as recem graduadas enfermeiras que trabalham em longóquos pontos desse país nas mais difíceis condições? Não são jovens, os que que trabalham e estudam para poder ter uma vida diferentes da dos seus projenitores que viveram na pobreza? Não são jovens os que no campo vivem da enxada de “cabo curto”?
Vamos lá ser um pouco sérios se é que estamos realmente preocupados com a juventude. Que “pecado” existe em preferir outro meio de transporte(mais rápido) no lugar de TPM?
Deve desde já ficar claro que jovens não são só os membros da OJM. Não são só os marginais que pululam os centro urbanos, alguns deles por falta de espaços, oportunidades. Não são os bebados, criminosos, preguiçosos. Jovens não são só os filhos mimados dessa gente grande que anda por ai ganhando dinheiro sei lá como para depois apinhar os filhos como mimos. Jovens não são só esses. Há desonestidade, corrupção nesse país e não é coisa só de jovens.

6 comentários:

Chacate Joaquim disse...

Eu conheço muitos adultos e velhos que são tudo isso que menciona esse tal mas nunca os atribuiu nomes, esses velhos ou adultos já nos identificaram como ameça mesmo! é uma forma de retardarem a nossa lua substimando todos os nossos feitos. abraços

Jorge Saiete disse...

Nelson,
Na verdade o sr Queface peca por generalizar, quando fala da juventude. Na verdade há muitos que estão fora do grupo que o compatriota Queface se refere. Há sim jovens do grupo que ele faz referencia, mas não acho bom tentar colocar a todos nós no mesmo saco. Abraço, meu irmão

Nelson disse...

Chacate, as vezes penso que esses adultos procuram apenas se livrar da culpa que lhes atormenta a consciencia. Se sentem de alguma forma culpados pela juventude que hoje temos e no lugar de procurarem se corrigir e ajudar os jovens, saem por ai apontando sinais que sao bem evidentes para todos.

Nelson disse...

Esse pecado 'e grave para mim. mostra que Queface e tantos outros nao tem ideia do que estao falando ou por outra tem um visao totalmente destorcida desse negocio de juventude. D'a para perceber que falta interesse de ajudar os jovens sejam la quem forem a sair desses problemas que osw assolam. ha quem pensa nesse meu pais que jovem so 'e aquele que 'e membro da OJm e bla bla.. Sao coisas desse meu Pais.

Júlio Mutisse disse...

Eh provavel que, se criterizarmos convenientemente, o Sr. Queface faca parte da juventude. O problema que levantas poe a nu a forma como debatemos na nossa esfera publica. Temos sempre a tendencia de apresentar conclusoes muito fortes com fundamentos, por vezes, muito fracos e caimos em generalizacoes. Este nao eh um problema do Sr. Queface exclusivamente. Encontramos isso em muitos outros.

O melhor eh aprender sempre.

Nelson disse...

Thanks Mutisse pela visita e pelo comment. Para mim o problema nao esta em o Sr Queface ser ou nao parte da juventude. O verdadeiro problema esta na forma emotiva e superficial como ele aborda a questao.Uma abordagem que nao ajuda quase em nada. Apontar aspectos criticamente visiveis sem entrar na esfera das causas na minha opniao so serve para desabafar. Concordo quando dizes que as nossas conclusoes carecem de fundamentos. As vezes parecemos tao convencidos em relacao as nossas posicoes que achamos que nada mais precisamos fazer senao, apresenta-las. Erro grave esse.