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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Kamikazes infiltram estado, Nelson!

 A maneira antiga, quando eu o amigo Dede trocavamos corespondências reflectindo sobre alguns assuntos de nossos Moçambique, em reposta da minha carta publicada aqui e depois aqui, em jeito de resposta vai a carta que Dede me escreveu, igualmente publicada aqui

 “O Estado de Direito é especialmente importante para os membros mais fracos da sociedade, porque assim são assegurados de que poderão viver em segurança…” …”O Estado sou eu” dizia Luís XIV. 

De volta à tua companhia, Nelson. Agradeço a tua recente missiva ao respeito da aquisição de autocarros pelo Presidente da República para depois os vender ao Estado. Fizeste um reparo pontual e que se impunha fazer sobre o assunto. Quo vadis, Guebuza!

Nelson, ainda que possamos acreditar que o nosso estado é de direito e por essa via governado segundo o regime que o postula, mas temo-lo como é; ou seja, atropelado pelas vicissitudes do momento dos agentes que o infiltram. O nosso estado está infiltrado e saqueado pelos mesmos agentes que se dizem ser o seu guardião, o seu garante e o que (não) fizeram e (des)fazem (por) (d)ele.

O simples facto de lá estar infiltrado sem guarda algum que os denuncie é preocupante e, pior que isso, os agentes não admitem conversa nem o pestanejar de olhos a ilharga com vista voltada ao estado.

Nosso governo é kamikaze, Nelson, porque encontrou um estado passivo (sempre o foi) que não se protege. Os agentes e os seus «protegés» o oneram, o fazem o que quiserem em nome do (maravilhoso) povo.

Não espanta nem ao menos incauto que os agentes venham “vender autocarros” ao Estado com o mesmo dinheiro que tiraram dele. É ético isto para um magistrado público apossar-se da pataca das nossas contribuições e fazer o que bem entende?

Fico-me por aqui por enquanto Nelson e lembrar-te que há mais coisas por falar desses kamikazes na próxima correspondência. Que tal se reflectirmos sobre o facto dos kamikazes e seus protegés teimarem com o despesismo das ditas presidências abertas e inclusivas? Espero. Um abraço de sempre.

Dedé Moquivalaka – 10.07.2011

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Então Quem é o Culpado?


Minha natureza humana me manda achar um culpado. Alguém a quem atribuir toda ou alguma responsabilidade por tudo, e assim me livrar de alguma responsabilidade que existir para mim e da dolorosa tarefa de reflectindo procurar entender causas consequências e buscar soluções. É a forma mais simplista de abordar a questão. Culpado são os "chapeiros" que vivem cegados pelo lucro. São insensíveis ao sofrimento do povo. Culpado é o governo que decidiu aumentar a tarifa sem consultar o povo. Culpado é o povo que é desordeiro e violento que não teve a calma de buscar soluções pacíficas. Culpado é a OPEP que aumentou o preço do barril de petróleo sem pensar em países como o nosso. Culpado é Ussama Bin Ladin que atacou os EUA a 11 de Setembro 2001 pois é desde lá que o preço do petróleo enlouqueceu. Vamos por ai buscando culpas e culpados. E o governo que não analisou todas alternativas? A FEMATRO que concordou sem pensar na reacção do povo? E os "vândalos" que se aproveitaram da manifestação pro causa justa e seguíram suas próprias agendas? E os meios de comunicação que quiseram "tapar o sol com a peneira" fingindo que nada estava acontecendo? E os maldosos que espalham boatos para agitar as massas? E a oposição que veio dar culpa a Frelimo? E os "vândalos mentais" que se aproveitam da situação e criam teses e cenários assustadores. Que misturam oque aconteceu com questões passadas nunca tratadas à luz do dia? E o vice ministro do interior que veio dizer oque disse. E os transportes público que deixaram de ser a resposta? E os autocarros luxuosos? E os que acham que o governo foi achado de surpresa. Na minha busca ao culpado corro até risco de atribuir culpa aquem nada tem a ver com oque aconteceu.
Facto é que o petróleo subiu no mercado internacional e como Moçambique não é produtor ia sentir "na carne e osso essa subida. Facto é que subindo o preço do combustível cá dentro como resultado da subida lá fora o transportador ficaria num prejuízo se não ajustasse a tarifa de modo a acomodar as alterações no preço de combustíveis. Cruzamomo-nos esses dias com economistas bons ou ruins, patrióticos ou não, solidário ou insensíveis que defenderam que o governo não tinha como subsidiar os combustíveis. Outros que apontaram na forma abastada como as elites governamentais vivem. Falou-se da revisão fiscal, da redução ou isenção no IVA. Falou- se de tudo mais alguma coisa. mas quem é o culpado? E em que consiste a culpa? Como corrigir?. O governo recuou oque isso significa? Fala- se de precedente. Acredita-se que daqui em diante sempre que o povo não concordar com uma medida do governo sairá à rua em protesto. E dai como serão as coisas? O governo recuou e dai? Vai subsidiar os transportes mas como? Com que dinheiro? Que virá donde? Não tinha conhecimento desse dinheiro, dessa possibilidade? Até quando vai subsidiar? Será um medida sustentável? Não vai pesar em algum outro lado essa medida?
No éden o homem culpou a mulher que Deus lhe deu, a mulher por sua vez culpou a serpente que Deus criou a serpente mesmo sem dizer deve ter culpada a Deus que a criou. Vamos então procurando o culpado? E uma vez encontrado oque fazemos com ele?

