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domingo, 13 de abril de 2008

RESULTADO DA GRANDE CIMEIRA


O presidente zambiano na qualidade de presidente em exercício da SADC convidou os chefes de estados membros para um cimeira extraordinária onde se discutisse a "crise" política no Zimbabwe. Já tinha apresentado meu cepticismo em relação à tal cimeira. Por detrás desse meu sentimento estava o crónico desinteresse da SADC se envolver no caso Zimbabweano. Sempre houve uma clara relutância em criticar as politicas que Mugabe ia reintroduzindo no país. Na hora de achar um culpado se apontava para G.Bretanha. Muitos estadistas incluindo o nosso já haviam dito que não se podia "intrometer" nos problemas internos do Zimbabwe. Outros defendiam oque se chamou de "diplomacia silenciosa", enfim, esses e outros factores me fizeram acreditar que a cimeira era para apenas ilibar a SADC no caso de algo pior acontecer. Teremos que lembrar que a SADC fez algo, se reuniu numa cimeira de emergência.
As minhas suspeitas quanto a falta de seriedade da cimeira e da SADC, foram confirmadas pelas declarações do presidente Sul africano para quem "oque se passa no Zimbabwe é um processo normal" e não uma crise. Já perguntei porque um processo eleitoral normal exige uma cimeira extraordinária da SADC.
Hoje encontrei aqui as declarações da cimeira:

  • Zimbabwe's election commission to speedily verify and publish the election results;
  • all parties to accept the results;
  • and for South African President Thabo Mbeki to continue his role as SADC's "facilitator on Zimbabwe".
Diante dessas declarações há que questionar:
-Se o rápido anúncio das resultados depende apenas da ZEC?
-Porque os resultados não havia ainda sidos anunciados?
-Oque aconteceu às urnas durante esse tempinho todo?
-Que resultados devem ser aceites por todos os partidos?
- Não interessa a natureza desses resultados?
-Oque Thabo Mbeki tem de fazer de concreto?
-Como de forma prática garantir que os resultados sejam aceites?

Em fim, essas e muitas questões se levantam em trono dessa cimeira que provando o meu cepticismo anterior não parece ter produzido grandes resultados aliás se estamos diante dum processo eleitoral normal tal como disse Mbeki o grande "SADC's "facilitator on Zimbabwe" nem havia nada por discutir muito menos resultados por esperar. Me iludi fui eu que esperei algo sério.

Imagem tirada daqui

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Agora o Chad...algumas questões a ponderar


-Oque está acontecer
-Quem são os rebeldes
-Quem os lidera
-Desde quando existem
-Quais são os seus objectivos
-Aspectos étnicos
-O papel das reservas de petróleo.
-Oque faz eclodir essas ondas de violência
-A falta de credibilidade dos processos eleitorais
-A falta de credibilidade das instituições
-A falta de credibilidade dos dirigentes.
-Mudanças de legislação para dar espaço à interesses obscuros
-Necessidade de fazer com que a voz seja ouvida
-Revolta à repressão das liberdades de expressão
-Mudança da constituição(2005) para poder concorrer por mais um mandato.
-Certeza de que ganhar as eleições
-O sistema eleitoral sob controlo.
-A culpabilidade do Sudão
-Desvio das atenções
-Subversão do processos político.
-Distribuição da riqueza
-Exclusão do processo político
-População dando boas vindas aos rebeldes
-Senso de frustração na população...
-...

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

União Africana Vai Intervir

The chairman of the African Union is due to arrive in Kenya as diplomatic moves intensify to try to end the country's political crisis.

John Kufuor, also Ghana's president, will try to help resolve divisions that erupted after the disputed victory of President Mwai Kibaki in elections.

Opposition head Raila Odinga had said he would only talk with President Kibaki if Mr Kufuor mediated.

Violent clashes since the 27 December election have left 600 people dead.

'Gentle giant'

The BBC's Will Ross in Ghana's capital, Accra, says that last week Mr Kufuor's proposed visit was blocked so that his arrival on Tuesday is at least a sign that there has been some progress.

Ghana's Minister of Information Oboshie Sai Cofie said Mr Kufuor's role would be more as a facilitator than a mediator - someone to bring the two sides together in a more congenial atmosphere.

Our correspondent says Mr Kufuor is not someone to bash heads together - he is known as the "gentle giant" and has helped negotiate during the conflicts in Ivory Coast and Liberia.

South African Nobel peace prize laureate, Archbishop Desmond Tutu, and the top US official for Africa, Jendayi Frazer, have also been central to international efforts to find a solution.

Mr Odinga has said he was cheated of election victory and has called on Mr Kibaki to stand down.

But the opposition leader did call off planned nationwide rallies, saying he wanted to give international mediation a chance.

Ms Frazer said there may have been vote-rigging by both sides and that ordinary Kenyans had been let down.

"They've been cheated by their political leadership and their institutions," she said.

Some 250,000 people have fled their homes in clashes between rival political supporters, ethnic groups and the police.

Mr Odinga said Kenya was living through the gravest crisis it had faced and condemned the violence that had taken place.

Meanwhile, Mr Kibaki has reconvened parliament for 15 January.

Mr Odinga's Orange Democratic Movement won a majority in parliament but does not have the two-thirds needed for a vote of no-confidence in the president.

Both sides have accused the other of ethnic cleansing during a week of violence after Mr Kibaki was declared the winner.

A government ministry says 486 people have been killed but a senior police officers told the AFP news agency: "We have at least 600 dead... some bodies are still in the bushes where fighting occurred."