Meu mundo é pequeno,é do tamanho do coração... Meu mundo é grande.. Vivem mundos dentro dele Cada dia é um mundo Cada mundo é um dia As vidas com que cruzo Os cruzamentos que vivo São todos mundos dentro do meu mundo... Meu mundo não tem nada interessante... É meu....
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Sul-africano espanca agente da PRM
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Carta Para Dede(11): X JOGOS AFRICANOS, e essa agora quem esta a faltar a verdade?
Tive mesmo que voltar à questão do X Jogos Africanos. Estão próximos demais para nos deixarmos tranquilos só por conta dos discursos bonitos e exageradamente optmistas que continuam por ai. Queria poder habituar-me à essas coisas de “disse, não disse”, que ultimamente parece estar a virar moda. Mas simplesmente não consigo. E não deixa de ser preocupante ver como andam desarticuladas as várias instituições nesse nosso Moçambique.
terça-feira, 12 de julho de 2011
Manifestações para além do custo do pão
Entrevista retirada daqui
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Kamikazes infiltram estado, Nelson!
De volta à tua companhia, Nelson. Agradeço a tua recente missiva ao respeito da aquisição de autocarros pelo Presidente da República para depois os vender ao Estado. Fizeste um reparo pontual e que se impunha fazer sobre o assunto. Quo vadis, Guebuza!
sexta-feira, 8 de julho de 2011
MJD DIZ QUE HOME CENTER APRESENTOU RECURSO FORA DO TEMPO E SEM CAUÇÃO
quinta-feira, 7 de julho de 2011
HOME CENTER DENUNCIA FALTA DE TRANSPARÊNCIA NOS CONCURSOS DO COJA
- Reclamante pediu a suspensão imediata do concurso, ao abrigo dos artigos 140 do decreto 15/2010, de 24 de Maio, que rege a contratação de empreitadas do Estado
- Vice-ministro da Juventude diz que o processo está finalizado e o seu ministério não vai suspender o concurso
- Parecer de dois juristas da praça, a pedido do “O País”, confirma que, neste concurso, o COJA violou reiteradamente o regulamento de contratação de empreitadas do Estado.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Carta Para Dede(10): X JOGOS AFRICANOS
Dede meu amigo,
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
EM 2008 O POVO É QUE ORDENA...a profecia de Francisco Rudolfo
Pensei eu e erradamente, que o "vaticínio" de Rudolfo estava ligado aos pleitos eleitorais que se avizinham.
Quem diria que ele previa e com precisão que este ano, o povo moçambicano famoso pela sua calma, sua paciência "oceanal" como diz o Dr. Carlos Serra sairia do casulo, não continuaria caladinho como nos havia habituado. Quem diria que logo em Fevereiro o povo sairia ordenando?
Quem diria que no seu "ordenar" o povo conseguiria levar o governo à uma "esquina" onde não tivesse outra saída senão fazer oque já devia ter feito e sem pressão, não fosse o exagerado "pacifismo" do povo? Quem diria que o governo recuaria?
Os que por ai falam de ter se criado um precedente com o recuo devem estar certos. E se assim for, pode ter sido a primeira vez que o povo ordenou, mas última vez não é não. Sendo assim Rudolfo estava certo. Em 2008 o povo é que manda e a começar como começou vale a pena estar preparado.
Então Quem é o Culpado?
