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sexta-feira, 21 de novembro de 2008

DO CHITENGO ONDE MORO:Carta Para Mariazinha X


Hoje escrevo-te na sexta feira Mariazinha como nos velhos tempos.
Vamos lá falar da política hoje, concretamente das eleições autárquicas.
Fomos na quarta feira votar e como já várias vezes te tinha dito, a semelhança de muitos outros beirenses conscientes, votei em Deviz Simango. Muito se tinha dito antes contra Deviz. A Renamo lhe deu um monte de nomes, a Frelimo lhe acusou de um monte de coisas tudo para ver se se livravam dele. Segundo a Renamo Deviz traiu, desreipeitou a liderança. Deviz teve que escolher entre obedecer as lideranças da Renamo e a vontade do povo e escolheu bem. Desembaraçou-se do partido e concorreu contando apenas com o povo. Concorreu e ganhou e como ganhou. Mas do que vencer Deviz mostrou para todos que basta “fazer serviço” para poder se contar com apoio incondicional do povo. Alguém deve ter aprendido que com a vontade do povo não se deve brincar.
Mariazinha agora vamos esperar. Esperar e ver oque vai acontecer.
N.B: Mariazinha recibi um banner para comemorar a victoria de Deviz Simango. Me diga oque achaste dele.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

PORQUE A DONA ROSALINA NAO VOTARA EM LOURENCO BULHA


A dias postei aqui de forma bem resumida, as razões por detrás da minha decisão firme de votar em Deviz SIMango(Candidato independente) nas próximas eleições autárquicas. Hoje tragos as razões por detrás da decisão firme da Dona Rosalina não votar em Lourenço Bulha(candidato da Frelimo). Nos cruzamos numa longa fila do ATM e ela estava na minha frente. A camisete com a foto de Deviz Simango que trajava foi oque me deu coragem de começar com a conversa. Perguntei se já tinha decidido em quem votaria. Quando me respondeu que sim, apesar de quase obvio que votará em Deviz, perguntei em que votaria.
- Vou votar no Deviz Simango.
Quis perguntar porque votaria em Deviz Simango mas com receio que suas razões coincidissem com as minhas, perguntei porque não votaria em Lourenço Bulha.
-Desde a final de Show de Talentos que decidi que não votaria naquele homem.
Não entendi oque o Show de talentos tinha a ver com Lourenço Bulha, e felizmente antes que eu pedisse a dona Rosalina explicou-me.
-Bulha não tem escrúpulos. Votou no seu afilhado ou sobrinho lá no Show de Talentos em vez de votar em miúdos que mostraram talento. Podia votar em Castigo Muchanga. Para mostrar que foi tudo máfia o afilhado dele teve acidente com carro do prémio e foi preso por conduzir sem carta de condução.
Eu não sabia nadinha dessa história do vencedor do Show de Talentos mas ficou comigo oque a dona Rosalina pensa do candidato da Frelimo às eleições munincipais. Só espero que a dona Rosalina seja a única que guarda essa “mágoa” e ou que não conte isso a mais ninguém sob pena de “envenenar” os outros contra Lourenço Bulha.

domingo, 9 de novembro de 2008

Carta para Dede(8)


Oi amigo Dede!
Bom que a gente se encontra lá no Multiply nem? É que nesses desencontros ficaria chato se não ouvesse outro jeito.
Estamos ainda na ressaca da victória de Obama. Daqui e dali vai-se dizendo um monte de coisa mas para mim fica gravada apenas uma. YES WE CAN.
A cidade onde moras faz mais um ano e tenho que te felicitar por isso. Numa altura em que as campanhas vão ao rubro e logo logo elegeremos os nossos “mayors”.
Amigo é muita confusão já e fico me perguntando como será mesmo que isso vai acabar.
Li no último Magazine que Dhlkma ameaça inviabilizar o processo caso os seus candidatos de Dondo Gorongosa e Manica sejam real e definitivamente excuídos da corrida. Eu não sei oque isso(inviabilizar) significa mas não gostei nadinha da conversa.
Amigo, Estive na Beira na passada Quinta feira e senti o “cheiro” forte da campanha eleitoral. Cartazes e desfiles um pouco por todo canto. O que estranhei foi “ausência” do candidato da RENAMO. Não me lembro de ter visto alguma cartaz T-shirt de Manuel Pereira. Lembrei-me primeiro que Dhlkama dissera que a RENAMO não tinha dinheiro para essa campanha e depois lembrei-me que campanha não é só cartaz e T-shirt(?).
Amigo vamos esperar para ver.
Abraços daqui do Chitengo.

P.s: Vamos(Leões de Chitengo) disputar a final da taça distrital de Gorongosa. A rapaziada esta bem animada e a victória está bem garantida.

terça-feira, 24 de junho de 2008

ONU declara que é «impossível» a realização de eleições livres e justas: A ONU "diz" e o Zimbabwe "desdiz"










Nova Iorque - O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) declarou na segunda-feira que devido aos actos de violência contra a oposição, não será possível realizar eleições livres e justas no Zimbabué.
«O Conselho de Segurança (CS) lamenta que a campanha de violência e de restrições à oposição tornaram impossível uma eleição livre e justa a ser realizada no dia 27 de Junho», afirma a entidade num comunicado formal que teve também o apoio da África do Sul, da China e da Rússia, nações que antes haviam sido contrárias a permitir que o CS se manifestasse sobre a crise no Zimbabué.

