Meu mundo é pequeno,é do tamanho do coração... Meu mundo é grande.. Vivem mundos dentro dele Cada dia é um mundo Cada mundo é um dia As vidas com que cruzo Os cruzamentos que vivo São todos mundos dentro do meu mundo... Meu mundo não tem nada interessante... É meu....
terça-feira, 3 de junho de 2008
XENOFOBIA OU NAO?
Cada um usa as "armas académicas" que tem, "atira" para quem acha culpado e la vamos indo. He quem defende por exemplo , de XENOFOBIA, os recentes ataques nao tiveram muita coisa. Claro que se usam para tal definições de xenofobia e outros elementos. Uns atiram as culpas ao governo de Mbeki por não ter feito muito para melhorar a vida dos sul Africanos, outros associam a sua atitude passiva(diplomacia silenciosa) em relação ao Zimbabwe, Eu cheguei a pensar( minha teoria de conspiração) que por detrás dos ataques estivesse a mão de Jacob Zuma que sai a ganhar se o governo de Mbeki for desacreditado. Enfim muita coisa ainda se vai escrever e ler sobre o assunto. Enquanto isso ainda me pergunta quem se responsabilizara pelo que se perdeu na África do Sul
sexta-feira, 30 de maio de 2008
DO PAIS ONDE MORO:carta para Mariazinha X

Te escrevo hoje na divida da semana passada que não te escrevi. Mariazinha, me consolo ao lembrar que e sabes e bem, que nunca o faço por falta de vontade ou falta de noticias. Vontade há demais, lembras que escrever-te tem sido um meio importante para " let the steam out". Isso mesmo! A minha locomotiva de estudante trabalhador, chega a Sexta feira cheia de vapor acumulado e escrevendo, faço um Uffffff... Noticias também há demais.
Mariazinha a crueldade com que os Sul africanos decidiram tratar os estrangeiros com destaque para os Moçambicanos continua sendo a grande noticia. Dezenas de milhares de Moçambicanos tiveram que voltar a Moçambique e em alguns casos famílias tiveram que se separar. Andam por aqui diferentes teorias em torno das causas. Uns dizem que os Sul Africano se sentem injustiçados pelo factos dos estrangeiros estarem a lhes roubar empregos e outras "boas coisas sociais". Outros falam de que tudo tem a ver com o Zimbabwe já que existem la ou melhor existiam cerca de 3 milhões de Zimbabweanos. Ate eu já criei minha própria teoria. Da uma vista de olho e me diga oque achas.
Mariazinha imagine cerca de trinta mil pessoas voltando para Moçambique duma hora para outra sem emprego e sem sitio para morar. Imagine como fica Maputo, como fica Moçambique. Vozes dizem que o governo moçambicano esta preparado mas eu tenho minhas duvidas. Se para as cheias que segundo a historia de certas regiões(vale do Zambeze por exemplo), se sabe quase com certeza que existirão neste ou naquele mês, o governo nunca esta preparado, como estaria ele preparado para uma catástrofe tão surpreendente como esta? Fico pensando como vai ser daqui em diante. Como essas pessoas vão se arranjar? Algumas vão entrar para o mundo do crime? Algumas para a prostituição como fazem as Zimbabweanas cá na Beira onde moro? Nao sei não Mariazinha mas tenho certeza que teremos problemas. Me irrita para já a letargia do governo moçambicano. Como sempre diz que " esta a trabalhar" mas de trabalho vejo pouco se vejo algo. Serão os sul africanos responsabilizados? Haverão compensações? Ou ficara tudo no "somos irmãos". Irmãos uma ova!!! Nem inimigo que me tratasse daquele jeito eu queria, " let alone irmão". Vamos ver como serao os próximos dias.
Mariazinha, entrei para a fase final do semestre la na academia. As aulas terminam já no dia 6 de Junho e o resto fica para preparação de exames. Esses dias são "tenebrosos" as vezes fico desejando que o dia tivesse muito mais que 24 horas mas me lembro logo que tudo tem mais a ver com gestão do que o "amount" que temos.
Me deixa ficar por aqui. Um abraço forte da terra Moçambique
quinta-feira, 29 de maio de 2008
XENOFOBIA É OBRA DE JACOB ZUMA: minha teoria de conspiração
A teorias de conspiração são de "fácil digestão" porque não passam disso, teorias. Eu gosto de teorias de conspiração por causa da astucia que as envolve. Tenho estado, como muitos, a pensar no caso da violência xenófoba na África do Sul e negando as "teorias 4x4" como alguém chamou a abordagem simplista ao caso que vê na pobreza dos negros sul africanos como única razão para a brutalidade com que tratam os estrangeiros. Tenho estado a pensar e foi nesse doloroso pensar que que dei asas ao pensamento e acabei com a teoria que põe Jacob Zuma como o "dono" da Xenofobia.