Minha natureza humana me manda achar um culpado. Alguém a quem atribuir toda ou alguma responsabilidade por tudo, e assim me livrar de alguma responsabilidade que existir para mim e da dolorosa tarefa de reflectindo procurar entender causas consequências e buscar soluções. É a forma mais simplista de abordar a questão. Culpado são os "chapeiros" que vivem cegados pelo lucro. São insensíveis ao sofrimento do povo. Culpado é o governo que decidiu aumentar a tarifa sem consultar o povo. Culpado é o povo que é desordeiro e violento que não teve a calma de buscar soluções pacíficas. Culpado é a OPEP que aumentou o preço do barril de petróleo sem pensar em países como o nosso. Culpado é Ussama Bin Ladin que atacou os EUA a 11 de Setembro 2001 pois é desde lá que o preço do petróleo enlouqueceu. Vamos por ai buscando culpas e culpados. E o governo que não analisou todas alternativas? A FEMATRO que concordou sem pensar na reacção do povo? E os "vândalos" que se aproveitaram da manifestação pro causa justa e seguíram suas próprias agendas? E os meios de comunicação que quiseram "tapar o sol com a peneira" fingindo que nada estava acontecendo? E os maldosos que espalham boatos para agitar as massas? E a oposição que veio dar culpa a Frelimo? E os "vândalos mentais" que se aproveitam da situação e criam teses e cenários assustadores. Que misturam oque aconteceu com questões passadas nunca tratadas à luz do dia? E o vice ministro do interior que veio dizer oque disse. E os transportes público que deixaram de ser a resposta? E os autocarros luxuosos? E os que acham que o governo foi achado de surpresa. Na minha busca ao culpado corro até risco de atribuir culpa aquem nada tem a ver com oque aconteceu.
Facto é que o petróleo subiu no mercado internacional e como Moçambique não é produtor ia sentir "na carne e osso essa subida. Facto é que subindo o preço do combustível cá dentro como resultado da subida lá fora o transportador ficaria num prejuízo se não ajustasse a tarifa de modo a acomodar as alterações no preço de combustíveis. Cruzamomo-nos esses dias com economistas bons ou ruins, patrióticos ou não, solidário ou insensíveis que defenderam que o governo não tinha como subsidiar os combustíveis. Outros que apontaram na forma abastada como as elites governamentais vivem. Falou-se da revisão fiscal, da redução ou isenção no IVA. Falou- se de tudo mais alguma coisa. mas quem é o culpado? E em que consiste a culpa? Como corrigir?. O governo recuou oque isso significa? Fala- se de precedente. Acredita-se que daqui em diante sempre que o povo não concordar com uma medida do governo sairá à rua em protesto. E dai como serão as coisas? O governo recuou e dai? Vai subsidiar os transportes mas como? Com que dinheiro? Que virá donde? Não tinha conhecimento desse dinheiro, dessa possibilidade? Até quando vai subsidiar? Será um medida sustentável? Não vai pesar em algum outro lado essa medida?
No éden o homem culpou a mulher que Deus lhe deu, a mulher por sua vez culpou a serpente que Deus criou a serpente mesmo sem dizer deve ter culpada a Deus que a criou. Vamos então procurando o culpado? E uma vez encontrado oque fazemos com ele?
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
A propósito do que se escreve e lê sobre a revolta popular...
Enquanto leio, misturo oque leio(assunto), quem lê(eu) e quem escreve(o autor).
Pode até haver esforço de ser o mais puro possível no ler e escrever. Ler apenas oque leio, escrever apenas o assunto, mas sou por natureza um ser misturado. Até o teor de sal na omeleta do pequeno almoço já se mistura com oque leio e escrevo. Vivo num mundo misturado, convivo com ideias misturadas e no fim do dia, na hora de ler e escrever, essas misturas se misturam em mim e me servem de "lentes" quando leio, influenciam o punho que escreve. Há factos que são naturalmente tão puros tão inegáveis mas mesmo esses, na hora de olhar para eles os olhos já estão misturados e acabo vendo as misturas nos meus olhos e não apenas os factos . Na hora de interpretá-los pior ainda. "Vitimizado" pela minha inteligência, seja ela curta ou longa a interpretação é nossa, minha e das misturas que trago comigo para os factos a interpretar.
Tudo isso a propósito das leituras em volta da revolta popular havida nas cidades de Maputo e Matola. Se escreve e lê muito em torno disso. Se ouve(escrito e falado). Mas é tudo misturado. Com cada facto vem um pouco de tudo. Um pouco de quem escreve, do porque escreve, de quem o manda escrever, suas convicções, medos enfim uma verdadeira mistura.