O Conselho condena ainda «o comportamento do governo de negar aos opositores políticos o direito de fazer sua campanha livremente». «Essas violências e restrições tornam impossível a realização de uma eleição livre e equitativa em 27 de Junho», destaca o texto, lido pelo embaixador americano na ONU, Zalmay Khalilzad, que preside o Conselho no mês de Junho.

O representante do Zimbabué na ONU disse que a segunda volta das eleições acontecerá, apesar do comunicado da entidade. «Pelo que sabemos as eleições serão realizadas na sexta-feira», disse Boniface Chidyausiku aos repórteres.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Vão "esquartejar" a minha Beira e ninguem me disse nada...


Por cá se o assunto não for Zimbabwe logicamente que será sobre esse novo distrito que se vai criar "esquartejando" a cidade da Beira nos limites que já lhe conhecemos. O ministro da Administração estatal já veio dizer que essa medida não tem fins eleitoralista como os "outros" andam por ai a dizer. A mim preocupa o facto de em nenhuma das fases o povo ter sido consultado. Me preocupa porque anda se dizendo por ai que a medida tem em vista prestar melhor serviço ao povo. Ora alguém me explique por favor. Quem melhor do eu sabe o que seria bom para mim? Tudo bem que diversos factores podem obstruir minha "visão" e dai que eu precise duma mãozinha, mas seria sempre bom que a tal mãozinha fizesse tudo em coordenação comigo afinal eu sou o beneficiário. Fico pensado que não passa dum "papo" furado que se faz e desfaz em nome do povo. Nunca vi nesse meu pais o povo a ser consultado de forma seria. Agora vão "esquartejar" a minha Beira e ninguém me disse nada. Não consigo não colocar o Zimbabwe na historia. Olhem que Mugabe decidiu ignorar a vontade do povo. Há-de me dizer que será para o bem do povo que ele se vai manter no poder?

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Uma Carta Para Mim


Achei e li no Miradouronline a carta que se segue e que me é dirigida.
Quanta honra!
Meu muito obrigado ao Dede Moquivalaka.
Dada ao teor achei por bem traze-la para cá(Meu Mundo) para que mais leitores a consumam.



"Caro amigo Nelson,

Faço votos que a presente missiva te concontre em plena gozo de uma boa saúde junto dos seus. Cá por mim, vou indo aos poucos, não fora estas constantes situações, quer ao nível de Moçambique, quer no nosso vizinho Zimbabwe que nos apoquentam. Aliás tu tens sido solícito na radiografia deste último país.

Li o teu blogue hoje, e foi recorrente notar que o assunto do Zimbabwe amiudemente vai à ribalta, pese embora, se registe além fronteira, pode dealbar; o que quer dizer já visionas as repercursões da actual crise sobre esta Pérola do Índico. Compreendi a tua linha de análise!

Realmente, um Zimbabwe triste, será motivo para nossa insatisfação, quer queiramos quer não queiramos, pelo simples facto de se ancorarem sobre nós os elos que nos ligam, desde o nosso relacionamento geo-estratégico dos dois países, aos laços de caráter pessoal e familiar.

Constatei também que escreves com cepticismo, a vinda a Maputo de uma delegação de natureza militar encabeçada por Emerson Munanguagua, veteranos e um dos homens mais conservadores do regime do Robert Mugabe. Ora bem, quero te assegurar que também ando contrariado e mesmo atribulado com este encoste do nosso regime do dia ao lado errado no país vizinho. Isto lhe é lisonjeiro e frustante para quem já ouviu dela dizer que amava a paz!

No entanto, Nelson, incumbe-se-nos uma tarefa difícil de gerir ou de ter conta dos desígnios do regime de Maputo em face ao seu envolvimento conivente ao baril de pólvora que se quer deflagar no vizinho Zimbabué. As linhas com que se cozem a diplomacia moçambicana não clara. Nelson não foi por acaso que Guebuza a última hora substituiu Lucinda de Abreu, mas mesmo assim não foi bastante para testemunharmos a exponente obra de diplimacia de pelos corredores do poder da oposiçao.

Dizer que o regime Frelimo, como disse acima, anda é perdulário e se perspicácia, por assim dizer, preferindo acomodar-se no lado errado da história. Ora isto chega mesmo a ser irritante, ninguém quer ver outra sorte a sorrir ao povo irmão zimbabuenano, senão a sorte da paz.

Retomando o assunto sobre a vinda de Muanaguagua e altos comandos e agentes da segurança do regime de Mugabe, posso calcular que, não é mais nem menos, do que um consequência prática dos pronuncimentos preludiantes recentes de Mugabe, sobre se perder as eleições… záz, conta com o apoio multiforme, sem dúvidas, da extrema esquerda no poder em Moçambique.