Segundo a minha teoria, oque se vive na vizinha Africa do Sul é obra de Jacob Zuma e toda ala zulo do ANC e visa desacreditar o governo de Thabo Mbeki(txoza). Cheguei a pensar que para alem de querer precipitar a saída de Mbeki do poder e sua consequente substituição, Zuma poderá ate estar a "servir o prato frio da vingança" pela marginalização de que foi vitima por parte de Mbeki que na altura queria se livrar do potencial adversário que Zuma era. me perguntei no entanto, quase deitando por terra a minha teoria, porque Zuma faria uma coisa dessa depois de ter garantido sua sucessão a Mbeki agora que preside o ANC. Lembrei-me então que os políticos pelo menos os africanos, são incoerente. Vai alguém tentar entender a cabeça de Mugabe por exemplo?
Para mim, Thabo Mbeki chegou ao poder mais pela recomendação de Mandela do que por si próprio, pelo apoio das massas. Por se ter interessado pouco pelas massas nem que fosse de forma disfarçada como vejo entre os nossos, Mbeki revelou-se um péssimo politico. e uma vez "na rua" me parece que Zuma levou vantagens enormes. Vestiu-se de vitima e foi conquistando o coração das massas que votaram esmagadoramente nele para a presidência do ANC e certamente votarão nele para presidência da África do Sul.
Seja como for essa é minha teoria. Teoria e nada mais do que isso.
Ultimas do caso Isabella Nardoni V
Madrasta de Isabela diz que foi pressionada por delegada a denunciar Alexandre Nardoni
Publicada em 28/05/2008 às 19h11m
Wagner Gomes, O Globo OnlineSÃO PAULO - Anna Carolina Jatobá, 24 anos, madrasta da menina Isabella Nardoni, disse em depoimento ao juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri do Fórum de Santana, que foi pressionada pela delegada Renata Pontes, do 9 º Distrito Policial, do Carandiru, a denunciar o marido pela morte da filha. Em troca, ficaria livre da prisão temporária. Ela chorou várias vezes e voltou a negar ter matado a enteada com o marido. Anna Carolina falou à Justiça por três horas e quarenta minutos (das 13h52 às 17h30) e Alexandre começou a depor às 17h55. Ela foi impedida pelo juiz de acompanhar o interrogatório dele e voltou para a carceragem. Diante do juiz, a madrasta de Isabella disse que as acusações contra ela são 'totalmente falsas' e contou a mesma versão apresentada aos policiais na fase de investigação: de que uma terceira pessoa teria entrado no apartamento e matado a menina.
- Recebi pressão para denunciar Alexandre. A delegada Renata Pontes disse que me colocaria na prisão temporária e perguntou se eu tinha noção do que era cair numa prisão, já que não tenho curso superior - disse ela, segundo os assessores do Tribunal de Justiça, que acompanham ao depoimento.
Segundo o depoimento de Anna Carolina Jatobá, a delegada teria afirmado que ela estava acobertando Alexandre por amor. Nesse momento do depoimento, o promotor Francisco Cembranelli que acompanhou o interrogatório fez uma intervenção e disse que no segundo depoimento prestado por Anna Carolina, durante a fase de investigação, em nenhum momento ela havia falado sobre essa pressão.
Anna Carolina não esperou por perguntas do juiz para começar a falar. Passou a primeira hora do depoimento contando os fatos por conta própria. Chorou em vários momentos e falou muito rápido, a ponto de o juiz pedir que ela fosse mais devagar no relato.
O pai e a madrasta de Isabella são réus no processo que apura a morte da menina e respondem por homicídio doloso triplamente qualificado, além de fraude processual.
A madrasta contou que ligou para a mãe de Isabella na quinta para combinar de pegar a menina na sexta. Disse que Isabella estava feliz durante todo o tempo e brincou com os irmãos, Pietro e Cauã. Na sexta-feira, teria tomado banho com Isabella, que teria demonstrado o amor por ela desenhando um coração no box do banheiro.
Em seu depoimento, procurou reforçar informações que poderiam indicar a presença de uma terceira pessoa no apartamento. Desde o crime, o casal sustenta que alguém entrou e jogou Isabella pela janela. Disse que perdeu as chaves do apartamento ao levar as crianças à escola e que houve uma discussão com dois pedreiros que fizeram obras no apartamento recém-adquirido pelo casal. Segundo ela, uma funcionária do prédio sabia que ela tinha perdido a chave.