Entre oque "misturadamente" li essa manhã, destaque vai para o editorial do Jornal Notícias
que analisa a revolta popular em reivindicação à subida das tarifas dos transportes semi-colectivos. É uma análise naturalmente misturada. Tão misturada quanto à leitura que fiz. Escrevo agora misturado de ideias próprias e de entendimentos trazidos da leitura misturada que fiz.
O mérito da manifestação me parece estar aqui a ser diminuída por causa dos naturais aproveitadores que se misturam aos justos manifestantes que reivindicam causas justas. Vamos "deitar o bebé junto à agua de banho"? Claro que não! Vamos "matar os pombos junto aos corvo"? Claro que não! Vamos então misturar tudo e todos...
Como poderia se evitar que houvessem oportunistas uma vez que o homem é um ser misturado? Como poderiam os justos manifestantes simultaneamente reivindicar oque justamente tinham por reivindicar e cuidarem dos aproveitares que se misturavam a eles?
Quem lê misturadamente essas perguntas que coloco ficará misturadamente a pensar que me misturei. Que defendo os opurtunistas. Eu sou estou tentando me "dismisturar" e procurar entender a questão.
Entendo misturado embora que existe a ideia de surpresa em relação à revolta. Erro de cálculo. Na meu entender misturado, surpresa sugere ignorância. Não saber, não prever, subestimar. Que significava de verdade a subida de preços? Que resultados teria na vida do cidadão? Se sem misturas se ponderasse nisso. Os que pensaram que "a manifestação seria de pouca duração que as autoridades iriam agir de imediato no sentido de se repor a ordem e que tudo acabaria em bem" fizeram-no revestido de muitas misturas. Misturaram por exemplo a ignorância que tinham da capacidade do povo, da dor que ia na alma do povo. Misturaram o "mito" ter sido adoptado por muitos que "Não é apanágio do moçambicano pacato, mesmo quando se sente com a razão do seu lado, agir no sentido de prejudicar cidadãos que não tenham nada a ver com a questão em discussão". Um ser misturado é capaz de se misturar com muitas capacidades. Um ser misturado tem formas misturadas de se fazer ouvir. Um ser misturado não está nem ai para o senso comum. Não pode ser sistematizado, não tem fórmula.
O governo só foi apanhado de surpresa porque, penso eu, vive misturado. Leva consigo o mito acima referido . Acredita que o povo "sofre calado".
" Aparte tudo isso, há que reconhecer o esforço que o Executivo desenvolveu e tem vindo a desenvolver para que o agravamento das tarifas não seja excessivamente pesado para o cidadão" Tentei me dismiturar para entender essa passagem, queria que o autor se dismisturasse e mencionasse com os dedos(muitos ou poucos) esses esforços. Queria que falasse dos resultados desses esforços. O mesmo queria em torno do "espírito de diálogo que sempre norteou o Governo". Os exemplos usados são quanto a mim(visão misturada) um claro fracasso. Sendo o povo um dos principais " stakeholder" nesse "negócio" de transporte semi-colectivos, não devia de alguma forma estar representado nas negociações? O governo "persuadiu a Federação Moçambicana das Associações dos Transportadores a suspender a entrada em vigor da medida" e no dia seguinte os transportadores(não querendo ficar no prejuizo) não se fizeram á rua e o prejuízo continua para o cidadão. O problema só foi transferido dum "bolso para o outro da mesma calça".
Estou muito misturado e não sei como me "dismisturar".
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
Os heróis Moçambicanos
Heróis somos nós
Camarada valorizemos os nossos símbolos.
Quais símbolos mano?
A tocha da unidade, a praça dos heróis!