Nelson, enfim, esta é a situação potencialmente explosiva, que pode ser engendrada a qualquer momento por Mugabe sob lábia dos regimes [incluindo o nosso] da região que primam pelo ‘camaradismo’, clientelismo e protecção mutua, mesmo que para isso morram milhares entre os populares. Vai daí e daí vi, se calhar o Nelson também, no “Os Bosses”, um comentário não preciso as linhas, mas qualquer coisa como isto: que os partidos da esquerda não estão habituados ao tipo de democracia que pretende instituir na região da SADC, daí que farão tudo e às estopinhas, esgrimindo e vomitando os seus slogans anti-Oeste num frenesim estonteante para abocanhar e reter o poder que teimosamente se lhes esvai das mãos. Disso, Nelson, podes crer, tal a acontecer, não vai ser sem espiral de banho de sangue, jorrando!

Vou terminar, dizendo que, é preciso levantar-se e empunhando a arma que mais sabemos disparar, para levar ao retraimento e, eventual desaparecimento, das forças do mal. Nelson, tal arma é tua pluma. Ame-a, lubrifique-a, use-a sempre em missões dificeis como esta, para a paz no Zimbabué.

Saudo-te.

Dedé"

MAPA DA VIOLÊNCIA PÓS ELEITORAL NO ZIMBABWE

No altura em que se aproxima o 27 de Junho data da segunda volta das eleições no Zimbabwe, torna-se necessário analisar o "estado do terreno". Encontrei um site interessante com muita informação sobre Zimbabwe. O site pertence a uma organizacao chamada SOKWANELE.
Sokwanele Que em Ndebele significa "basta" é um grupo cívico de acção que visa usar acções não violentas para trazer democracia, justiça e liberdade para os Zimbabweanos.
Entre as informações, me prendeu atenção um mapa que nos da uma ideia clara da situação de violência pós eleitoral. Traduzi o trecho de introdução que se segue. Se quiser ler em português as informações no site pode usar esse tradutor aqui


"Em 29 de Marco de 2008 Zimbabweanos foram as urnas e mudara a historia. Pela primeira vez desde a independência em 1980, o partido ZANU-PF perdeu a maioria parlamentar e Robert Mugabe perdeu o voto presidencial. O regime da Zanu PF embarcou imediatamente numa campanha de violência e ataques repressivos contra uma população desarmada e pacifica. Imagens de pessoas brutalizadas acompanhadas de testemunhos das vitimas foram vistas pelo mundo fora causando horror nos que as viram.

Sokwanele mapeou uma amostra dos casos baseado no registo de em primeira mão das vitimas, e o mapa interactivo testemunha mais de 1000 experiencias confirmadas. O Mapa pode ser visto no site da Sokwanele: http://www.sokwanele.com/map/electionviolence.

Zimbabwe é dos Zimbabweanos...


Em Jeito da solidariedade para com os Zimbabweanos, lamentamos, choramos, esperneamos assinamos cartas de protesto, mas em ultima instância cabe aos Zimbabweanos decidirem através do voto oque desejam. Acabar e para sempre com a "era Mugabe". Não foi Mugabe que reivindica "vitalicidade" que libertou Zimbabwe das mãos do colonialismo, foram os Zimbabweanos. Não foram os generais que hoje apoiam incondicionalmente(?) Mugabe, que libertaram Zimbabwe das mãos do colonialismo, foram os Zimbabweanos. Zimbabweanos podem sim acabar com a desgraça a que Mugabe lhes votou. podem acabar com a vergonha com suas mulheres vivem nos países vizinhos. Podem e devem!
Contar com a SADC, UA, os lideres Africanos, contar com gente como Thabo Mbeki, Tomas Salomão para os quais não nada de errado no Zimbabwe, já mostrou que não vai ajudar em nada. Falta mesmo o povo apoderar-se da ultima chance que lhe resta, o voto do dia 27 de Junho, para tirar e para longe Mugabe e os seus. Vamos fazer isso povo Zimbabweanos! Vamos Expulsar esse mal que se chama Mugabe!

terça-feira, 17 de junho de 2008

OQUE SIGNIFICA GUERRA NO ZIMBABWE?


