quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Zimbabwe ás escura...

Harare - Mozambique’s Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) power utility has suspended supplies to Zimbabwe over unpaid debt, adding more woes to a country in deep recession and grappling with shortages of hard cash, food and every essential commodity. Sources at state-owned Zimbabwe Electricity Supply Authority Holdings (Zesa Holdings) told Zim Online that HCB switched off supplies to Zimbabwe at the beginning of this month after Zesa Holdings failed to clear an outstanding US$26 million debt that was due last December. "They (HCB) have not been supplying us with power since the 1st of January. They were expecting us to have settled the outstanding debt by December," said a senior Zesa Holdings official, who did not want to be named because he did not have permission from the power utility to speak to journalists. Zesa Holdings’ chief executive officer Ben Rafemoyo confirmed the termination of supplies but insisted his company was in negotiations with the Mozambican energy firm to resume supplies to Zimbabwe. "We are trying to catch up with the ballooning debt. They (HCB) are insisting that we clear what we owe them," Rafemoyo told Zim Online.

HCB’s decision to cut supplies to Zimbabwe is sure to worsen electricity shortages in a country that consumes about 2 200 megawatts per month but can only generate about 1 500 megawatts. The huge power deficit has previously been filled up with imports from South Africa, Zambia, Mozambique and Democratic Republic of the Congo (DRC). However, South Africa’s Eskom power firm has stopped exporting power to Zimbabwe as it battles to meet rising domestic demand, while Zambia and the DRC suspended supplies to Zesa Holdings over unpaid debt. The hard cash-strapped Zesa Holdings’ only response to a burgeoning energy crisis has been to implement a punishing power rationing regime to save on the little electricity available while ensuring key sectors of the economy are supplied. Under the rationing schedule, supplies to domestic consumers can be cut for up to 20 hours a day while power is supplied to industry and other productive sectors. However, the worsening energy crisis is only an addition on a long list of hardships bedevelling Zimbabwe in the grip of an economic meltdown critics blame on repression and wrong policies by President Robert Mugabe. Mugabe, in power since Zimbabwe’s 1980 independence from Britain and seeking another five-year term in elections in March, denies ruining Zimbabwe and instead blames his country’s problems on sabotage by Western governments he says are out to topple him.

Cheias no Zambeze II


Conheço Zambeze desde os dias de menino

Quando ambos pequeninos

Por essas alturas de embriaguês

Corriamos atrás dos pepinos

Que inocentes flutuavam no seu ventre


Me lembro como Zambeze se fazia grande

Inundava bananeiras e papaeiras

Inundava crocodilos

E ria-se às gargalhas

Zombando a pequenês dos hippos


Eramos ambos pequeninos

E nas lareiras das noites chuvosas

Agasalhados pelo frio

Nos contavam histórias distantes

Das brincadeiras do Zambeze


Zambeze cresce todas vezes

Cresce todos dias

Basta que o coveiro anuncie a sepultura do Dezembro

Basta o sol de Janeiro nascer

Zambeze cresce

Cresce desde o tempo que éramos ambos pequeninos

Desde até antes de existirmos


Hoje Zambeze cresceu

E o povo esqueceu

Que Zambeze cresce todos dias

Basta que o coveiro anuncie a sepultura do Dezembro

Basta o sol de Janeiro nascer

Zambeze cresce

Cheias No Zambeze I


Cresce Zambeze

De àguas pura e impuras

Verdades e mentiras

Cresce de mortes e curas

Cresce Zambeze


Agigante-se nos meu olhos gigantes de fomes

Na riqueza de minha memória

Ontens que nem foram sepultados

Cresce Zambeze


Cresce e deixa suspenso

O leito onde me procriaram

Onde se saborearam

Noites de prazeres proibidos

Cresce e deixa suspenso

A batateira que me viu ir à escola

Cresce Zambeze


Podem ser lágrimas essas tuas

Lágrimas que quero que sejam derramadas

Para que o mundo acoda

E eu acorde para o amanha que também quer existir

Desquero que seja lágrimas periódicas

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

União Africana Vai Intervir

The chairman of the African Union is due to arrive in Kenya as diplomatic moves intensify to try to end the country's political crisis.

John Kufuor, also Ghana's president, will try to help resolve divisions that erupted after the disputed victory of President Mwai Kibaki in elections.