Hum! a praça dos corruptos e corruptores
Armados em purificadores de valores morais
Aqueles não são os meus heróis nacionais
Heróis são os habitantes dos bairros periféricos
Heróis são os antigos combatentes com corpos esqueléticos
Herói é o cidadão que trabalha 30 dias por uma salário mínimo
E morre nas bichas dos hospitais
Heróis são os doadores de dízimos
A igrejas multinacionais
Heróis são os que pensam que Cahora Bassa agora é dos moçambicanos
Heróis são os que não percebem que está é outra de mais enganos
Estes que vós intitulais heróis são frequentadores de lugares de homossexuais e sexomaniacos
Baixa da cidade e outros demoníacos
Aparece na televisão de quando em vez um senhor chamado Dhlakama, que faz drama e reclama estatuto de Herói para André Matsangaissa
É preciso não ter senso de justiça
E preguiça na análise do que seja acto de heroísmo
Matar pessoas por ambição e tribalismo
Deixar um país a beira do abismo
Senhor Dhlakama não confundas oportunismo com heroismo
Saiba que o heroísmo não é feito pelo sensacionalismo
De uma guerra patrocinada pelo ocidente para acabar com o socialismo
E implantar neste país de merda a merda do capitalismo
Um vez finda a guerra fria
Assina uma acordo de paz e declara-se pai da democracia
Falsa filosofia
Frelimo, Renamo, Kanimambo por essa guerra fratricida sem causas nem ideias
Que devorou províncias, distritos e aldeias
O povo chora com fome e vocês alimentam-nos com discursos
Sois heróis porque tendes posses e recursos?
Sois heróis porque quanto mais o SIDA prolifera
Cabrões de merda mais dinheiro vós tendes na carteira
Para construirdes universidades e cobrardes propinas em moeda estrangeira?
Sois heróis porque sois patrões de redes de trafico e pedofilia?
Sois heróis porque ganhais eleições e o país continua a mesma porcaria?
Sois heróis porque desorganizais a policia e organizais o crime?
Não será por tal que o narcotráfico no país está cada vez mais firme?
Andastes com uma “tocha da unidade” do Rovuma ao Maputo
Como se a unidade nacional fosse um produto!
Senhor presidente enriquece vendendo patos
Venha com mais artefactos
Porque pelo menos eu não sou parvo pra crer em ilusionistas
Infestados nesse teu governo de parasitas
Em comícios falais de corrupção como o mal que enferma o progresso da pátria amada
Corrupção é apenas um nome
O que enferma o progresso da nação é a vossa podridão…
Autor: Xigono
domingo, 3 de fevereiro de 2008
Até quando?
Não pretendo fazer uma abordagem profunda sobre o assunto que de diferente ângulos e por diferentes motivações, já tem sido largamente explorado, e mesmo que eu pretendesse, não poderia, pois me faltariam os devidos “saberes”.
Apesar dos “esforços” que tem sido feito pela imprensa de esclarecer as “leis” que servem de “efeitos especiais” na novela, só quem tem como sua “praia” essas coisas de lei, se atreveria a tal aventura, se bem que existem muitas outras questões que nada ou pouco tem a ver com leis.
Há factos nessa história do procurador ser arguido. Há factos sim, mas o problema me parece estar na interpretação desses factos e infelizmente não posso pôr em causa a interpretação que se faz dos factos. Dizem que na interpretação “cada um é limitado pela sua própria inteligência” nos tornamos vítimas de um sem números de factores.
Esse caso precisa para o bem de todos nós, ser esclarecido. É verdade que o preço do pão e dos chapas não vai cair se soubermos a verdade, mas é importante que os moçambicanos saibam que tipo de gente está a frente dos destinos desse país, coisa que aliás, para alguns nem é difícil saber.