Depois de ter ganho a primeira volta das eleições, existe toda uma probabilidade de Morgan Tsivangirai voltar a ganhar a segunda volta. A acontecer, segundo Mugabe, os veterano pegam em armas e zás!!! Guerra no Zimbabwe.
Parece uma grande brincadeira. Mas terá um preço elevado não só para o Zimbabwe. Fiquei pensando oque significaria uma guerra dessa natureza.
Morreria-se, e muito claro, essa seria a primeira consequência. E os vizinhos que sempre acharam que nada há no Zimbabwe que esta "tudo bom", não teriam dessa vez como fechar os olhos e os ouvidos para uma realidade que seria evidente demais. A insegurança se alastraria para a região toda e ninguém ia querer vir para o mundial de 2010 na África do Sul. Perdíamos a oportunidade de ter o mundial na África e sendo insegurança o motivo, a FIFA passaria a "pensar" duas vezes todas as outras vezes que futuramente a África se candidatar para organizar o mundial. Estaria em causa a tão propalada integração regional e sofreriam todas as economias da região. Os investimentos estrangeiros seriam feito com reticencias pondo em causa um monte de "sonhos" de desenvolvimento económico. A situação politica da região seria no seu todo afectada. As eleições a se realizarem na Angola, Moçambique e África do Sul, seriam de alguma maneira afectada. Perdia toda a credibilidade a SADC que apesar de todos avisos, pouco ou nada fez para conter a situação. Perderia credibilidade a UA que teve uma boa oportunidade para mostrar para que serve. Perderia credibilidade o presidente sul africano, Thabo Mbeki, o secretario geral da SADC Tomas Salomão que apesar de todas evidencias vieram e diversas vezes a firmar que estava tudo bem no Zimbabwe. Enfim, estaríamos diante duma situação que foi criada, alimentada, assistida na maior passividade e seria sem vergonha na cara que viríamos a lamentar. Vidas já se terão perdido, economias destruídas, decisões irreversível já se terão tomadas.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

MUGABE VAI A GUERRA SE PERDE...mesmo assim nada de crise!

Para alem do empate dos mambas frente a selecção do Madagáscar, empate segundo muitos "fabricado" pelo arbitro sul africano e segundo outros ainda, movido por sentimentos xenófobos, a grande noticia do final do semana tem a ver com declarações de Mugabe que promete guerra no caso de perder as eleições.
Pergunto para mim oque isso significa para o "crisomentro"(instrumento para medição de crise). Sera que Mbeki , Tomas Salomão e tantos outros ainda acham que esta "tudo bom" no Zimbabwe?. Ainda acha Guebuza que não se deve "intrometer" nos assuntos internos do Zimbabwe? Vai alguém se surpreender com sangue derramado?

terça-feira, 10 de junho de 2008

Porque apoiar Barak Obama?



Já começam a soprar ventos de racismos em volta da candidatura de Barack Obama . A seguir leiam por favor um artigo interessantíssimo assinado pelo punho do Ex-estadista português Mário Soares onde ele apresenta as base para o seu apoio a Obama.


Há sete anos, a América sofreu a grande comoção do 11 de Setembro de 2001. Foi um acontecimento que emocionou o mundo, que se solidarizou, em todas as latitudes, com a América.

Bush tinha começado o seu mandato e, desde esses dias fatídicos, geriu mal a crise que deles resultou. Hesitante e estupefacto, nos primeiros momentos. Arrogante, vingativo e unilateral, nos tempos que se seguíram. Convenceram-no de que tinha à sua frente a grande oportunidade para afirmar, sem contestação, a hegemonia unilateral da América, como hiperpotência dominante, no plano militar, político e económico e a ser o verdadeiro juiz e polícia do mundo. Tentou marginalizar as Nações Unidas, como se fosse uma organização internacional dispensável, submeter os seus tradicionais aliados - da Europa ao Japão, da América Latina aos países árabes - à vontade política e aos interesses dos Estados Unidos. Foi o seu grande erro. Um erro fatal! A par do seu estranho fanatismo religioso, do neoliberalismo extremo, que conduziu à "teologizarão do mercado" e ao desprezo absoluto pelas questões sociais, ambientais e pelas regras éticas. Ganhar dinheiro a todo o custo, sem regras, foi o objectivo fixado.

Seguíram-se duas guerras completamente insensatas e destrutivas: contra o Afeganistão, em que conseguiu envolver a NATO, que lhe deu o aval - outro erro sem remédio, que pode vir a ser fatal para a organização que o cobriu -; e contra o Iraque, um desastre histórico irreparável.

Não foram muitas as vozes responsáveis que se ergueram, para denunciar - no momento próprio - essas duas invasões e tudo o resto: Guantánamo, Abu Ghraib, as violências e os crimes. Nem na Europa nem na América. A vaga nacionalista, falsamente patriótica, e o exacerbado fanatismo religioso fizeram com que Bush ganhasse as eleições para o segundo mandato. Enorme decepção! E o silêncio - e subserviência - de tantos, na América e na Europa, tudo agravou, numa progressão do desastre inimaginável. Hoje, a grande maioria está pronta a reconhecer - americanos e não americanos, de todos os continentes - que George W. Bush terá sido o pior presidente de toda a história dos Estados Unidos... Fez muito para destruir o prestígio dos Estados Unidos no mundo e ficará na História como o grande responsável pelas crises múltiplas com que hoje todos estamos confrontados.

Houve, no entanto, uma voz contra que se levantou e se fez ouvir, na altura própria, ao denunciar o crime da "guerra preventiva" desencadeada contra o Iraque: o jovem senador do Ilinnois, afro-americano, Barack Hussein Obama. Uma voz singular sem arrogância, lúcida, convicta, convincente e corajosa: a do actual candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos. Por isso sou, desde o princípio, na minha modéstia e distância, completamente fã e solidário de Barack Obama. Porque a sua vitória diz respeito não só à América como ao mundo inteiro.