Opposition head Raila Odinga had said he would only talk with President Kibaki if Mr Kufuor mediated.

Violent clashes since the 27 December election have left 600 people dead.

'Gentle giant'

The BBC's Will Ross in Ghana's capital, Accra, says that last week Mr Kufuor's proposed visit was blocked so that his arrival on Tuesday is at least a sign that there has been some progress.

Ghana's Minister of Information Oboshie Sai Cofie said Mr Kufuor's role would be more as a facilitator than a mediator - someone to bring the two sides together in a more congenial atmosphere.

Our correspondent says Mr Kufuor is not someone to bash heads together - he is known as the "gentle giant" and has helped negotiate during the conflicts in Ivory Coast and Liberia.

South African Nobel peace prize laureate, Archbishop Desmond Tutu, and the top US official for Africa, Jendayi Frazer, have also been central to international efforts to find a solution.

Mr Odinga has said he was cheated of election victory and has called on Mr Kibaki to stand down.

But the opposition leader did call off planned nationwide rallies, saying he wanted to give international mediation a chance.

Ms Frazer said there may have been vote-rigging by both sides and that ordinary Kenyans had been let down.

"They've been cheated by their political leadership and their institutions," she said.

Some 250,000 people have fled their homes in clashes between rival political supporters, ethnic groups and the police.

Mr Odinga said Kenya was living through the gravest crisis it had faced and condemned the violence that had taken place.

Meanwhile, Mr Kibaki has reconvened parliament for 15 January.

Mr Odinga's Orange Democratic Movement won a majority in parliament but does not have the two-thirds needed for a vote of no-confidence in the president.

Both sides have accused the other of ethnic cleansing during a week of violence after Mr Kibaki was declared the winner.

A government ministry says 486 people have been killed but a senior police officers told the AFP news agency: "We have at least 600 dead... some bodies are still in the bushes where fighting occurred."

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

EM 2008 O POVO É QUEM ORDENA...

Maputando no “Zambeze” pela última vez(2007) e pela primeira vez(2008) fiquei "amaradão" pelo optimismo de Francisco Rudolfo, revelado na frase que uso como título dessa postagem "Em 2008 o povo é quem ordena". Rudolfo acredita que em 2008 o povo vai ordenar. Acredita ou deseja que em 2008 o povo ordene e relaciona esse ordenar às eleições autárquicas onde “uns vão continuar e outros vão ficar”. Optimismo contagioso(o povo vai ordenar). Desejo universal( o povo ordene).
O povo ordena quando através do voto decide quem vai ao "poleiro". Quem será o presidente, qual será o partido no poder? Dai em diante o povo não ordena mais, nem se quer é ouvido mais. O presidente escolhe que lhe fará companhia(boa ou mã), escolhe o critério(bom ou mau) da escolha de quem lhe fará companhia, e o povo não ordena.
O povo ordenou que Armando E. Gebuza fosse presidente, que a Frelimo fosse o governo do dia. O povo não ordenou quem Gebuza escolheu para ministros. Não escolheu a periodicidade com que alguns desses ministros são exonerados, nem se quer chegou a ser informado. O povo não ordenou/escolheu por exemplo a incompetência irresponsabilidade e insensibilidade de Tobias Dai(explosões do paiol). Se o povo ordenasse(até tentou ordenar), Dai teria se demitido ou seria forçado a demitir-se. Ai! Se o povo ordenasse! Das vezes que o povo ordenou foi quando cidadãos(presumíveis ladrões foram linchados).
Acreditemos no vaticínio de Rudolfo, " Em 2008 o povo é que ordena". Desejemos ardentemente que em 2008 o povo ordene nas urnas e continue ordenando.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Disputando Chiveve...

Morar na cidade da Beira ou simplesmente acompanhar a vida da urbe(no sentido mais global) , se torna interessante pelo facto de a cidade ter se tornado palco de muitas disputas político-partidárias. Como tem sido hábito, gestos as vezes bem simples são ampliados e interpretado à luz da proveniência partidárias dos seus autores. Depois da história da cerimónia de inauguração dos autocarros da TPB ter sido realizada no Dondo, depois do caso das "bandeiras nos lugares impróprios" e do abnegado envolvimento do ministro de administração estatal, depois das afirmações do secretário geral da Frelimo segundo as quais os méritos às melhorias de cidade não devem ser atribuídos ao município mas ao governo, nos damos agora com o caso da ambulância oferecida pelo CMCB ao Centro de Saúde da Munhava. Simpatizando-se ou não com a RENAMO no geral com Deviz Simango em particular, deve se ter o suficiente bom senso e aceitar o esforço que tem sido levado a cabo para melhorar a cara da cidade da Beira. A avaliar pelos resultados do seu desempenho, Simango é como alguém disse, “ homem lúcido, com objectivos".