Depois de ter lido muito sobre o assunto, ter escutado muita “conversa do chapa” feito muitas perguntas(boas e mãs), equacionado respostas, cheguei a esse lugar de frustração, revolta e tristeza. Estou frustrado porque não posso fazer mais nada senão esperar, esperar sem saber até quando saberei a verdade e se essa verdade será "A Verdade". Estou frustrado porque acredito que há quem possa fazer algo e ignoro porque não o faz. Revoltado porque sinto que por alguma razão esse caso não se está dando a devida importância. Estou triste porque oque está acontecendo me faz desacreditar “tudo e todos”. Até que um dia saiba a verdade só me resta esperar. Esperar sentado que a resposta pode demorar mais um pouco.
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Quénia e Moçambique: Diferenças e Semelhanças
Não pude não comparar Quénia a Moçambique. Não pude não me perguntar se existem em Moçambique alguns “sinais”, não pude não me perguntar se estes “sinais” estão sendo lido e interpretados correctamente. Se está se fazendo algo para que amanhã não venha alguém de perto ou longe dizer como Gebuza disse dos quenianos, que os Moçambicanos não foram capazes de ler os sinais. Ou estamos dizendo para nós mesmos que “Moçambique é diferente”? Se realmente é diferente, alguém me ajuda a entender as diferenças? Se não, alguém me mostra as semelhanças, a mim e a quem acha que Moçambique é muito diferente.
Não quero para o meu país o que vejo no Quénia hoje e sei que como eu ninguém(Moçambicano ou não) quer. Mas não basta não querer. Há que “ler” os sinais. Há que tomar medidas. Há que mudar. Há que “pôr as barbas de molho enquanto que as do vizinho(Quénia) pegam fogo e ardem”.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
PORQUE???



Fique a saber lendo aqui que um encontro "cara-a-cara" entre Mugabe e Tsvangirai para se encontrar soluções para a crise no Zimbabwe, foi "impedido" pelos Governos de Angola e Moçambique. Iniciativa do presidente Sul africano Thabo Mbeki, o encontro estava previsto para sexta feira em Addis Abeba, Etiópia, aproveitando a cimeira da União Africana. A notícia dá conta que os restantes chefes de estados da SADC haviam aprovado a iniciativa de Mbeki, mas José Eduardo dos Santos e Armando Emílio Gebuza vetaram.
Queria mesmo era saber porque Moçambique(Guebuza) e Angola(dos Santos) tomaram essa posição? Quem se beneficia com isso? E quem se prejudica? Oque essa posição significa relativamente aos esforços "reais" para resolver "Zimbabwe". Oque é que o Ocidente( muitas vezes o culpado) tem a ver com isso? Podia encher essa página de perguntas mas a mais importante continua sento PORQUÊ????
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Ainda sobre os "escritos" de Paul Fauvet
O que faz correr Paul Fauvet?Por: João Chamusse |
Maputo (Canal de Moçambique) – Acabo de ler um interessante artigo da lavra de Paul Fauvet, da AIM (Agência de Informação de Moçambique) no «AllAfrica» no qual ele tenta a todo custo fazer crer à opinião pública, quiçá internacional, já que a versão é em inglês, que o jornal Zambeze tem tudo feito para desacreditar o actual Procurador Geral da República (PGR), Dr. Augusto Paulino, no caso em que foi citado como arguido no processo especial (12/2007) levantado no Tribunal Supremo sobre o seu envolvimento no caso de uso suspeito de 300 milhões de meticais antigos quando era juiz-presidente no Tribunal Judicial da Província de Maputo, na Matola, e em que a denuncianete é Adelaide Muchanga, uma funcionária que chefiava o departamento financeiro daquele organismo judicial. |
De que lado está a mentira (verdade)?
Ivo Garido afirmou ter falado ou telefone com o funcionário da DPS de Nampula(fonte do Notícia) que lhe garantiu não ter falado nada à imprensa. Prometeu ainda que ia à Nampula hoje, averiguar pessoalmente o assunto.
Diante disso tudo, urge perguntar:
-De que lado está a verdade ou melhor a mentira?
-Quem contou mal a história dos 7 centros?