Ao princípio - todos se lembram - quase ninguém acreditou que Obama pudesse sequer vencer as primárias: "O quê? Um negro na Casa Branca? Impossível!", diziam. E, depois, acrescentavam: "Contra a experiência da senadora Hillary Clinton, rodada no establishment e nos mecanismos do poder? Segunda vez: impossível!" Ao que Obama, com simplicidade e convicção, respondeu: "Yes, we can!" Uma frase que galvanizou a América e o mundo. Vamos realizar a mudança, reafirmou. Retomar o "sonho americano". O idealismo das suas grandes referências: Lincoln, Roosevelt, John Kennedy, Martin Luther King... Os seus temas recorrentes são: a paz, os direitos humanos, o reforço das Nações Unidas, a solidariedade internacional, o diálogo intercultural, o pioneirismo, as grandes mudanças sociais (mais emprego, menos desigualdade, redução da pobreza, melhor saúde gratuita, melhor educação) e as grandes causas ambientais, em defesa do planeta ameaçado.

Obama, filho de um negro do Quénia e de uma americana branca, passou a sua infância no Hawai e na Indonésia. Doutorou-se em Harvard e tem hoje 46 anos, é um orador excepcional, com um carisma impressionante. Desencadeou uma vaga de entusiasmo e confiança à sua volta, de um dinamismo crescente e contagioso. E, assim, conseguiu uma organização de apoio à sua candidatura, que cobre a América e se propagou pelo planeta. Imparável! É o que os franceses chamam a Obamania, que teve o condão de fazer com que imensas pessoas de todos os continentes voltassem a amar e a ter confiança na América... Tem sido um fenómeno, reconhecido por toda a gente que tem seguído a campanha e, nomeadamente, agora, pela sua grande rival Hillary Clinton.

Com efeito, a senhora Clinton reconheceu a vitória de Obama como candidato à investidura dos democratas. Fê- -lo, segundo dizem os media americanos, no passado sábado, num dos discursos mais emotivos, vibrantes e generosos da sua carreira política. Ao desistir da candidatura - que foi levada quase até ao fim, com uma persistência invulgar -, disse - e é verdade - que "abriu caminho para uma futura candidatura feminina à Presidência dos Estados Unidos". E acrescentou, dirigindo-se aos seus partidários: "A melhor maneira de continuarmos a nossa luta é usarmos a nossa energia, a nossa paixão e a nossa força para ajudar a eleger Barack Obama como o próximo presidente." Uma viragem inesperada que põe McCain em grande dificuldade.

Temos assim dois candidatos frente a frente, para a eleição de 4 de Novembro: John McCain e Barack Obama. Do lado democrata as feridas estão saradas e o partido unido e mobilizado. O primeiro foi combatente, ferido e é hoje veterano do Vietname, republicano, apoiado por Bush e por toda a direita americana. Pretende que as forças armadas americanas fiquem no Iraque os largos anos que forem necessários. O segundo, Obama, conseguiu dinamizar em seu favor o melhor da juventude americana (até agora desinteressada da política), a inteligência, as universidades, as academias, o cinema, a ciência, o melhor e mais progressivo que tem a América, da Costa Leste à Oeste.

O verdadeiro debate das eleições vai começar agora. Entre a América conservadora e a América progressista. As políticas internas e externas vão ser modificadas em qualquer dos casos. Mas quem defende a mudança coerente - e que se possa impor - é Barack Obama.

Não duvido um momento de que Obama será o vencedor. Representa uma viragem de 180 graus, na América e em grande parte do mundo. Uma ideia-força em marcha, imbatível. A entrada de um negro na Casa Branca representa, em si mesma, uma revolução cultural e política. Por mais armadilhado que esteja o seu caminho e por maior que seja a crise múltipla que está a atingir os Estados Unidos. Um vento de esperança vai soprar - começa a soprar - com a sua vitória no mundo. Como com Roosevelt, em 1932, depois da crise de 1929 e perante a ascensão de Hitler. Tudo se modificará.

Tenhamos nós, europeus, confiança. E saibamos lutar pelas grandes causas que orientam Obama e que podem - esperemos - transformar o mundo para melhor. Muito melhor!

domingo, 8 de junho de 2008

QUEM NÃO VAI SE SUPREENDER?

Em relação aos acontecimentos que se vivem ultimamente tem sido mania dos governantes, talves em jeito de justificação, dizerem que foi uma surpresa, que não sabiam de nada, que não podiam prever. Dizendo isso se sentem ilibados. Fico a pensar na desonestidade que afirmações como essas representam.
Parei hoje para rapidamente "pensar" em algumas surpresas que nos esperam.
Quem não vai se surpreender se Mugabe ganhar a segunda volta das eleições? Quem nao vai se surpreender de Tsangirai ganhar? Quem não vai-se surpreender se mesmo perdendo Mugabe não querer deixar o poder? A esposa já avisou mas há quem vai se suprender. Quem não vai se surpreender se como forma de se manter no poder Mugabe "forcar" um GUN? Quem não vai se surpreender se Tsivangirai sofrer atentados? Se instalar-se uma crise pós eleitoral do tipo Quénia? Quem não vai se surpreender se Zimbabweanos em massas inundarem as cidades Moçambicanas(já temos tantos por cá)? Quem não vai se surpreender se os oficiais do exercito, leais a Mugabe, dificultarem a vida do MDC e Tsivangirai no poder?