Sobre os pedreiros, ela disse que acredita no envolvimento de um dos pedreiros com algum tipo de crime. A madrasta contou que, no dia do crime, soube de corretores de imóveis que entraram com três clientes no prédio. Essas visitas não teriam sido registradas, segundo ela, porque o prédio não apresenta segurança.
- A câmera na frente do edifício está lá como enfeite, não grava nada - afirmou.
Anna Carolina contou que no sábado, dia do crime, Alexandre saiu para instalar o GPS no carro e ela ficou com as três crianças. Chorou ao dizer que Isabella pediu pão com requeijão e suco de morango no café da manhã. Disse ao juiz que, depois disso, desceu para a piscina com as crianças.
Neste momento, ressaltou, encontrou o zelador do prédio, que teria perguntado a ela se a menina era filha de Alexandre. Voltou a falar dos pedreiros, dizendo que neste momento teria visto um deles 'de passagem'.
Segundo a madrasta, a família deixou o prédio reunida, pouco depois das 17h, para passar no Sam's Club, em Guarulhos. Disse que Isabella não gostava de shopping e, por isso, teriam ido a um McDonalds na cidade. Em seguida, teriam ido até a casa de seus pais e, depois, retornaram para casa. Nesse momento, ela chorou novamente e um assistente do juiz chegou a dar um lenço de papel a ela.
Anna Carolina negou que tenha ocorrido discussão no prédio da mãe ou no carro durante o trajecto. Ela disse ainda que nunca escostou um dedo em Isabella porque essa tarefa só pode pertencer ao pai e à mãe de uma criança. Em seus dois filhos, Pietro e Cauã, ela disse que apenas deu umas palmadinhas. Deu detalhes de onde cada um estava sentado no automóvel e voltou a dizer, como disse à polícia, que o celular vibrou e ela constatou que eram 23h29m.
A madrasta repetiu a mesma versão que tem sido dada desde a noite do crime: que Alexandre subiu com a menina, deixou-a no apartamento e depois voltou para a garagem para buscar o restante da família. Anna Carolina frisou que ninguém a viu sozinha na garagem esperando por Alexandre.
Anna Carolina negou que tivesse sangue no carro da família e afirmou que o único vestígio de sangue que encontrou foi no lençol do quarto dos meninos, após o crime.
Segundo ela, Alexandre estava com Pietro no colo e ela com Cauã, quando chegaram ao apartamento. Assim que avistaram a tela cortada do quarto, Alexandre foi correndo, subiu na cama com o menino no colo, pôs a cabeça para fora da janela e avistou a filha caída no jardim. Ela disse que o único acesso à janela era pela cama. No entanto, afirmou também ter visto Isabella caída no chão em uma aproximação da janela.
A madrasta de Isabella disse em vários momentos de seu depoimento que desceu com Alexandre no elevador assim que perceberam que a menina havia caído. Ele a teria esperado no hall enquanto Anna Carolina telefonava para o pai dele, Antonio nardoni, para contar o ocorrido.
Ela revelou também ter voltado ao apartamento depois do enterro de Isabella.Até então, sabia-se que apenas o avô de Isabella, Antonio Nardoni, e a tia da menina, Cristiane Nardoni, tinham retornado ao imóvel após o crime.
O juiz fez apenas duas ou três perguntas, entre elas, se Anna Carolina lembrava de ver Alexandre tirando a chave do bolso do hall de entrada, no momento em que ela e os dois filhos entraram com ele no apartamento. O juiz pediu ainda para que ela desenhasse a disposição dos móveis no quarto dos meninos. Em seguida foi a vez do promotor Francisco Cembranelli e da assistente de acusação Cristina Christo Leite. Os últimos a perguntarem foram os advogados de defesa. A advogada Cristina Christo Leite, foi contratada pela mãe de Isabella, e será assistente na acusação. Também estão na sala funcionários encarregados de transcrever os depoimentos.
O pai dela, Alexandre Jatobá, e o advogado Antonio Nardoni, pai de Alexandre, não foram autorizados a acompanhar o depoimento do casal.
O juiz Maurício Fossen, o mesmo que decretou a prisão preventiva do casal e aceitou a denúncia contra o casal, já marcou para os dias 17 e 18 de junho o depoimento das testemunhas de acusação, indicadas pelo Ministério Público. Marco Polo Levorin, advogado do casal, informou que até segunda-feira apresentará os nomes das testemunhas de defesa, mas não informou o número de pessoas.