A quando da entrega da referida ambulância vozes, cujos ecos continuam, fizeram-se ouvir. Umas contra e outras a favor. Entre as vozes contra soa mais alto a do Director Provincial da Saúde que pensa que a ambulância devia ser entregue ao serviço de ambulâncias e não directamente ao CSM. Alguém me ajudou a entender que " o CMCB tem competências na área da Salubridade (limpeza da cidade, sanitários, incluindo balneários, etc.,) mas não tem na área da Saúde - do Sistema Nacional de Saúde, Os Centros de Saúde dos Bairros se subordinam à Direcção Provincial de Saúde (que depende do Governo e não do CMCB)". Sendo assim diz-se que devia ser ao Governo Provincial que O CMCB devia ter entregue a ambulância e não directamente ao CSM. Houve que afirmasse que o gesto de Deviz Simango foi "meramente político e demagógico". e "uma intromissão na política de saúde do Governo: uma provocação com o objectivo de tirar dividendos políticos" e ainda "sabendo que o CMCB está longe de ter superado todas as carências nas áreas que são da sua responsabilidade (logo, não tem excesso de recursos) é demagógico, populista, desviar meios para actividades da responsabilidade do Governo."

Simango pode ter dividendos saindo desse gesto mas quem mora no Chiveve e vive o drama da Munhava pode com toda certeza afirmar que "querer tirar dividendo políticos" não foi a única razão de para lá ter alocado esse meio. Necessidade clara e de longa data existia no CSM. Porque não entregar a ambulância ao governo e ser este a decidir onde e como usar? Uma pergunta que pode ter muitas respostas.

Simango é achado populista pelo facto de mesmo "sabendo que o CMCB está longe de ter superado todas as carências nas áreas que são da sua responsabilidade (logo, não tem excesso de recursos), desviar meios para actividades da responsabilidade do Governo." Tem Simango esperar que sejam esgotadas "todas as carências nas áreas que são da sua responsabilidade" e ter "excesso de recursos" para "dar mão" à actividades aparentemente negligenciadas pelo governo?

O gesto de Simango pode ter sido pura e simplesmente para minimizar o sofrimento dos moradores de Munhava e utentes do CSM. Esse gesto está entretanto sendo abusado tanto pelos seus críticos como pelos apologistas.
Para os exagerados apologistas de Simango devo dizer que faz parte de suas obrigações melhorar a vida dos munícipes (intrometendo-se quando necessários nas áreas que os outros negligenciam alegando falta de meios). Simango não fez mais do que se espera dele. O facto de de se estar num município de constates disputas e outros (em outros municípios) não fazerem o mesmo, é o que aparentemente magnifica o gesto de Simango.

Para os exagerados críticos aconselho a não "deitarem a criança junto com a água de banho". Louve-se o gesto. Um simples e honesto elogio não significará automaticamente simpatizar-se com o partido atrás de Deviz Simango. E mesmo que significasse, sendo por uma boa causa valeria a pena simpatizar-se.



sábado, 5 de janeiro de 2008

Em Jeito de Abertura...

Chegou o ano novo
Uma bela oportunidade para fazer diferente
Mudar, crescer
Oportunidade para melhorar.

Depois de duas semanas na terra do coqueiro
Coqueiro hoje amarelado e moribundo
Estou de volta ao mundo
Meu e vosso
Nosso mundo

Lá no coqueiro amarelo
Achei tudo diferente
E quis ser indiferente
Surdo às mudanças que me gritavam aos olhos
Mas as lágrimas me traíram

Voltei e eis-me aqui...


De regresso trago alguns "highlights"

1. Pouco antes de voltar, me introduziram o princípio 10/90, segundo o qual 10% da vida tem a ver com oque nos sucede e os outros 90% com a nossa reacção ao que nos sucede. Interessante. Penso em postar alguns aspectos desse principio e quem sabe usa-lo para analisar alguns "issues".