Eu não me vou surpreender, pois existem sinais sobrando que mostram com relativa clareza que estas e ou outras situações podem fazer parte do futuro próximo do Zimbabwe e consequentemente da região. Eu não vou querer ouvir "desculpas esfarrapadas" sejam la de quem for. Depois de por muitas vezes o PR ter nos dito que "estamos a trabalhar"(frase que detesto) e ter dito também que "não podemos interferir nos assuntos internos" não vou aceitar que me venham dizer que foi surpresa.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

REEDIÇÃO DO CONFLITO SENA-NDAU NO CHIVEVE


Parece estar de volta o conflito das etnias Sena-Ndau aqui no Chiveve. Tudo começa com a "candidatura" do deputado Manuel Pereira ao cargo de presidente do Conselho Municipal da Beira. Pereira disse que contava com o apoio das bases. Muitos menbros na Beira o tinham encorajado a se candidatar. Outros dizem que é tudo individual, ele não tem o aval do partido. Uns dizem que Pereira(Sena) é apoiado pelos “renamos senas” que se sentem “prejudicados” pela forma como Deviz Simango(Ndau) “tribalizou” o conselho munincipal. Uns dizem que Simango conta com o apoio incondicional de Dhlakama(Ndau).

Eu digo simplesmente que o conflito étnico pode estar de volta.

Seja lá qual for a verdade, parece que o vulcão que por algum tempo esteve adormecido estará agora em actividade. Se como penso, essa coisa de etnias conta mesmo e muito, os “renamos senas” poderiam chegar ao ponto de votar num “adversário” sena em detrimento de Simango ndau com que parecem desgostados. E as realizações de Deviz talvez nem contem tanto nessa hora.

Eu vou esperar para ver. Esperar como fizeram os zimbabweanos que por um mês andaram ansiosos pelos resultados das eleições presidenciais.

domingo, 13 de abril de 2008

RESULTADO DA GRANDE CIMEIRA


O presidente zambiano na qualidade de presidente em exercício da SADC convidou os chefes de estados membros para um cimeira extraordinária onde se discutisse a "crise" política no Zimbabwe. Já tinha apresentado meu cepticismo em relação à tal cimeira. Por detrás desse meu sentimento estava o crónico desinteresse da SADC se envolver no caso Zimbabweano. Sempre houve uma clara relutância em criticar as politicas que Mugabe ia reintroduzindo no país. Na hora de achar um culpado se apontava para G.Bretanha. Muitos estadistas incluindo o nosso já haviam dito que não se podia "intrometer" nos problemas internos do Zimbabwe. Outros defendiam oque se chamou de "diplomacia silenciosa", enfim, esses e outros factores me fizeram acreditar que a cimeira era para apenas ilibar a SADC no caso de algo pior acontecer. Teremos que lembrar que a SADC fez algo, se reuniu numa cimeira de emergência.
As minhas suspeitas quanto a falta de seriedade da cimeira e da SADC, foram confirmadas pelas declarações do presidente Sul africano para quem "oque se passa no Zimbabwe é um processo normal" e não uma crise. Já perguntei porque um processo eleitoral normal exige uma cimeira extraordinária da SADC.
Hoje encontrei aqui as declarações da cimeira:

  • Zimbabwe's election commission to speedily verify and publish the election results;
  • all parties to accept the results;
  • and for South African President Thabo Mbeki to continue his role as SADC's "facilitator on Zimbabwe".
Diante dessas declarações há que questionar:
-Se o rápido anúncio das resultados depende apenas da ZEC?
-Porque os resultados não havia ainda sidos anunciados?
-Oque aconteceu às urnas durante esse tempinho todo?
-Que resultados devem ser aceites por todos os partidos?
- Não interessa a natureza desses resultados?
-Oque Thabo Mbeki tem de fazer de concreto?
-Como de forma prática garantir que os resultados sejam aceites?

Em fim, essas e muitas questões se levantam em trono dessa cimeira que provando o meu cepticismo anterior não parece ter produzido grandes resultados aliás se estamos diante dum processo eleitoral normal tal como disse Mbeki o grande "SADC's "facilitator on Zimbabwe" nem havia nada por discutir muito menos resultados por esperar. Me iludi fui eu que esperei algo sério.

Imagem tirada daqui

quinta-feira, 20 de março de 2008

Eleições Zimbabweanas

Encontrei aqui este cartoon que retrata a campanha eleitoral no Zimbabwe.