Casal ficou em celas separadas antes do interrogatórioAlexandre e Anna Carolina deixaram os presídios que ocupam em Tremembé, no Vale do Paraíba, por volta de 21h de terça. A madrasta de Isabella passou a noite na penitenciária do Carandiru, na zona norte, e foi levada ao Fórum por volta de 10h15m. Alexandre dormiu no Centro de Detenção Provisória (CDP) II de Guarulhos e foi levado ao Fórum num carro fechado da Secretaria de Administração Penitenciária, sem janelas, apenas ventilação na parte superior. Ele chegou ao fórum às 11h, quase uma hora depois da mulher.
Os dois permaneceram em celas separadas no Fórum de Santana até o início dos depoimentos, em celas com 3 metros por 2,5 metros. As celas ficavam de frente uma para outra, mas a visão era prejudicada por conta de duas grades e uma tela de metal. Dentro, apenas um vaso sanitário e nenhuma cadeira ou banco para sentar. Mesmo assim, segundo um policial os dois se falaram e Alexandre procurou tranquilizar a mulher. A distância entre uma cela e outra é de 4 metros. Anna Carolina aceitou o almoço oferecido. Alexandre disse que comeria um lanche mais tarde.
Para a polícia, Anna Carolina Jatobá esganou Isabella, causando asfixia mecânica. Alexandre, o pai da menina, a jogou pela janela do sexto andar. Ele teria entrado no apartamento com Isabella no colo e atirado a criança perto do sofá, provocando fratura na bacia, no pulso e machucado a área da vagina.
O pai e a madrasta de Isabella estão presos desde 7 de maio e negam a autoria do crime, ocorrido no dia 29 de Março. Nesta terça-feira, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou por unanimidade o pedido de habeas corpus para que o casal aguardasse o julgamento em liberdade. Outro habeas corpus será julgado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo em junho.
A defesa do casal contratou o legista alagoano George Sanguinetti para buscar falhas nos laudos feitos pela perícia paulista. Com base nelas, os advogados querem pedir anulação do processo contra o casal e reforçar o pedido de liberdade. Sanguinetti disse nesta terça-feira que os laudos feitos pela perícia paulista abrem a possibilidade de a menina Isabella ter sofrido 'atos libidinosos' antes de ser assassinada. O legista também contesta que a menina tenha sido esganada, antes de ser atirada do sexto andar do prédio, pela janela de um dos quartos do apartamento do casal.
A perícia policial tem outra explicação para as lesões na vagina: Alexandre atirou Isabella com força no chão da sala, machucando a área e causando fratura no osso da bacia e no pulso direito.
A Associação dos Peritos do Estado de São Paulo disse que Sanguinetti quer tumultuar a investigação e vai entrar na Justiça contra o legista .
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FRASE QUE DETESTO: o governo esta trabalhar
Li essa manha as declarações do PR segundo as quais o governo esta trabalhar com as autoridades sul-Africanas para travar a onda de violência xenófoba que abala a Africa do Sul. Guebuza falava aos jornalistas após a visita ao centro provisório criado em Beluluane.
Detesto essa frase que me parece muito vaga.
Quando usada nunca se detalha oque de concreto esta se fazendo nesse "trabalhar".
Frase predilecta da mama da Luz Guebuza. Usa-a nessas deslocações que faz, nos balanços que faz das mesmas enfim. Estamos sempre a trabalhar. Sempre a trabalhar.
Resultado, esses não aparecem com o mesma "speed" com que parecemos estar a trabalhar. Detesto essa frase porque faz parte do vocabulário politico.
Faz parte do discurso com que se tenta fazer o "boi dormir".
Detesto essa frase porque os que a usam sabem que não estão fazendo oque querem fazer acreditar que estejam fazendo. Sabem oque devia fazer e por alguma razão não fazem.
Detesto essa frase porque me lembra o proverbio: " vale mais um coração sem palavras do que palavras sem coração".
Eu só deixo de detestar essa frase, quando se trabalhar de verdade, trabalhar tanto que seja desnecessário dizer-se "estamos a trabalhar". Trabalhar tanto, que o trabalho bem feito se encarregue ele próprio, de mostrar para seja la que for, que se esta realmente a trabalhar.
Imagem retirada Daqui
XENOFOBIA NA AFRICA DE SUL: quem leva a culpa para casa?