2. Estou lendo " PEOPLE OF LIE, Hope for healing human evil" de M.Scott Peck. Lá me deparei com a questão "group evil" que tem muito de relação com o "nosso assunto" de linchamentos que me virou a cabeça no final do ano passado. Penso explorar isso.

3. Me revolto com a forma como se pretende partidarizar o recente gesto do CMCB.

4. Um vasto comentário à minha postagem com o titulo DEFENDENDO A CORRUPÇÃO A VIOLAÇÃO DE DIREITOS HUMANOS, me chegou de Firmilio com quem já tenho trocado algumas ideias, e para disseca-lo transcrevo-o integralmente apesar de poder ser lido na referida postagem.
Os boldados são meus para enfatizar oque pretendo comentar:


"Queridíssimo Nelson,
Tu sempre levantas questões muito importantes para reflexão. Estás de parabéns.
Ora, indo para o teu comentário, lamento não ter lido o comentário do autor que citas neste texto. Mas a tua explanação deixa alguma ideia.
Perguntas se alguém pode te dizer o que é a sociedade civil. Quem sou eu para te trazer uma noção tão complexa como essa? Mas vou aqui deixar uma ideia que, um dia dei aos meus estudantes de direito quando me exigiram a noção da sociedade civil. Para mim, sociedade civil seria o conjunto de todas as forças vivas da sociedade, despidas de ideais políticos.
Porém, a definição do Centro para a Sociedade Civil da London School of Economics é bastante ilustrativa e diz que "Sociedade civil se refere à arena de acções colectivas voluntárias em torno de interesses, propósitos e valores. Na teoria, suas formas institucionais são distintas daquelas do estado, família e mercado, embora na prática, as fronteiras entre estado, sociedade civil, família e mercado sejam frequentemente complexos, indistintos e negociados. A sociedade civil comummente abraça uma diversidade de espaços, actores e formas institucionais, variando em seu grau de formalidade, autonomia e poder. Sociedades civis são frequentemente povoadas por organizações como instituições de caridade, organizações não-governamentais de desenvolvimento, grupos comunitários, organizações femininas, organizações religiosas, associações profissionais, sindicatos, grupos de auto-ajuda, movimentos sociais, associações comerciais, colisões e grupos activistas".
Será que te satisfiz? Não sei, foi o melhor que encontrei nas minhas pesquisas para te trazer.
Ora, eu concordo em parte com o autor do texto que citas. Na verdade, falta moral e ética na sociedade civil e na comunicação social e essa falta de moral, tira sim a legitimidade das suas denúncias. Porque? Explico-me. Se a sociedade civil ou a comunicação social não tem moral suficiente, não é isenta e imparcial, como vamos acreditar nas denúncias que apresenta? Quem pode nos assegurar que tais denúncias são verdadeiras, e por isso, dignas de credibilidade?
Um jornalista não pode informar em função da conveniência de alguém ou em defesa de interesses particulares. A sociedade civil não pode actuar e denunciar em função de determinados interesses. E digo-te porque: não temos neste país uma sociedade civil e comunicação social isentas e imparciais. Tudo está politizado e se informa, se manifesta em função de interesses partidários ou outros. Há muita ganância e muita desonestidade.
Por isso se afirma que quem quer denunciar a corrupção ou alguma violação de direitos humanos, preciso não ter rabo-de-palha. Se um jornalista recebe dinheiro de uma pessoa ou entidade para divulgar uma informação falsa ou deixar de divulgar uma notícia, está a cometer a corrupção e este tipo de jornalista não merece credibilidade e todas as suas notícias são suspeitas que sejam falsas, daí a sua ilegitimidade, no meu ponto de vista.
É legítima uma denúncia falsa de corrupção ou violação de direitos humanos, divulgada para prejudicar alguém, porque recebeu-se dinheiro ou outro favor de uma contra-parte? Já estou a ver-te a dizer com toda a dignidade que "NÃO".
Não quero discutir a questão de Moamba, porque não gosto me meter em assuntos que não tenho conhecimentos sólidos, nem provas materiais, talvez por força da minha profissão.
Parabéns Nelson, pela sua intervenção social e coragem em chamar as coisas pelos seus próprios nomes, mas também acho que precisas um dia despir a capa de defensor e se por na outra posição e criticar as posições demasiadamente radicais. Tudo é relativo, como diz alguém e tu o disseste um dia.
Abraço."