Legenda:
1. Nós morreremos por ti camarada presidente

2. Eu sei, é por isso que vos tenho feito passar fome todo esse tempo.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

EM 2008 O POVO É QUE ORDENA...a profecia de Francisco Rudolfo

Como já havia aqui postado, fechando e abrindo os anos 2007 e 2008 Francisco Rudolfo "maputara" que em 2008 o povo é que ordenaria.
Pensei eu e erradamente, que o "vaticínio" de Rudolfo estava ligado aos pleitos eleitorais que se avizinham.
Quem diria que ele previa e com precisão que este ano, o povo moçambicano famoso pela sua calma, sua paciência "oceanal" como diz o Dr. Carlos Serra sairia do casulo, não continuaria caladinho como nos havia habituado. Quem diria que logo em Fevereiro o povo sairia ordenando?
Quem diria que no seu "ordenar" o povo conseguiria levar o governo à uma "esquina" onde não tivesse outra saída senão fazer oque já devia ter feito e sem pressão, não fosse o exagerado "pacifismo" do povo? Quem diria que o governo recuaria?
Os que por ai falam de ter se criado um precedente com o recuo devem estar certos. E se assim for, pode ter sido a primeira vez que o povo ordenou, mas última vez não é não. Sendo assim Rudolfo estava certo. Em 2008 o povo é que manda e a começar como começou vale a pena estar preparado.

Então Quem é o Culpado?


Minha natureza humana me manda achar um culpado. Alguém a quem atribuir toda ou alguma responsabilidade por tudo, e assim me livrar de alguma responsabilidade que existir para mim e da dolorosa tarefa de reflectindo procurar entender causas consequências e buscar soluções. É a forma mais simplista de abordar a questão. Culpado são os "chapeiros" que vivem cegados pelo lucro. São insensíveis ao sofrimento do povo. Culpado é o governo que decidiu aumentar a tarifa sem consultar o povo. Culpado é o povo que é desordeiro e violento que não teve a calma de buscar soluções pacíficas. Culpado é a OPEP que aumentou o preço do barril de petróleo sem pensar em países como o nosso. Culpado é Ussama Bin Ladin que atacou os EUA a 11 de Setembro 2001 pois é desde lá que o preço do petróleo enlouqueceu. Vamos por ai buscando culpas e culpados. E o governo que não analisou todas alternativas? A FEMATRO que concordou sem pensar na reacção do povo? E os "vândalos" que se aproveitaram da manifestação pro causa justa e seguíram suas próprias agendas? E os meios de comunicação que quiseram "tapar o sol com a peneira" fingindo que nada estava acontecendo? E os maldosos que espalham boatos para agitar as massas? E a oposição que veio dar culpa a Frelimo? E os "vândalos mentais" que se aproveitam da situação e criam teses e cenários assustadores. Que misturam oque aconteceu com questões passadas nunca tratadas à luz do dia? E o vice ministro do interior que veio dizer oque disse. E os transportes público que deixaram de ser a resposta? E os autocarros luxuosos? E os que acham que o governo foi achado de surpresa. Na minha busca ao culpado corro até risco de atribuir culpa aquem nada tem a ver com oque aconteceu.
Facto é que o petróleo subiu no mercado internacional e como Moçambique não é produtor ia sentir "na carne e osso essa subida. Facto é que subindo o preço do combustível cá dentro como resultado da subida lá fora o transportador ficaria num prejuízo se não ajustasse a tarifa de modo a acomodar as alterações no preço de combustíveis. Cruzamomo-nos esses dias com economistas bons ou ruins, patrióticos ou não, solidário ou insensíveis que defenderam que o governo não tinha como subsidiar os combustíveis. Outros que apontaram na forma abastada como as elites governamentais vivem. Falou-se da revisão fiscal, da redução ou isenção no IVA. Falou- se de tudo mais alguma coisa. mas quem é o culpado? E em que consiste a culpa? Como corrigir?. O governo recuou oque isso significa? Fala- se de precedente. Acredita-se que daqui em diante sempre que o povo não concordar com uma medida do governo sairá à rua em protesto. E dai como serão as coisas? O governo recuou e dai? Vai subsidiar os transportes mas como? Com que dinheiro? Que virá donde? Não tinha conhecimento desse dinheiro, dessa possibilidade? Até quando vai subsidiar? Será um medida sustentável? Não vai pesar em algum outro lado essa medida?
No éden o homem culpou a mulher que Deus lhe deu, a mulher por sua vez culpou a serpente que Deus criou a serpente mesmo sem dizer deve ter culpada a Deus que a criou. Vamos então procurando o culpado? E uma vez encontrado oque fazemos com ele?

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Os heróis Moçambicanos

Algures na blogosfera extrai essas palavras assinadas pelo punho de Xigono. Cheguei a pensar que pudesse ter sido um erro e que o autor fosse na verdade Xingondo mas oque conta mesmo é oque o autor disse(escreveu).


Heróis somos nós

Camarada valorizemos os nossos símbolos.
Quais símbolos mano?
A tocha da unidade, a praça dos heróis!