-O funcionário da DPS, o Notícias, o Ministro ou a fonte do Ministro(pode ser outra)?
-E porque a história foi mal contada?
Cá por mim a história pode sim ter sido bem contada. Podem sim haver centros de saúde encerrados. E em plenas "visitas relampagos", constatando oque vem costantando, o ministro não devia duvidar que houvessem nesse vasto país centros encerrados.
Cá por mim qualquer um dos quatro(o funcionário da DPS, o Notícias, o Ministro ou a fonte do Ministro) podiam por diversas razões ter "contado mal" a história. Esperemos agora que dada a importância do assunto, o ministro compartilhe connosco os seus resultados "sherlockholmianos".
Vamos esperar então?
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Exemplo da RSA: ninguém está acima da lei!
Voo Rasante, Por Edwin Hounnou
Na África do Sul, mesmo o vice-presidente da República, Jacob Zuma, não escapou à justiça. Recentemente, o ministro da Defesa foi surpreendido, pela polícia, a conduzir o seu automóvel, a uma velocidade superior a 120km/h. Foi detido e levado à esquadra de onde saiu mediante pagamento de uma caução. Presente ao tribunal, foi julgado e condenado como qualquer cidadão a 12 meses de prisão ou a pagar 5 mil randes.
Ouvimos dos governantes moçambicanos que ninguém está acima da lei. Piscando o olho, anunciam que todos os cidadãos são iguais perante a lei. É verdade que é o que está escrito na Constituição da República, todavia, não é o que acontece, no terreno. Na prática, alguns detentores de cargos públicos não só estão acima da lei, mas, também, por cima dela.
Certas elites quando chamadas a responder em auto de perguntas, dizem que é vergonhoso, indigno para o seu estatuto social. Mas, não se comportam de acordo com o estatuto que reivindicam. Obrigam o procurador a arquivar os processos que correm contra si. Anotam as matrículas das viaturas de magistrados e fotografam-nas, para os intimidar. Perseguem movimentos de magistrados, mandam reconhecer a localização dos seus locais de trabalho. Invadem-lhes os gabinetes e ameaçam- os com quedas- surpresa dos seus cargos. Nenhum polícia se atreve a lhes pôr a mão em cima, por se considerarem cidadãos especiais. Ilibam-se, mutuamente, numa escandalosa promiscuidade.
Quando acossadas pela Imprensa, processam os atrevidos, exigindo ser inundados de taco, para os silenciar.
Como tiveram o cuidado de escrever que o crime de imprensa é prioridade das prioridades, em tempo recorde, jornalistas e editores sentam-se, lado a lado, para confessar os seus “pecados”, a indivíduos vestidos de corvo.
Mesmo como arguidos, com arrogância pouco comum, ordenam aos jornais irreverentes para não continuarem a publicar os pinos e piruetas de que são exímios especialistas, tal como se faz numa república das bananas, onde reina a lei do mais forte.
Mandam no Governo, Tribunais, Legislativo e órgãos públicos de comunicação social - não hesitam em impor bloqueio aos jornais que não dobram a espinha dorsal, para não passarem na revista de imprensa da Televisão de Moçambique e Rádio Moçambique. Qualquer cidadão atento apercebe-se disso.
Tanto a TVM quanto a RM são órgãos públicos, que funcionam com base nos impostos dos cidadãos moçambicanos. Não são, de modo algum, pertenças dessas elites predadoras que utilizam tais órgãos, em várias ocasiões, contra a liberdade do povo à informação isenta e não viciada. Em Moçambique, as coisas passam de modo contrário. O peso da lei só se faz sentir sobre os pobres. Quando algumas instituições pautam pela lei, as elites dizem que estão sendo perseguidas ou falam em inspecções pedagógicas, como adubos de Gondola. Para entreter o público, interpõem recurso ao Tribunal Administrativo, como foi o caso da empresa de segurança
privada, Wackenhut.