Ai vou eu:

Primeiro agradecer pelo elogio e pela definição da sociedade Civil que me parece bastante clara e completa e me satisfaz.
Partindo dessa definição que claramente sugere diversidade de componentes na sociedade civil há que ter cuidado em afirma que "falta moral e ética na sociedade civil" pois poderiamos estar dizendo que "conjunto de todas as forças vivas da sociedade" as "organizações como instituições de caridade, organizações não-governamentais de desenvolvimento, grupos comunitários, organizações femininas, organizações religiosas, associações profissionais, sindicatos, grupos de auto-ajuda, movimentos sociais, associações comerciais, colisões e grupos activistas" que "povoam" a sociedade civil estão no seu todo desprovido de valores morais e éticos quer nas fórmulas que norteiam suas existências(casos raros) ou no seu viver prático (casos mais frequentes).
"Se a sociedade civil ou a comunicação social não tem moral suficiente, não é isenta e imparcial, como vamos acreditar nas denúncias que apresenta? Quem pode nos assegurar que tais denúncias são verdadeiras, e por isso, dignas de credibilidade?
Às denuncias feitas não vamos cegamente "acreditar" como tem sido infelizmente alguns casos. Mesmo denúncias vindas de detentores de altos valores éticos, morais e inquestionável integridade. Temos é que embarcar numa investigação que nos ajude a verificar as denúncias. O resultado dessa investigação é que determinará a sua veracidade e consequentemente a credibilidade e o nosso agir.
Não será ético que o jornalista divulgue algo em troca de dinheiro ou para "prejudicar" alguém mas a informação divulgada se for verdadeira(investigue-se primeiro), não deixará de ser verdadeira pelo carácter não ético do jornalista ou as motivações da divulgação. Se os direitos humanos estão sendo violados algures, e nos chega aos ouvidos uma denuncia, essa denuncia não deixa de ser válida pelo simples factos de vir de alguém de moral duvidosa ou ser feita por motivos obscuros e ou em defesas de certos interesses.
Uma denúncia falsa não é legitima. Mas essa ilegitimidade/falsidade não é determina da simplesmente pelo carácter do denunciante mas pelo conteúdo da denúncia. Chegamos ao veredicto depois de uma investigação aos factos denunciados.

Não quero discutir a questão de Moamba, porque não gosto me meter em assuntos que não tenho conhecimentos sólidos, nem provas materiais, talvez por força da minha profissão.
Atitude Louvável!
Nunca "acreditar", meter-se em assuntos que não temos conhecimentos sólidos nem provas materiais, mesmo que esses assuntos nos sejam apresentados por pessoas cuja moralidade e integridade conhecemos e confiamos.

O caso da Moamba é um exemplo de como se misturam as coisas. O Sr Leanardo Simão decidiu explorar o seu lado empresarial. Abrir uma empresa para produção e exportação de rosas na Moamba. A mão de obra foi recrutada nas províncias centrais de Tete e Manica. Os recrutados são levados à Moamba e submetidos a condições deploráveis. As denuncias feitas podem sim ter motivos e interesses obscuros mas verdade continua que as condições das trabalhadores da Golden Roses eram deploráveis demais. O caso toma outra cara por tratar-se de Leonardo Simão antigo ministro dos negócios estrangeiros, e da saúde. As denúncias são feitas para prejudicá-lo? Haveria quem assim pense. São feitas por algum interesse secundário? Haveria quem assim pense. Os factos contudo ficam intactos. Havia gente lá sendo tratada mal. Fosse de quem fosse a Golden Roses, os factos continuavam intactos.

Não pretendo de modo nenhum defender o estado doentio da sociedade civil em partes ou no seu todo, que é sobejamente conhecido. Falta sim moral urge reverter a situação mas que isso não amordace a sociedade civil.
Temos um sistema judicial deficiente mas não deixamos completamente de acreditar nele, temos uma policia deficiente, instituições deficiente enfim mas continuamos a contar com ela.
Temos que aprender é a separar alhos e bugalhos, não "jogar fora a água de banho junto com a criança".