Hum! a praça dos corruptos e corruptores
Armados em purificadores de valores morais
Aqueles não são os meus heróis nacionais
Heróis são os habitantes dos bairros periféricos
Heróis são os antigos combatentes com corpos esqueléticos
Herói é o cidadão que trabalha 30 dias por uma salário mínimo
E morre nas bichas dos hospitais
Heróis são os doadores de dízimos
A igrejas multinacionais
Heróis são os que pensam que Cahora Bassa agora é dos moçambicanos
Heróis são os que não percebem que está é outra de mais enganos

Estes que vós intitulais heróis são frequentadores de lugares de homossexuais e sexomaniacos
Baixa da cidade e outros demoníacos
Aparece na televisão de quando em vez um senhor chamado Dhlakama, que faz drama e reclama estatuto de Herói para André Matsangaissa
É preciso não ter senso de justiça
E preguiça na análise do que seja acto de heroísmo
Matar pessoas por ambição e tribalismo
Deixar um país a beira do abismo
Senhor Dhlakama não confundas oportunismo com heroismo
Saiba que o heroísmo não é feito pelo sensacionalismo
De uma guerra patrocinada pelo ocidente para acabar com o socialismo
E implantar neste país de merda a merda do capitalismo
Um vez finda a guerra fria
Assina uma acordo de paz e declara-se pai da democracia
Falsa filosofia
Frelimo, Renamo, Kanimambo por essa guerra fratricida sem causas nem ideias
Que devorou províncias, distritos e aldeias

O povo chora com fome e vocês alimentam-nos com discursos
Sois heróis porque tendes posses e recursos?
Sois heróis porque quanto mais o SIDA prolifera
Cabrões de merda mais dinheiro vós tendes na carteira
Para construirdes universidades e cobrardes propinas em moeda estrangeira?
Sois heróis porque sois patrões de redes de trafico e pedofilia?
Sois heróis porque ganhais eleições e o país continua a mesma porcaria?
Sois heróis porque desorganizais a policia e organizais o crime?
Não será por tal que o narcotráfico no país está cada vez mais firme?
Andastes com uma “tocha da unidade” do Rovuma ao Maputo
Como se a unidade nacional fosse um produto!
Senhor presidente enriquece vendendo patos
Venha com mais artefactos
Porque pelo menos eu não sou parvo pra crer em ilusionistas
Infestados nesse teu governo de parasitas

Em comícios falais de corrupção como o mal que enferma o progresso da pátria amada
Corrupção é apenas um nome
O que enferma o progresso da nação é a vossa podridão…


Autor: Xigono

Agora o Chad...algumas questões a ponderar


-Oque está acontecer
-Quem são os rebeldes
-Quem os lidera
-Desde quando existem
-Quais são os seus objectivos
-Aspectos étnicos
-O papel das reservas de petróleo.
-Oque faz eclodir essas ondas de violência
-A falta de credibilidade dos processos eleitorais
-A falta de credibilidade das instituições
-A falta de credibilidade dos dirigentes.
-Mudanças de legislação para dar espaço à interesses obscuros
-Necessidade de fazer com que a voz seja ouvida
-Revolta à repressão das liberdades de expressão
-Mudança da constituição(2005) para poder concorrer por mais um mandato.
-Certeza de que ganhar as eleições
-O sistema eleitoral sob controlo.
-A culpabilidade do Sudão
-Desvio das atenções
-Subversão do processos político.
-Distribuição da riqueza
-Exclusão do processo político
-População dando boas vindas aos rebeldes
-Senso de frustração na população...
-...

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Até quando?


Hoje vos falo(escrevo) revestido de mais forte frustração, revolta, tristeza e muita mediocridade, parte de sentimentos(negativos) que venho procurando conter desde que vieram ao público as primeiras “cenas” da agora “super popular novela”, do PGR ARGUIDO.
Não pretendo fazer uma abordagem profunda sobre o assunto que de diferente ângulos e por diferentes motivações, já tem sido largamente explorado, e mesmo que eu pretendesse, não poderia, pois me faltariam os devidos “saberes”.

Apesar dos “esforços” que tem sido feito pela imprensa de esclarecer as “leis” que servem de “efeitos especiais” na novela, só quem tem como sua “praia” essas coisas de lei, se atreveria a tal aventura, se bem que existem muitas outras questões que nada ou pouco tem a ver com leis.
Há factos nessa história do procurador ser arguido. Há factos sim, mas o problema me parece estar na interpretação desses factos e infelizmente não posso pôr em causa a interpretação que se faz dos factos. Dizem que na interpretação “cada um é limitado pela sua própria inteligência” nos tornamos vítimas de um sem números de factores.

Esse caso precisa para o bem de todos nós, ser esclarecido. É verdade que o preço do pão e dos chapas não vai cair se soubermos a verdade, mas é importante que os moçambicanos saibam que tipo de gente está a frente dos destinos desse país, coisa que aliás, para alguns nem é difícil saber.
Depois de ter lido muito sobre o assunto, ter escutado muita “conversa do chapa” feito muitas perguntas(boas e mãs), equacionado respostas, cheguei a esse lugar de frustração, revolta e tristeza. Estou frustrado porque não posso fazer mais nada senão esperar, esperar sem saber até quando saberei a verdade e se essa verdade será "A Verdade". Estou frustrado porque acredito que há quem possa fazer algo e ignoro porque não o faz. Revoltado porque sinto que por alguma razão esse caso não se está dando a devida importância. Estou triste porque oque está acontecendo me faz desacreditar “tudo e todos”. Até que um dia saiba a verdade só me resta esperar. Esperar sentado que a resposta pode demorar mais um pouco.