Escrito por um negro africano em agonia
"Posso não ser Sul Africano mas
Sou negro – a minha pele é da cor da sua
Meus genes são Africanos, apenas Africanos
Quando seus governantes eram violentados pelo Apartheid
Eu os abriguei
Fui paciente com eles
Ofereci-lhes comida
ofereci-lhes protecção
E ainda fui atacado e bombardeado pelo regime branco do Apartheid
Posso ser Sul Africano mas
Não falo isiZulu porque sou Vhenda
Não falo isiZulu porque sou Changana
Não sei falar a sua língua
Tal como você também não sabe falar a minha
Desde quando isuZulu é a única língua da África do Sul?
É verdade que não sou de Gauteng
Não fui nascido aqui, mas sou Sul Africano
Aonde queres que eu vá agora que me violentas?
Eu não bato e nem mato seu pai, mãe, irmão e nem irmã que residem na
minha cidade
Não chamo a eles "makwerekwere" embora não saibam falar a minha língua
É verdade que sou de raça negra
É verdade que aparento ser estrangeiro
É verdade que a minha mulher é estrangeira
Mas eu sou Sul Africano
E agora temo andar pela única terra que chamo casa
Receio andar pelas ruas sem a minha identificação
Receio cumprimentar alguém na rua se não for em isuZulu
Os brancos do Apartheid fizeram-me o mesmo à anos
Agora é você meu irmão negro me discriminando
Porquê?
Porquê você se julga melhor do que eu?
Porquê você pensa que eu sou responsável pelo seu desemprego e sua pobreza?
Porquê você pensa que eu também não passo dificuldades?
Se eu Vhenda tenho que regressar a Limpopo
Que todos os Swati's retornem à Swazilândia
Que todos os Tswana's regresem à Botswana
Que todos os Sotho's retornem à Lesotho
Que todos os Ndebele's regressem à Kwandebele
Que todos os Xhosa's retornem à Eastern Cape
Sim, que você Zulu também regresse à Kwazulu Natal
Não será ignorância culpar a mim pelo seu desemprego e sofrimento?
Porquê você não usa a sua força para fazer algo útil a todos nós?
Porquê você se recusa a ir a escola deixar a educação lhe transformar?
Porquê você age sem humanismo?
Antes de 1994 você acusava os brancos
Agora é a mim que você acusa
A quem você irá acusar depois de mandar-me embora daqui?
A quem você irá acusar depois de matar-me?
Desculpa-me por não ter nascido aqui
Desculpa-me por não falar isuZulu
Desculpa-me por ser tão escuro para viver na sua cidade
Desculpa-me por limpar as latrinas que você usa mas não que limpar
Desculpa-me por cuidar do seu jardim
Desculpa-me por remendar os seus sapatos
Desculpa-me por ter acolhido seus governantes quando estiveram no exílio
Sim... É isso mesmo: o que você chama exílio é o meu país
Mas acima de tudo
Desculpa-me por contribuir na construção das infra-estruturas do seu país
Desculpa-me por contribuir para o crescimento da economia do seu país
Mas irmão
Porquê você não deixa que haja Paz e amor em África?"
Texto original assinado por:
Tuhafeni Nandesifeni
B.Eng Mining engineering
Tel:+27 722 303 135
University of Pretoria
Tradução livre de Inglês para Português feita por:
Pedro H. Massinga Jr.
Institute of Applied Materials
University of Pretoria
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segunda-feira, 26 de maio de 2008
Dr. AMORIM BILA EM PONTOS DE VISTA: a necessidade de não alterar o discurso oficial
As abordagens do Dr. Morim no programa de ontem me lembraram de como a necessidade de defender o meu "team", pode me "cegar" a ponto de me "obrigar" a dizer barbaridades. Me lembrou ainda dum texto lá no "masturbatório de ideias" do meu camarada Lázaro Bamo que passou para o blog dum dos nossos grandes sociologos e debateu-se bastante.
Ainda acerca dos 7 milhões, li essa manhã no Diário de Moçambique oque o PR disse no balanço da sua última presidência aberta. Gebuza disse que a "grande prova" de que os 7 milhões estão a "funcionar" é o crescente número de moageiras nas zonas rurais. Senhor presidente, se me dizesses que é o aumento da produção de milho e outros cereais eu estaria do seu lado mas me falar de moageiras "faxavor". Quanto tempo de vida dás à essas moageira senhor presidente? Com toda problemática de manutenção que se pode prever. Oque elas farão agora a essa crise alimentar está entrando e se estalando?
Senhor presidente "faxavor". Vamos lá "dar o nome aos bois", dizer as verdades e com todas letras.