sábado, 19 de janeiro de 2008

Olha a Floresta sendo "Desflorestada"

MOÇAMBIQUE SAI DO CHÃO

Moçambique sai do chão
E vai no porão
Caiu a sombra, tombou no chão
Fica um buraco no pé da nação

Lá vai a tábua de um caixão
O morto é a floresta de uma nação
Toda a riqueza para exportação
Não fica nada para nós, não, não
Não fica nada para nós, não, não
Já está mais que na hora, põe a mão na cabeça
E vê agora como a terra chora
A moto-serra, serra, serra
Rouba o verde, numa outra guerra

Lá vai a umbila
Lá foi o jambirre
Caiu a chanfuta
Caiu pau-preto
E voa a mssassa
Voou a mbaúa
Quem canta agora
É a moto-serra

Quem canta agora é a moto-serra
Parando a árvore, despindo a terra
Roubando o verde, numa outra guerra
Quem toca agora é a moto-serra

A música que agora toca no mato
Não é xigubo, makwaela, nem campo adubado
Não é enxada, não, não, não
Não é nem fumo de xitimela, my brother

Oh Papá, oh Titio
Corta aqui, mas depois planta ali, Oh!
Oh Papá, oh Vovô
Corta aqui, mas depois planta ali, Oh!

A música, agora, não é a canção
É o simples ronco do camião
Lá vai o tronco, lá vai a madeira
Lá vai a riqueza sem algibeira

Mia Couto

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Zimbabwe ás escura...

Harare - Mozambique’s Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) power utility has suspended supplies to Zimbabwe over unpaid debt, adding more woes to a country in deep recession and grappling with shortages of hard cash, food and every essential commodity. Sources at state-owned Zimbabwe Electricity Supply Authority Holdings (Zesa Holdings) told Zim Online that HCB switched off supplies to Zimbabwe at the beginning of this month after Zesa Holdings failed to clear an outstanding US$26 million debt that was due last December. "They (HCB) have not been supplying us with power since the 1st of January. They were expecting us to have settled the outstanding debt by December," said a senior Zesa Holdings official, who did not want to be named because he did not have permission from the power utility to speak to journalists. Zesa Holdings’ chief executive officer Ben Rafemoyo confirmed the termination of supplies but insisted his company was in negotiations with the Mozambican energy firm to resume supplies to Zimbabwe. "We are trying to catch up with the ballooning debt. They (HCB) are insisting that we clear what we owe them," Rafemoyo told Zim Online.

HCB’s decision to cut supplies to Zimbabwe is sure to worsen electricity shortages in a country that consumes about 2 200 megawatts per month but can only generate about 1 500 megawatts. The huge power deficit has previously been filled up with imports from South Africa, Zambia, Mozambique and Democratic Republic of the Congo (DRC). However, South Africa’s Eskom power firm has stopped exporting power to Zimbabwe as it battles to meet rising domestic demand, while Zambia and the DRC suspended supplies to Zesa Holdings over unpaid debt. The hard cash-strapped Zesa Holdings’ only response to a burgeoning energy crisis has been to implement a punishing power rationing regime to save on the little electricity available while ensuring key sectors of the economy are supplied. Under the rationing schedule, supplies to domestic consumers can be cut for up to 20 hours a day while power is supplied to industry and other productive sectors. However, the worsening energy crisis is only an addition on a long list of hardships bedevelling Zimbabwe in the grip of an economic meltdown critics blame on repression and wrong policies by President Robert Mugabe. Mugabe, in power since Zimbabwe’s 1980 independence from Britain and seeking another five-year term in elections in March, denies ruining Zimbabwe and instead blames his country’s problems on sabotage by Western governments he says are out to topple him.